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Graça Foster seguiu o Manual de desculpas de saúde do PT para não prestar depoimento à CPI da Petrobras na quinta-feira (26).
A ex-presidente da estatal alegou problemas, digamos, genéricos.
Tudo ia muito bem até que o presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), avisou: caso ela apresentasse atestado médico, a CPI convocaria o doleiro Alberto Youssef.
Sim: aquele da frase “Lula e Dilma sabiam de tudo”.
Aquele cujo advogado disse: “Alguém aqui garantiu isso tudo. Se eu cortar o homem que tá em cima, ou a mulher, se eu cortar essa cabeça, o resto embaixo some”.
Os deputados, então, foram surpreendidos com a rápida recuperação de Graça Foster.
“Seria pior para o governo o depoimento de Youssef”, avaliou um integrante do comando da CPI, segundo o blog do Camarotti.
Em outras palavras: o remedinho Youssef funciona que é uma beleza.
Há muitas perguntas, de fato, a serem feitas a Graça Foster sobre as circunstâncias da sua saída da Petrobras, tendo como base a matéria da Bloomberg que conta como Dilma mandou atropelar a lei e esconder o rombo da estatal; como Graça não conseguiu demitir seu subordinado Sergio Machado, homem de Renan Calheiros, da presidência da Transpetro; e como Dilma ficou contrariada quando Graça quis colocar as empreiteiras do petrolão na geladeira.
Mas eu sugiro aos deputados da CPI que comecem perguntando quem pressionou Graça a se recuperar rapidinho da saúde após a escalação de Youssef.
O homem que tá em cima? A mulher? Ou os dois?
Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil
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