Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano VI

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Matrix, Jamais? - (por Luiz Bento) Comportamento humano

 

 

Hollywood e sua “troupe” de especuladores e mestres na arte da interpretação, mascararam e o fazem até hoje com o aparato tecnológico de fartos e exagerados efeitos especiais, o passado. Mesmo aqueles de tempos remotos e sequer ficam envergonhados.

Fazem esse exercício com tanta naturalidade e se portam como se estivessem no túnel do tempo filmando a verdade. Já acertaram algumas vezes, mas em filmes épicos com certeza erram feio e nos famosos bangs bangs exageraram na dose de violência e efeitos especiais. Conseguiram até a façanha de dar um jeito de fazer dinossauros e humanos conviverem num mesmo tempo.

Acertos à parte pela lógica de documentários bem elaborados, como foi por exemplo a espetacular produção de “Assim caminha a humanidade” e outros com conseqüências desastrosas para a humanidade que usa e abusa da fantasia do cinema para a prática da violência (induzida e incitada) e outros comportamentos ridículos de como eternizar heróis e deuses, como se eles tivessem mesmo existido, com suas coroas, suas espadas douradas, seus milagres, seus camelos, seus turbantes vermelhos e suas tendas suntuosas de cetim dourado de onde comandavam seus exércitos cruéis e faziam sexo com suas adoradas princezas e rainhas.

E usando esses e outros espetaculares recursos, manipulam também o futuro e hábitos da humanidade, certamente com influencias do meio político, religioso econômico e cultural, (não necessàriamente nessa ordem).
A sutileza dos informes publicitários em cada película que produzem, ainda incentiva mesmo nos filmes atuais, o desastroso hábito de fumar e assim, o filme Planeta dos Macacos, por exemplo, além de uma grande piada, foi um pesadelo e de uma sutileza desconfortante. E tomara que não seja uma profecia, mas valeu pela plástica ou pelo alerta. Pode acontecer? Ninguém sabe.

Portanto, se não podemos ver em ação, (a não ser pela fé cega) o Deus que a humanidade imagina existir, o cinema faz essas simulações muito bem, mostrando Ben-Hur, El-Cid, Os dez Mandamentos ou Barrabás, como a grande piada “Sansão e Dalila” e o legendário Quo Vadis, além de super-homens que voam, que são invisíveis e que se transformam em chamas ou em água, como em Matrix, ou até mesmo em robôs gigantes ou ainda, seres humanos incríveis e até mais próximos da realidade como o incrível Bruce Lee que não precisava de doublé e assim podemos ver e sonhar com simulações além da nossa imaginação. O exterminador do futuro já elegeu um Governador e provavelmente contribui para a violência e matanças em colégios. A Televisão a mais terrível aliada do cinema tem a vantagem da ação de efeito imediato e age no paralelo para eternizar nas mentes essas imagens e estórias e tudo que sabemos ou pensamos saber, tem a moldura da conveniência dos ilusionistas de plantão.

De sobra também, os devaneios e especulações por parte dos cientistas ao supor por exemplo que há 80 milhões de anos o Brasil era praticamente invadido por água e que o mar tinha uma altitude maior que a de hoje em 170 metros.
Pode parecer irônico, mas seria o caso de se afirmar, que se a camada de ozônio continuar aumentando, vamos restabelecer o nível de água que havia há 80 milhões de anos quando as de gelo derreteram e inundaram os continentes. Isso de certa forma joga por terra alguns conceitos de que estamos contribuindo com o aquecimento do planeta quando na verdade ele por si só sofre transformações cíclicas violentas independentemente da ação do homem. Minha primeira lição de ciências físicas e biológicas no ginásio, já era o inicio desse terrorismo que nos impõe o conhecimento pleno das coisas e que servem no paralelo a muitas outras finalidades. Alguns adolescentes se desesperam ao descobrirem finalmente a realidade nua e crua de que um dia com certeza vão morrer e a coisa fica pior quando se dão conta de que terão um dia que lutar sozinhos pela sobrevivência e abrir sua própria trilha na floresta da vida. O cinema faz a festa e os fanáticos religiosos usam sal, pimenta, querosene e botam fogo nessa fragilidade grotesca e sempre estarão reescrevendo o livro sagrado.
Fantasmagórico, mas até bem possível. Estamos assistindo até exorcismo pela TV e jovens rebeldes “Orkutianos” defendem a absurda idéia de que os pobres mosquitos da dengue estão se vingando do ser humano por terem causado a poluição e terem sido expulsos de seu habitat natural. Pobres humanos, sendo julgados e executados pela fértil e imbecil imaginação de inferiores desmiolados que falam pelos cotovelos porque não sabem que na guerra pela sobrevivência, vale tudo.


