Já foi o tempo em que roupas eram simples peças de vestuário ou uma forma de expressão. Atualmente, com a tecnologia agregada a praticamente tudo o que temos contato, até a moda
se rendeu a outras funcionalidades.
Atualmente já existem indústrias têxteis que utilizam a nanotecnologia - manipulação de elementos em níveis moleculares - para vender roupas
com outros atributos, desde uma camiseta que protege a pessoa dos raios ultravioletas
até um conjunto com proteção anti-mosquito.
E não para por aí, a nanotecnologia também migrou para artigos de cama, mesa e até beleza. Na Europa já existem lençóis antiaging com microcápsulas de vitamina E, e tecidos de toalhas
de mesa que mantém as formigas bem longe das guloseimas.
Atualmente a integração da nanotecnologia não é mais uma ideia e sim uma tendência. Alguns especialistas na área, como Vinicius Mediato Fagundes, do departamento técnico da CHT Brasil Química, acreditam que no futuro
a nanotecnologia fará parte do nosso dia-a dia. "Nossa matriz na Alemanha tem
um departamento de inovação que está sempre buscando novos produtos, conceitos
e tecnologias inovadoras. E aqui no Brasil estamos começando a fazer o mesmo",
diz.
Segundo Vinicius, estes produtos já são realidade na Europa e, aos poucos, começam a ser descobertos pelas pessoas que viajam e estão ligadas nas tendências. "A
CHT está atenta aos acontecimentos do mundo da moda,
tecnologia e química, para poder oferecer às empresas têxteis [seus clientes
diretos] a possibilidade de inovar e buscar vantagem competitiva no mercado".
O custo é um pouco mais caro, como é de se esperar, mas de acordo com Vinicius o ideal é falar em
valor e não em custo. O valor agregado em uma roupa nanotecnológica é
infinitas vezes maior do que em uma peça convencional, portanto quando o
preço é avaliado
quanto a performance, durabilidade e funcionalidade da roupa, vale a
pena.
Em 2007, cientistas da Força Aérea norte-americana já haviam criado roupas a partir da nanotecnologia. Eles desenvolveram uma espécie de capa
que remove suor e sujeira dos tecidos. A Força Aérea iniciou o
desenvolvimento dessa alternativa
com o objetivo de oferecer proteção aos combatentes em guerras
biológicas, pois o tecido poderia matar anthrax e também outras
bactérias
utilizadas como arma.
Mas, são empresas, como a CHT, que inserem os produtos químicos - com estas tecnologias - aos tecidos que serão vendidos aos consumidores finais. As opções de criação, no entanto, ficam por conta dos estilistas, que vão utilizar diferentes estampas, cortes e tendências
da moda para deixar os tecidos mais atraentes. "Um dos nossos ramos de negócio é o
acabamento têxtil. É nesta fase de finalização que é possível incorporar
efeitos e funcionalidade aos tecidos", explica Vinicius.
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