Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Quais as maiores ameaças para empresas brasileiras?

As ameaças são reais e podem levar a falência ou ao sucesso de um negócio. Isto porque todo risco pode ser transformado em investimento e em novas oportunidades para estabelecer confiança com o cliente, e ainda ampliar o mercado.

Desde 2015, o Brasil vem sofrendo uma crise financeira que causou o fechamento de grandes e pequenos negócios. De acordo com a Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), em 2019, os pedidos de falência subiram 59,8%, em comparação com o ano anterior. As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 95,1% dos pedidos. 

Além da crise financeira, outros fatores podem levar ao fechamento de um negócio. Neste artigo, você vai entender quais são eles. Confira!

ameaças para empresas


Mas afinal, quais são as maiores ameaças para empresas brasileiras?


De acordo com o estudo da Allianz Global Corporate & Speciality, baseado em mais de 4 mil respostas com empresários de todo o mundo, as cinco maiores ameaças para empresas brasileiras em 2017 são: 

  • interrupção de negócios; 
  • desenvolvimento de programas de controle econômico, aumento da deflação, inflação; crimes virtuais, falhas nos sistemas de TI, violação de dados; 
  • novas tendências de mercado, crescente concorrência/novos participantes, fusões e aquisições, estagnação e flutuação de mercado; 
  • mudanças na legislação.

1 – Interrupção e vulnerabilidade de negócios: considerado como uma das maiores ameaças para empresas brasileiras, a interrupção abrupta de negócios está associada à interrupção na cadeia de abastecimento e à vulnerabilidade que os empreendimentos possuem diante de situações inusitadas, como inundações, incêndios, falta de energia e outras formas de danos materiais. Estas ameaças para empresas se agravam no Brasil, pois são raros os negócios que contam com algum tipo de seguro (seja por agência seguradora contratada, ou reserva financeira) contra tais eventualidades.

Como se proteger: Faça manutenção da estrutura física do seu estabelecimento e tenha sempre uma boa reserva financeira para imprevistos. Também vale buscar planos de seguros que se adequem melhor às suas necessidades. Afinal, o que aconteceria com a sua empresa se hoje houvesse um incêndio, ainda que pequeno, ou uma inundação? 

Relembre o artigo Gestão de Riscos para não ter imprevistos em seu negócio e entenda melhor a importância de realizar um planejamento e colocar em prática algumas ações que visem minimizar as principais ameaças para empresas.  

2 – Desenvolvimentos de programas de controle econômico, deflação e inflação: você já deve saber que a variação de preços afeta diretamente o consumidor de grandes e pequenos negócios. Isso ocorre por diversos motivos, entre eles a inflação (aumento de preços), deflação (redução de preços) ou ainda programas de controle econômico e comercial. Entre estes programas podem estar iniciativas do governo de controle ou restrições de crédito, que também podem ser ameaças para empresas.  

Como se proteger: varie a quantidade de produtos oferecidos. Essa prática pode reduzir os impactos da inflação ou deflação para o consumidor, que continuará buscando seus serviços. Quanto maior for a variedade, mais chance de você atender à necessidade do cliente. Resumindo: foco na variedade e não na quantidade.

3 – Crimes virtuais, falhas nos sistemas de TI, violação de dados, etc: existem muitas ameaças para empresas que trabalham diretamente com bases de dados na internet. Além da questão da segurança contra ataques de hackers, roubos de informações, e espionagem, os negócios do setor precisam estar atentos ainda, às questões de funcionalidade das ferramentas. Já os empreendimentos de E-Commerce precisam observar a atualização dos produtos disponíveis, contato, funcionamento de links e outras ferramentas do site. Outro ponto diz respeito à reputação das empresas nos meios virtuais. A interatividade é essencial entre os clientes e as empresas nas redes sociais e canais de atendimento online para o estabelecimento da confiança do público com a marca.  

Como se proteger: crie um gerenciamento adequado dos canais de comunicação, prevendo ainda políticas de atendimento em caso de crises. Saiba mais sobre como manter um bom relacionamento com clientes atuais e potenciais por meio de marketing digital neste curso online do Sebrae.

