Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Sisa e Nortista realizam plebiscito sobre redução de salário |Sinditêxtil garante que vencimentos serão reduzidos em 16% e critica realização de plebiscito

|http://www.infonet.com.br/|
Funcionários das empresas Sergipe Industrial e Nortista estão apreensivos com a proposta de redução salarial por conta da crise econômica. Para o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Têxtil (Sinditêxtil), “um clima de terrorismo foi instalado nas empresas, com a realização de um plebiscito para que os trabalhadores escolham entre reduzir salários ou ser demitidos”. Já os empresários do setor garantem estar apenas conversando com os funcionários na tentativa de buscar alternativas para driblar a crise.

De acordo com o presidente do Sinditêxtil, Gizeldo Santos, os empresários do setor têxtil continuam alegando a crise econômica, mas estão recebendo incentivos do Governo. “Para se ter uma idéia, o ICMS sobre produtos industriais era de 17%, o Governo do Estado baixou para 5% e nos últimos dias, baixou mais ainda, para 3,5%. Mesmo assim não consegue saciar a sede dos patrões”, lamenta Gizeldo.

Gizeldo: "Isso é terrorismo"
Ele disse ainda que não se justifica reduzir um salário que já é baixo. “Se a redução fosse em cima de um salário alto, mas de R$ 465. E o pior é que estão realizando um plebiscito na Nortista e Sergipe Industrial para saber quem prefere reduzir salários ou ser demitido. Isso é terrorismo”, destaca acrescentando que se houver demissões, o sindicato entrará com uma ação junto ao Ministério do Trabalho.

Aumento da crise

Procurado pela reportagem do Portal Infonet, o diretor-administrativo da Sergipe Industrial e da Nortista, Osvaldo Aragão, garantiu que a diretoria está apenas conversando com os funcionários, visando encontrar uma solução. “A crise está muito grande no setor têxtil e com isso começamos a fazer tipo um plebiscito com os trabalhadores sobre a possibilidade de reduzir salários e a carga horária”, confirma garantindo não existir índice definido de redução salarial.

Quanto às possíveis demissões nas empresas, Osvaldo Aragão foi enfático: “você acha que a gente vai passar dois anos treinando um funcionário para depois dispensar?”.

Ainda falando sobre crise, o empresário lembrou que a Santista e a fábrica Ribeiro Chaves já fecharam as portas. “E nós temos que encontrar alternativas. Para se ter uma idéia, a redução nas vendas chegou a 20%. Estamos com mais de três milhões de estoque de tecidos, o equivalente a três meses de produção”, lamenta.

Por Aldaci de Souza

Exibições: 80

Comentar

Você precisa ser um membro de Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII para adicionar comentários!

