Objetivo é reduzir custos, personalizar experiências e transformar processos criativos, diz Bruno Souza, diretor de IA da Globo.
A Globo está usando inteligência artificial generativa em um chatbot para atender assinantes do serviço de streaming Globoplay – e com isso economiza R$ 10 milhões por ano. A tecnologia também está gerando legendas automáticas e audiodescrição, o que trouxe mais R$ 5 milhões economizados somente em 2024.
Os dados foram apresentados por Bruno Souza, diretor de inteligência artificial da empresa, durante o TDC Summit São Paulo, realizado essa semana.
A IA está sendo usada pela Globo em áreas como atendimento ao consumidor, publicidade, criação de conteúdo e operações internas. O uso da tecnologia inclui agentes conversacionais em áreas como RH, marketing e negócios, e uma plataforma de geração de criativos com IA voltada a pequenos e médios anunciantes.
Segundo Souza, o Globoplay já personaliza conteúdo e anúncios com base em dados de comportamento e modelos de recomendação desenvolvidos internamente. Na área de criação, a empresa está criando seu próprio LLM, treinada com roteiros, para dar feedbacks e sugestões aos roteiristas durante o desenvolvimento de histórias.
A trajetória da Globo com IA começou em 2014 com o Projeto Big Data, que estruturou o primeiro data lake da empresa e permitiu experimentações em produtos digitais. Em 2018, com a unificação das operações digitais e televisivas, a Globo adotou conceitos de data mesh, desenvolvendo produtos de dados.
Desde então, a companhia passou a tratar IA como parte da estratégia, com investimentos em infraestrutura, automação e capacitação. Em 2023, intensificou ações de letramento sobre IA generativa em todas as áreas. “Passei o ano inteiro fazendo road shows dentro da empresa para mostrar as possibilidades e desmistificar o uso da IA”, contou Bruno.
Atualmente, a Globo opera mais de 130 projetos de IA, com iniciativas que vão da recomendação de ofertas à automação de processos logísticos nos estúdios. Modelos de machine learning e análises preditivas são usados para prever churn, sugerir upgrades de planos e otimizar inventário publicitário.
O próximo passo da Globo, segundo o executivo, é estruturar um ecossistema baseado em agentes autônomos para replicar fluxos de produção. A empresa testa esse modelo atualmente na produção do Globo Esporte, mapeando tarefas humanas e as transformando em fluxos programáticos. O objetivo declarado é criar uma plataforma com controle centralizado, modelos customizados e colaboração entre agentes.
“A ideia é ter uma IA que não só execute tarefas, mas que consiga entender e coordenar o trabalho de outros agentes”, disse.
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