4 – Desenvolvimento de mercado: este fator não deveria ser considerado uma ameaça. Afinal, a criação de novos negócios, marcas e tendências geram crescimento econômico e renovação de serviços. No entanto, para isso é necessário desenvolver uma alta capacidade de resiliência às possíveis crises que determinado serviço possa enfrentar, devido às transformações do mercado. Aquisições e fusões de grandes empreendimentos também podem alterar o cenário empresarial e financeiro, assim como a estagnação e a flutuação econômica de determinado setor.   

Como se proteger: esteja atento às tendências de mercado e pronto a realizar mudanças. Leia agora o E-book Como empreender diante da crise e conheça formas inovar os seus negócios.

5 – Mudanças na legislação: Nos últimos anos o Brasil passou por vários processos de mudanças na legislação e ainda está passando. No entanto, tais modificações ainda não podem ser tratadas como ameaças. Em março de 2017, foi sancionada a Lei da Terceirização, que permite às empresas a contratação terceirizada de todas as atividades do negócio. No final do mesmo ano, a Reforma Trabalhista foi aprovada, flexibilizando as relações de trabalho entre empregado e empregador. Outras mudanças, mais recentes, como a Reforma da Previdência, a flexibilização das Normas Regulamentadoras e a criação de um novo programa para a geração de empregos, também estão e vão influenciar os modelos de contratação daqui para frente. Entretanto, todas as mudanças aplicadas pelo Governo têm como objetivo tornar os processos menos burocráticos e custosos para as empresas. 

Como se proteger: Fique atento às mudanças na legislação e nas formas como isso pode impactar o seu negócio. Para saber mais sobre as leis trabalhistas vigentes leia o E-book Como contratar funcionários

Além dos fatores que podem levar as empresas à falência, existem os fatores que prejudicam o crescimento dos negócios. Uma pesquisa realizada pela PwC, mostra quais são as principais preocupações dos gestores com relação às questões que ameaçam os seus negócios. 

No topo das preocupações dos gestores estão a incerteza política e regulamentação excessiva. Cada um dos dois fatores preocupam 35% dos entrevistados. O que essas empresas podem fazer para reduzir os impactos que os fatores e externos podem causar em seus negócios?

Transforme os riscos em oportunidades

Neste artigo, apresentamos alguns riscos que podem prejudicar o desenvolvimento dos negócios e até levar as empresas à falência. Entretanto, modelos de negócios mais complexos ou específicos podem sofrer com outros problemas. Por esse motivo, que a empresa deve fazer uma análise das oportunidades e riscos para o negócio. 

O mapeamento dos riscos permitirá que a empresa desenvolva uma estratégia baseada em suas necessidades e particularidades. Com base nesse levantamento, a empresa conseguirá criar um plano de ações estratégicas, com o objetivo de minimizar o impacto causado pelas ameaças.

Uma empresa que captura e armazena dados, por exemplo, pode ser prejudicada pelo roubo dessas informações. Diante desse cenário, será preciso avaliar quais são os recursos que estão sendo utilizados para proteger as informações dos clientes. Se a empresa não usa nenhum recurso de segurança, deve começar a investir nessas soluções. Caso já utilize, deve avaliar o potencial de proteção que as ferramentas oferecem.

Se o problema está relacionado com a variação dos preços do mercado, inflação e deflação, a empresa pode estudar o desenvolvimento de novos produtos que atinjam um público diferenciado ou produtos com um custo de desenvolvimento menor e que, consequentemente, podem ser vendidos por um valor mais acessível. 

Além disso, a empresa deve investir em capacitação para manter os colaboradores atualizados e estar sempre informada sobre novas estratégias de negócios, bem como o uso de novas ferramentas etc. 

Em momentos de crise financeira, é natural que a empresa faça alguns cortes para equilibrar o orçamento. Assim, o investimento em capacitação deixa de ser uma prioridade. 

O Sebrae/SC conta com um Portal de Atendimento com conteúdos de apoio para o desenvolvimento dos negócios, cursos de atualização e capacitação gratuitos, sobre diferentes áreas do negócio. Além de um serviço de consultoria gratuito, para que o empreendedor possa tirar suas dúvidas, receber orientação sobre procedimentos e uma série de informações. Acesse o Portal de Atendimento do Sebrae/SC e conheça esses e outros benefícios

POR PAULO TEIXEIRA DO VALLE PEREIRA

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