Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano VI

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano VI

Por Kleber Adorno
Escritor, advogado, secretário municipal da Cultura e pró-reitor de Comunicação e Cultura do Uni-Anhanguera


18/03/2009

Publicidade DM (Diário da Manhã - Goiânia)

Todos nós, em algum momento da nossa vida, nos sentimos sós. Muitos não se preocupam com a solidão, pois gostam da sua própria companhia e a pesquisa interna é, na maioria das vezes, agradável e interessante. A preocupação começa quando temos que realizar nossos sonhos coletivos, quando percebemos que deixamos de lado o nosso compromisso pessoal e egoísta para nos preocuparmos com o outro. Toda a nossa ação é pensada no sentido do bem-estar coletivo e, no entanto, somos obrigados a parar nosso processo para socorrer o amigo de jornada que se embaraçou na teia do egoísmo e está atrapalhando a evolução natural de um trabalho que tem por princípio a verdade, a justiça, o bem de todos, a lealdade. Como sempre acontece, o idealismo cai na vala comum do “salve-se quem puder”.

O ser humano é surpreendente, mas existem atos que são comuns, visíveis e facilmente identificáveis por outros. Se aprendemos a dissimular nossas intenções, aprendemos também a reconhecê-la quando as pessoas fazem o mesmo conosco. É aquele pensamento que sempre utilizo nos meus artigos, “só identificamos no outro aquilo que temos em nós mesmos”. Preocupo-me com isto quando começo a enxergar um mundo mau, violento, infiel e, quando isto acontece, a primeira coisa que faço é parar para uma reflexão. Voltar para dentro e percorrer cada caminho na tentativa de identificar onde é que estou falhando, se estou negligenciando valores importantes como a sinceridade, a amizade, o espírito de equipe. Ao me entender e compreender, ainda que sendo generoso comigo em minhas justificativas, ajudo a minha integração com o outro e faço com que o aparente desânimo não impeça a realização dos sonhos que sonhamos juntos.

O propósito básico deste artigo é contribuir para o debate interior - aquele que faço comigo mesmo - a respeito do papel exercido por nós frente aos desafios do ambiente competitivo atual. Há o pressuposto de que o que somos e pensamos pode influenciar no desenvolvimento do capital interno das pessoas. Na realidade, não é o poder da propaganda que nos mobiliza, mas a ética que norteia as nossas práticas e estratégias para a realização do nosso objetivo comum. Penso que há uma necessidade interna de observar os critérios e os instrumentos utilizados para mensurar os resultados obtidos e considerar as limitações impostas pela metodologia que nós mesmos escolhemos; se ela enfatiza a geração e a aplicação do conhecimento, da estrutura organizacional, dos aspectos culturais internos de cada participante da equipe relacionado com a valorização das pessoas e, principalmente, pelo reconhecimento de suas contribuições.

Esta análise faz parte de um processo empresarial, mas é válida para qualquer ação, seja nos nossos relacionamentos, no nosso trabalho, nas nossas atividades políticas ou religiosas. O ponto de partida é sempre o do autoconhecimento. Quando os resultados não nos agradam, talvez seja o momento mais adequado para estudar uma proposta de mudança no ambiente interno avaliando a união do treinamento, o desenvolvimento das propostas e a adequação das informações. A conclusão, quase sempre, é que existe uma relação íntima e uma vinculação subjacente entre o que chamamos de teoria e os métodos que utilizamos, o que redunda no eterno colapso da comunicação interpessoal ou organizacional. Aprendemos, a duras penas, que o outro é ser humano como nós, sujeito às mesmas intempéries, independente do sonho coletivo. Aprendemos que as mudanças oferecem resistências, que gente reage, pensa, sente e, por isso, não pode ser avaliado de forma generalista como objeto de estudo: comportamento versus instrumento.

Nem mesmo os grandes pensadores da psicologia humana teriam coragem de generalizar o comportamento humano. Temos pontos em comum, sofremos as influências do ambiente que vivemos, podemos reagir de forma parecida com um mesmo grupo, mas somos essencialmente indivíduos. A vida então se traduz na constante luta diária do autoconhecimento, da compreensão do outro a partir de nós mesmos, do esforço pessoal para nos sentirmos integrados e felizes.

Fonte: Kleber Adorno


sic

Quem escreve atualmente, nesse chão de estrelas chamado internet, dificilmente vai se tornar um formador de opinião, exceto no que diz respeito àqueles que já possuem um nome na mídia(TV) ou consegue a exposição de uma coluna ou um blog, ou até mesmo uma rede social.

Com a internet, a liberdade de expressão tornou-se uma faca de dois gumes, pela prática inédita da democracia na contramão daqueles orgãos que se julgavam os donos da verdade e passavam como verdades apenas aquilo que lhes interessava.

Portanto, o comportamento humano, fica muito comprometido hoje, a partir do inicio de tudo que é a educação, onde os empresários do ramo, com a permissão do Ministério da Educação, roubam os nossos filhos em tempo integral, desestruturando a base familiar, o principal suporte de uma sociedade justa.

Confundiram-se aqueles que permitem esse sistema de ensino maldito, com a filosofia CIEPs que é válida, mas para tirar as crianças pobres da rua e não para a classe alta, média e até mesmo a pobre onde os pais são conscientes e colocam seus filhos na escola.

Resultado, temos hoje um esvaziamento, uma frieza no convivio familiar, onde a autoridade dos pais, foi totalmente esvaziada, até mesmo por falta do convivio direto com os filhos que nos foi roubada e isso vai se refletindo em outros tipos de convivio.

Tudo ficou escancarado e algumas pessoas se trancaram adotando aquilo que eu chamo de auto-mordaça. As cartilhas de comportamento social surgem em forma de "dicas".

Se nós continuarmos aceitando e tendo como corretas e verdadeiras as crônicas que nos impôem os consagrados articulistas que escrevem em jornais e revistas como Estadão, O Globo, Gazeta Mercantil, Folha, Veja, Isto É, etc, jamais aprenderemos a exercitar idéias próprias e ficaremos trancados dentro de gavetas que nos colocam e nos enjaulam para que possamos ser ou nos tornarmos definitivamente os cordeiros do "politicamente correto".

E assim o mundo vai continuar sendo a grande panela dos interesses corporativos.

Somos humanos, somos naturalmente interativos independentemente da existencia da Internet, temos que liberar nossas idéias e nossos pensamentos para que possamos evoluir aperfeiçoando o que existe ou descobrindo novos caminhos e tendo coragem para quebrar tabus e crenças que nossos antepassados nos enfiaram güela abaixo.


Uma rede social, somente cresce e fica interessante se nela pudermos discutir todos os mais variados assuntos e problemas da sociedade.

Rótulos, são rótulos e geralmente são revestidos de preconceito e arrogância.

Luiz Bento

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Tags: comunicação, idéias, internet, net, pensamentos

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