Uma nova frente fria está prevista para chegar este fim de semana ao país. Aqui na região, o ritmo de trabalho nas tecelagens já está aquecido. O estoque só está à espera das baixas temperaturas.
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Desde março, no pico da produção, as máquinas trabalham dia e noite. E deve ser assim até julho.
Uma tecelagem em Guaratinguetá fabrica 250 mil peças por mês. São mantas, cobertores e colchas. Depois de um ano ruim, é hora de comemorar.
"O pessoal foi percebendo que o cobertor que vinha de fora não era tão durável assim, então voltaram para nós", comemora Giampaolo Bonoro, diretor da tecelagem.
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Se tem aumento de produção há também a necessidade de ampliar o quadro de mão de obra. Dados do Ministério do Trabalho apontam saldo positivo nas contratações no setor têxtil.
Entre contratações e demissões nos três primeiros meses desse ano, saldo positivo de 26 mil vagas. No mesmo período do ano passado, houve mais demissões e o saldo ficou negativo em quase 11 mil postos de trabalho.
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Em Guará o quadro de 600 funcionários ganhou reforço de outros 60. "Eu estava há um bom tempo desempregada, e essa oportunidade está me ajudando", conta a empacotadora Pamela dos Santos.
O ritmo frenético dos teares de uma tecelagem em São José dos Campos também exigiu mais mão de obra. Os quase 200 cooperados ganharam a ajuda de mais 100 contratados e até julho, serão mais 50 vagas abertas. A produção de mantas e cobertores é de 55 mil peças por mês.
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A cooperativa começa a conquistar o mercado externo e vende os produtos para as grandes redes no Brasil. Para o diretor-presidente, o momento é muito bom. "A estabilidade econômica, sem dúvida, é um dos grandes fatores. A recomposição do poder aquisitivo da nossa população também tem ajudado bastante. Além do que o clima esse ano também está nos favorecendo. Então, eu acretito num ano muito bom", diz Paulo Palmeiro, diretor da tecelagem.
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