Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XI

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Empresa porto alegrense aposta em lingerie para os pés

por: Marcela Leone
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Só em 2015, Mônica vendeu mais de mil pares dos pés de anjo

As peças rendadas, nomeadas como pés de anjo, são idealizadas para ficarem à mostra

Rendas delicadas embelezam e protegem os pés de quem compra os lingeries de Mônica Lapa, 56 anos. Os pés de anjo, como são nomeados por ela, foram idealizados para ficarem à mostra, dando um toque de feminilidade e harmonizando com os calçados de forma sutil. O par custa R$ 25,00, e pode ser adquirido pela página no Facebook As Moças Que Costuram.

Além das peças para os pés, a empreendedora produz outras roupas íntimas planejadas para ficarem em evidência sob a roupa, como anáguas (espécie de saia para colocar por baixo da roupa), camisetes, shorts e vestidos. Esses itens variam entre R$ 75,00 e R$ 110,00.

Mônica foi professora universitária de História durante 25 anos, mas sempre alimentou a paixão pela costura, inclusive, conciliava à docência com as máquinas, produzindo roupas sob encomenda. Começou a se dedicar à confecção artesanal de roupas íntimas em 2013, quando percebeu um nicho de mercado.

Durante uma viagem que fez a Londres, comprou um par de meias de nylon para serem usadas com sapatilhas e, teoricamente, não aparecerem sob o calçado. Porém, na prática, ela percebeu que de uma forma ou outra, as peças ficavam visíveis. “Então, se eu não posso deixá-las invisíveis, por que não fazer mais bonitas para que apareçam mesmo?”, assim Mônica começou a produzir os pés de anjo.

Por conta da demanda, se dedicou apenas à produção de roupas íntimas e, com o tempo, foi criando novos produtos. Atualmente, produz cerca de 20 peças por semana, e em 2015 chegou a vender cerca de mil pares. Os pedidos mais frequentes são pelas anáguas. Como é aposentada desde 2015, não tira o sustento da costura, porém, admite que o trabalho lhe proporciona uma boa renda extra.

“Se eu tivesse funcionários, certamente, poderia me sustentar com a empresa, porque demanda eu tenho”, analisa Mônica. Seus planos para o próximo ano são alocar o atelier em uma sala comercial – hoje funciona na casa de sua mãe – e contratar pessoas para aumentar a produção.

A decisão pelo registro da empresa foi estimulada pelo coaching que fez para se preparar para a aposentadoria. “Eu queria fazer alguma coisa, mas não sabia o que exatamente”, justifica. Então, antes mesmo de terminar a carreira de professora, investiu na costura e hoje a considera sua nova profissão. “Eu sempre amei costurar. Estou muito bem, me acordo feliz de vir trabalhar”, compartilha.

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Fonte: Jornal do Comércio | Fotos: reprodução

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