Entrar em Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

Comentário de Márcio Monte Nevo em 18 junho 2009 às 21:32
Realmente é de dar dó, a maioria dos funcionários não tiveram nenhuma culpa em relação ao aumento dos estoques indesejados, gerando a diminuição do fluxo de caixa ds empresas. Eu entendo por estoque indesejado tudo aquilo que é produzido com uma cegeuira comercial ou falta de percepção das mudanças do mercado. e agora quem vai pagar a conta, são os funcionários? é necessário mudar o comportamento, a gestão, o produto, o processso, etc.
Comentário de Alan em 18 junho 2009 às 16:00
Essa crise vem nso atrapalhar a desenvolver o nosso conhecimento...por isso salarios descentes para nós da area textil!!!
Comentário de Luiz José Nicolodelli em 17 junho 2009 às 16:35
Estas EMPRESAS em vez de reduzir horas de trabalho tem que fazer o contrario aumentar as horas, pricipalmente dos principais Gerentes e Diretores colocando
eles no Mercado para vender estes TRÊS MILHÕES DE ESTOQUE DE TECIDOS,
pois o TECIDO PLANO está em alta nas COLEÇÕES das Empresas de Vestuario.
Usar a estratégia TBC {Tirar a bunda da cadeira} e ir negociar no mercado.
Tenho certeza que com esta ESTRATÉGIA em vez de reduzir SALÁRIOS poderão
em pouco tempo aumenta-los.
O mercado nunca para o que para é a cabeça pensante da gente. Buscar novas
IDÉIAS E SOLUÇÕES.
Luiz J. Nicolodelli - Consultor de Mercado do Vestuario {lnicolodelli@hotmail.com}
Comentário de Luiz Barbosa. em 17 junho 2009 às 15:28
REALMENTE É LAMENTÁVEL QUE O SALÁRIO DA MÃO DE OBRA DIRETA (OPERÁRIOS) QUE
REPRESENTA UM ÍNDICE ABAIXO DE 10% DOS CUSTOS OPERACIONAIS EM NOSSA INDUSTRIA TÊXTIL NACIONAL, ESTEJA NESSE MOMENTO SENDO SACRIFICADA EM DETRIMENTO DE OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS,POR DESCONHECIMENTO DOS
DIRIGENTES EMPRESARIAIS DE NOSSAS FÁBRICAS TÊXTEIS. AQUI EM PAULISTA - PE A
SANTISTA TÊXTIL - ATUAL TAVEX CORPORATION, TAMBÉM FEZ UMA NEGOCIAÇÃO COM O SINDICATO TÊXTIL DOS INDUSTRIÁRIOS DE PAULISTA PARA REDUZIR DE SEU
SALÁRIO 2 DIAS DE TRABALHO, OU SEJA,TRABALHAR 42 HORAS POR SEMANA E MANTER
O HORÁRIO DE 4 TURNOS (QUE REDUZ OS CUSTOS DA EMPRESA) E RECEBER SEU SALÁRIO REDUZIDO CORRESPONDENTE A 2 DIAS POR SEMANA. A SISTEMÁTICA DO CÁLCULO AINDA NÃO CONHEÇO, MAS EM 1985, ACORDO IDÊNTICO FOI FEITO POR UMA EMPRESA DE PERNAMBUCO QUE ME CONTRATOU PARA SUPERINDENTE LOGO
APÓS ACORDO QUE TRABALHAVA APENAS 8 HORAS POR DIA (UMA TURMA) E PAGAVA
APENAS 6 HORAS AOS OPERÁRIOS (TODOS OS DEMAIS RECEBIAM INTEGRALMENTE,
INCLUSIVE A GERÊNCIA E DEMAIS DIRETORES). HAVIAM UM ESTOQUE DE 350.000 m De
TECIDO CRÚ QUE NÃO CONSEGUIAM VENDER E TINHA UMA TINTURARIA TOTALMENTE
PARADA SEM FUNCIONAR HÁ MAIS DE 2 ANOS. IMEDIATAMENTE COLOCAMOS PARA FUNCIONAR, AUMENTANDO O QUADRO FUNCIONAL DIRETO E EM APENAS 30 DIAS
COMEÇANDO A VENDER TECIDOS DE MODA DIRETAMENTE PARA CONFECÇÕES E
TIVEMOS MUITO SUCESSO NOS RESULTADOS FINANCEIROS QUE POSSIBILITOU RETORNAR IMEDIATAMENTE AO REGIME DE 3 TURMAS (NORMALIZANDO O SALÁRIO
DE TODOS OS COLABORADORES DIRETOS ATÉ ENTÃO PREJUDICADOS) E 90 DIAS APÓS
JÁ TRABALHAVAMOS EM REGIME DE 4 TURNOS ( DE DOMINGO A DOMINGO) COM LUCROS SUPREENDENTES, A PONTO DE SUSCITAR A DESCONFIANÇA DE SÓCIOS AUSENTES (FAMILIARES COMO ACONTECE EM TODO NORDESTE), PARA PARA PARTICIPAR DOS LUCROS IMEDIATOS , ESQUECENDO DO PASSIVO QUE ÊLES MESMOS
FORAM RESPONSÁVEIS AO LONGO DE MESES E ANOS PASSADOS.
É SEMPRE ASSIM, A PORRADA É DADA NAS COSTAS DOS MAIS FRACOS, MAUS DIRIGIDOS, MAUS PAGOS E FUTUROS DESEMPREGADOS, NESSE PAÍS QUE CONTINUA A
A SER DIRIGIDO POR CAPITANIAS HEREDITÁRIAS INCOMPETENTES, QUE NÃO SABEM
NEM AO MENOS CONTRATAR SEUS AUXILIARES DIRETOS PARA EVITAR TAL "TERRORISMO". TAMANHA INCOMPETÊNCIA NÃO É IMITADA POR FÁBRICAS DA
MESMA REGIÃO QUE SÃO DIRIGIDAS POR TÈCNICOS TÊXTEIS DE RECONHECIDA COMPETÊNCIA PROFISSIONAL "FELIZMENTE" ! VAMOS PERSEVERÁ, SEM AJUDA DOS DEUSES, QUE A MEU VER PARA A INDUSTRIA TÊXTIL, NÃO SÃO BRASILEIROS E SIM
CHINEZES...............

LUIZ BARBOSA DA F. LIMA - TÉCNICO TÊXTIL - VICE PRESIDENTE DA A.B.T.T.
Comentário de Fernando Joaquim de Lima em 17 junho 2009 às 14:56
Este mesmo processo foi feito pela SantistaTextil em 89/91 com redução de 20% dos salários onde não houve plebiscito, foi de gatganta abaixo. Seria apenas por dois anos porém ficou para sempre. Isto chama-se "aproveitadores de plantão". Quando dá lucro ninguem aumenta salario e nem oferece dividendos.Não é por acaso que o nome é PLEBIscito e não RICOscito.

© 2019   Criado por Textile Industry.   Ativado por

Badges  |  Relatar um incidente  |  Termos de serviço