Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Investimento em celebridades para desfiles da São Paulo Fashion Week pode gerar até três vezes mais retorno em exposição

Ashton Kutcher e Demi Moore chegam ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo / Photo Rio News

RIO - A contratação de celebridades internacionais para desfiles de moda pode sair cara para grifes nacionais, mas a marca tem um retorno pelo menos três vezes maior em geração de mídia espontânea, segundo especialistas na área. O nome da grife, associado ao da celebridade em questão, extrapola os veículos de imprensa especializados em moda, ganhando destaque também no noticiário de cidade, fofocas e economia.

A temporada Inverno 2011 na São Paulo Fashion Week (SPFW), que começou nesta sexta-feira, conta com alguns nomes famosos, como o ator de Hollywood Ashton Kutcher, que desfila pela Colcci, a patricinha internacional Paris Hilton, no desfile da Triton, a cantora Christina Aguilera, que lança linha de roupas em parceria com a C&A, e a transexual Lea T., filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo e musa da Givenchy, no desfile de Alexandre Herchcovitch.

Outras duas beldades com cachês milionários que marcam presença no desfile da Colcci são as top models Gisele Bündchen e Alessandra Ambrósio.

— Realmente é um investimento alto, mas o retorno que as marcas vão ter na mídia é muito grande, é quase três vezes maior. O Ashton Kutcher foi jantar ontem (quinta-feira) com a Demi Moore (mulher do ator). Foi publicado na imprensa que o ator saiu para jantar e que está no Brasil porque veio desfilar pela Colcci. O retorno é muito mais alto do que o investimento — disse Adriana Jordan, coordenadora técnica de Design de Moda da Universidade Veiga de Almeida.

O cachê de Kutcher não foi revelado pela Colcci, grife para a qual o ator desfila neste domingo no maior evento de moda no país. Mas as despesas da marca não param por aí. Ashton trouxe a mulher e a enteada, Tallulah Willis.

Paris Hilton chega a São Paulo / Photo Rio News

— Fora o cachê, para trazer o Ashton Kutcher tem todo um investimento muito grande em infraestrutura, como hospedagem, passagens, seguranças, carro blindado — enumera Vanessa Rivera, consultora de Design do Senai Cetiqt. — Mas dá uma visibilidade à marca incrível. Já tem vários blogs internacionais dizendo que ele veio ao Brasil para o desfile da Colcci, então já é o nome dele sendo associado ao da Colcci. Ele também anunciou pelo Twitter dele, que é um dos mais seguidos, que viria ao país, então os fãs já acompanham e descobrem sobre a marca — completou.

Tanto a Colcci quanto a Triton pertencem ao grupo AMC Têxtil, que também detém as marcas Sommer, Carmelitas, Forum, Forum Tufi Duek, Tufi Duek e Coca-Cola Clothing.

— Depois da compra da Triton e da Forum, o grupo AMC Têxtil está investindo mais no mercado internacional, então a contratação de celebridades internacionais é um bom investimento — afirmou Vanessa. — A Paris (Hilton) já não é uma grande novidade, porque é a segunda vez que vem desfilar pela Triton. Mas, se não tivesse dado resultado, não teria sido chamada de novo.

 

FONTE: http://extra.globo.com/noticias/economia/investimento-em-celebridad...

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Comentário de António Manuel Miranda em 29 janeiro 2011 às 12:35
A finalidade é o máximo de exposição possível. Tanto no Brasil como internacionalmente.
Isto é positivo.
Temos que entender que a SPFW ainda está na adolescência e quanto mais se expor, de forma positiva, mais ele se tornará um evento com status mundial.
Potencial e capacidades ela tem. É só se manter fiel aos princípios que lhe deram origem, manter a qualidade a todos os níveis e se expor, positivamente, o mais que puder, e com certeza atingira a maturidade como um dos eventos fashion de referência e obrigatórios do calendário mundial.
Comentário de Textile Industry em 29 janeiro 2011 às 10:06

