Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Programa do Provopar é destaque na 1ª Conferência Nacional de Segurança

Fonte:|aenoticias.pr.gov.br|

A presidente do Provopar Ação Social, Lucia Arrruda, disse nesta terça-feira (1) que o programa “Costurando a Liberdade” conquistou o público que participou, no último final de semana, em Brasília, da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg), promovida pelo Ministério da Justiça, com o objetivo de fazer o enfrentamento ao crime, tendo como foco o controle e a prevenção da violência.

Lucia conta que entre os espectadores do desfile de alta costura, com modelos confeccionados por um grupo de 30 detentas da Penitenciária Feminina do Paraná, em Piraquara, estava a primeira-dama Marisa Letícia, esposa do presidente Lula. Também prestigiaram o desfile Maristela Requião, esposa do governador Roberto Requião e presidente do Museu Oscar Niemeyer, a vice-presidente do Provopar, Maria Olivia Samek, a presidente do Patronato Estadual, Vera Santos, a estilista Vânia Cocchieri, parceira do Provopar na execução do projeto “Costurando a Liberdade”. A produção do desfile ficou por conta de Aldice Lopes.

“O que vimos hoje não deixa nada a desejar para nenhum grande estilista. As roupas são muito bonitas e o trabalho das presas merece todo o nosso respeito. Elas são um exemplo para nós que estamos aqui, discutindo os rumos da segurança pública”, ressaltou Francisca Alves de Souza, representante do Pará na Conseg.

Lucia Arruda revelou aos convidados que, além da alta costura, as detentas se dedicam a confecção de fuxicos (adornos) e sacolas ecologicamente corretas. “São algumas das iniciativas do Provopar nos presídios do Paraná, com o objetivo de gerar renda e promover inclusão social dos presos”, acrescentou.

Segundo ela, o programa “Costurando a Liberdade” é fruto de uma parceria com a Receita Federal, que doou os tecidos finos usados pelas detentas, e com os empresários Vânia e Gianni Cochieri, que durante meses foram responsáveis pelos cursos de alta costura na Penitenciária Feminina do Estado. “Em pouco mais de um ano, o sucesso das peças ultrapassou os muros do presídio e ganhou espaço em coleções de grifes curitibanas”

Com o comércio da produção, as detentas recebem 70% de um salário mínimo e minimizam o tempo da pena. O dinheiro é aplicado em poupança a ser retirada quando as mulheres estiverem em liberdade, ocasião em que cada uma delas receberá uma máquina de costura do próprio Provopar para levar o trabalho adiante.

Três presas que ganharam liberdade após o início do projeto já foram contratadas por fábricas locais para trabalhar na área. Em Brasília para mostrar o resultado do trabalho na Conseg, Lúcia Arruda defendeu o trabalho nas penitenciárias como forma de reinserção social. “É preciso dar o direito de aprender às detentas. Elas podem vencer o preconceito (quando forem libertadas), mas precisam de uma formação”.

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