REYNALDO ROCHA
Existem advogados e existem defensores de acusados. Sei que esta distinção não encontra amparo em leis ou mesmo em escolas jurídicas. Mas é minha e por ela respondo.
Advogados devem ─ por imposição do juramento ─ defender criminosos. Até mesmo o fratricida, o parricida ou o genocida.
Defensores e bandidos fazem o mesmo. Atentando contra a lógica, a ética e a moral. E usando de termos que não fazem parte do vocabulário mesmo de prostitutas regiamente pagas.
Até onde vai a canalhice de quem, para argumentar em defesa do indefensável, ousa apoderar-se de conceitos como Democracia e República, como fizeram os cinco advogados do PT que assinaram a petição encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral?
Governo de todos? Coisa (res) pública? Onde, doutos defensores de quadrilheiros? Quando, em qual momento, os bandidos escondidos numa sigla partidária que despreza a própria história e escarnece do que anteriormente pregava pararam por um instante para pensar na coisa pública ou no direito de todos?
Esse todos quer dizer todos os que estão na quadrilha? E coisa pública faz referência ao dinheiro que, embora não carimbado, provém de todo nos ?
Não se trata de judicializar a política, mas de desratizar a podridão. E não haverá julgamento político, mas somente a aplicação da lei aos que ─ como bandidos comuns! – ultrapassaram o limite da ilegalidade.
O jus esperneandi tem limites, prezados defensores de bandidos!
Não sei ─ e nem quero saber! ─ quem são os notáveis causídicos que confundem defesa de criminosos com ataques à cidadania e ao estado de direito. São responsáveis pela própria biografia. E devem saber (ou deveriam) o tamanho da linha que separa a subserviência ridícula da honestidade profissional. Cada um que faça a própria escolha e conviva com a mesma.
Minha revolta ─ deixo claro! ─ está na argumentação que ME ATINGE como cidadão. Quero sim uma punição exemplar para canalhas que se venderam a um esquema sórdido mais que provado: comprovado! E que a cada dia ganha novas versões e justificativas nada justificáveis.
Amparado nesse sentimento de indignação é que me dirijo aos defensores de bandidos que possuem uma carteira da OAB: menos! Mais respeito!
Usem os argumentos que desejarem. Afinal, de argumentos patéticos e inverossímeis este processo está repleto.
Mas exijo ─ em nome dos brasileiros com vergonha na cara ─ que evitem o uso de conceitos como democracia e república.
Em prostíbulo não se fala de moral.
Em casa de enforcado, não se faz referência a cordas.
Em uma república democrática, advogados e defensores de bandidos não fazem parte do mesmo perfil profissional.
Espero que os nobres causídicos que usaram indevidamente conceitos caros aos que acreditam nos termos usados ─ e prostituídos na petição – sintam vergonha. Antes tarde que nunca.
Bernard Shaw ensinou que um homem é tão mais respeitável quanto mais numerosas são as coisas das quais se envergonha. Esperemos que todos sintam VERGONHA!
fonte:http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/secao/feira-livre/
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