Temos então, o Cinema, a ciência e aqueles que misturam os dois para o exercício do novo apocalipse mesclado antes de fanatismo religioso e agora mais recentemente por conveniências de grupos que querem transformar questões secundárias em bandeiras de luta, como os exageros de ecologistas doentios e na mesma dose a luta contra a homofobia que em poucas palavras obriga você a aceitar como normal, uma situação que você pessoalmente não gostaria de ser ou viver. Talvez em outras palavras seja isso que o Bolsonaro tenta explicar e todas as pedras correm em sua direção. E assim estamos todos embarcando nessa canoa furada, perdendo a consciência de uma realidade simples, de caras pintadas, mas de mentes lavadas. E 2012 vem ai com um destino cruel escrito no calendário inca mas certamente poderemos contar com o invencível Keanu Reeves. Sim, ele sim, parece ser o novo salvador.

E assim, enquanto nos tornamos reféns de lixo atômico, lixo hospitalar, sacolinhas de plástico de supermercados, garrafas de refrigerantes e outros inventos do sistema para agregar preço por conforto e aparência, nos esquecemos da soluções, da nossa inteligência e da autoridade que temos ou que podemos nos outorgar e não enxergamos que somos reféns hoje, sem duvida do cinema e da TV e do mais novo instrumento de resultado imediato, a internet.

Alguns idiotas que se julgam donos da verdade através da especulação absurda de que criamos o computador como se fosse ele a imagem de tudo que somos e vivemos. Não podemos chegar a esse ponto absurdo de supormos que criamos uma coisa que já existe e pior, que somos essa coisa. Mesmo porque, um computador gigante jamais programaria em seu seio tamanhas injustiças sociais, como as que enfrentamos e uma reprodução desordenada como a que existe.

Melhor nem crer na hipótese de que Konrad Zuse teria se desmontado frente a um grande espelho para construir os primeiros computadores eletromecânicos programáveis do mundo, ao mesmo tempo quase em que John Von Neumann, nos anos 40, defendia a idéia de que Deus seria uma base de sistemas lógicos que fossem auto-reprodutores e que imitassem assim a própria vida. O nosso sistema então (todo o universo) seria um enorme e auto-suficiente computador. E a TV, seria sem duvida o instrumento de “atualização” dos programas nas memórias das várias unidades da rede que somos individualmente cada um de nós, e assim mais uma vez estaríamos reescrevendo a Bíblia.

Homens superiores, inteligentes, insensíveis, direcionados exclusivamente para satisfazer necessidades de produção em larga escala, com índices de produtividade cada vez mais eficientes, continuarão a inventar e produzir máquinas que possam substituir “unidades inferiores com capacidade de raciocínio limitada”. .Essa é a verdade, pura e simples, contra a qual nada se pode fazer, ou nada se quer fazer, por conveniência daqueles que não se importam com a busca da felicidade ou da satisfação do ser humano em primeiro plano.
Primeiro esses grupos buscam um retorno para seus investimentos. Então, não é tão simples esse raciocínio, se visto, sob o angulo da inteligência humana de uma minoria, que domina o resto. Um exemplo cruel são os laboratórios farmacêuticos.
Deus teria criado então, seres inteligentes, mais bem dotados, para dominarem seus semelhantes, mas então o Deus que pregamos é o Deus da ilusão? da falsa realidade? pois muitos usam sua superioridade, para criar a miséria humana e lucrar com seus métodos de esperteza. E nós fomos, criados à imagem e semelhança de Deus. É o que dizem todos mas com a fé cega, não percebem a controvérsia.

Portanto, Matrix de certa forma, até pode existir, mas se somos dominados por máquinas, onde reside a lógica do sofrimento humano?.E máquinas estariam aptas a fazer o julgamento correto?

Dentro daquele raciocínio de que o homem foi feito à imagem e semelhança desse criador, nós podemos ver que os “inferiores” têm circo e pão e os “superiores”, são pequenos grupos dentro e fora da arena, que manipulam e simulam situações e espetáculos indignos ou dignos da raça humana e investem no sofrimento a longo prazo.

Ayrton Sena, foi um exemplo de que a maquina domina o homem e o leva a morte. As máquinas mortíferas e voadoras foram criadas por homens inteligentes, que estão a serviço da evolução, que a colocaram a disposição também de homens egoístas e ávidos por dinheiro. Ai entra o gladiador Ayrton (que não escondia a tristeza em seu rosto) e, que nos tempos de Roma, seria o escravo Ben-Hur e nos tempos modernos teve o patrocínio das grandes marcas, que não vendem produtos, mas vendem ilusões, vendem imagens sensacionais, espetaculares e manipulam seres humanos como mercadorias e manipulam assim, a vida e a morte. Um corredor de formula I, se foi e um outro Matrix chamado Muhammad Ali, de tanto bater e apanhar anda por aí que nem um Zumbí

Portanto, o filme Matrix misturando fantasias com a realidade e com a ajuda de efeitos especiais, provoca em todos nós, a falsa idéia de que todos os problemas mais sérios da humanidade são secundários e que tudo se resolve pela violência.

A produção em série de Matrix e outros filmes similares, seria então uma busca desses produtores, por novos Deuses? .

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Tags: cinema, deuses, ilusão, matrix, tecnologia

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