 

Calor beirando o insuportável e coletiva de imprensa concorrida marcaram a largada da edição de 15 anos da semana paulista, agora com o espaço totalmente repaginado. Entre os acertos está a bela concepção da entrada, finalmente adequada à grandiosidade e à natureza do que rola por aqui. Quem viu o público se deliciando em desfilar pela enorme passarela de madeira, à beira do espelho d’água, sabe do que estou falando. Outra curiosidade é a reabilitação das samambaias. Isso mesmo. Há muito fora da lista das plantinhas cool, elas são as protagonistas da cenografia do prédio da Bienal, e já tem muita gente pensando em cultivar uma em casa outra vez. Voltando ao que importa, os desfiles, hoje foi dia de Animale, Tufi Dueck, Samuel  Cisnansck e Triton. Esta, outra vez com Paris Hilton puxando o casting e hordas de paparazzi.

Animale

 
 
A coleção da Animale é o resultado de um exercício minimalista sobre o universo da selaria. A afirmação não é minha, e sim da divulgação da marca, e a mistura complexa rendeu cartela clara e roupa sem rigores de inverno. A alfaiataria dá suporte técnico para os cortes engenhosos e para o detalhamento complexo que norteia o trabalho da estilista Priscila Darolt, mas é a silhueta alongada que define o conjunto. Vale citar os tricôs de lã de alpaca, o trato refinado com o couro e a sofisticação da experimentação têxtil. Com imagem de moda forte, e em meio a tanto rigor, desafinam as fendas que teimavam em abrir até onde não deviam, e os casacos que insistiam em não parar sobre os ombros.

Tufi Duek

 
 
Na marca Tufi Duek, o minimalismo tem ascendência nórdica. É no rigor do design escandinavo que Eduardo Pombal encontrou sustentação para a coleção que tem vestidos curtos, levemente volumosos em função do tecido estruturado, e recortes milimetricamente calculados, embora discretíssimos em meio à monocromia dominante. O momento excesso fica por conta dos babados com muita roda, aplicados à barra de saias e vestidos godês. Conjuntos de duas peças, blusa seca e saia, blusa sem mangas na altura dos quadris e calça curta encorpam o mix, que tem algo de anos 1960 nesta hora, e que corre elegante e sem sobressaltos, em sintonia com a fonte de inspiração. A sutileza funciona também nos belos vestidos de frente de couro dourado, fechados em ponto luva, nas pulseiras e colares em dobraduras precisas de metal dourado, e nos sapatos-cadeira arrasadores, com solado (ou seria pés?) e pala (ou seria encosto?) em madeira.

Samuel Cisnansck

 
 
Para colocar o público em sintonia com seu personagem, uma garota urbana perdida na floresta, Cisnansck abriu o desfile com um vídeo literal e soltou bons casacos na passarela. Mais do que oportunos, e ainda por cima bem executados e bonitos, agasalharam este 1º dia, em que ninguém pareceu acreditar que o inverno existe. Quando o fascínio pelo décor monarquista toma conta dele, Samuel rock´n´roll exagera aqui e ali, mas fez ótimo desfile desta vez, com belos vestidos longos e ajustados, o preciosismo de sempre e efeito cenográfico de primeira, por conta dos vestidos cipó.

Triton

 
 
Triton atende público jovem, para o qual a roupa se desdobra em looks de várias peças, exige graça e diversidade nos detalhes e oferta convincente de acessórios. Nem sempre é fácil reger esta orquestra de muitos instrumentos, mas Karen Fulke deu conta do recado. Um coquetel de matelassê, brocados, veludos, peles, rendas e estamparia metalizada, calçado por básicos, como camisa, calça reta e paletós, fechou bem este calorento 1º dia. Mas que a Triton passou bem mais grave do que de costume, não dá para negar.

http://www.usefashion.com/categorias/noticias.aspx?IdNoticia=93049

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