Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Subida de Dilma nas pesquisas faz Bolsa anular ganhos do ano inteiro

Após despencar 3,24% nesta quinta-feira, com pessimismo eleitoral, valorização acumulada no ano passou para o campo negativo, em 1,50%

Ibovespa terminou em queda de 3,24%, a 50.713.26 pontos, o menor patamar desde abril

Ibovespa terminou em queda de 3,24%, a 50.713.26 pontos, o menor patamar desde abril (Reinaldo Canato/VEJA)

O Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, fechou em forte queda nesta quinta-feira, abaixo dos 51 mil pontos pela primeira vez desde abril, em meio a especulações, posteriormente confirmadas, de que pesquisas previstas para o dia mostrariam aumento da vantagem da presidente Dilma Rousseff (PT) sobre o candidato do PSDB, Aécio Neves, na corrida presidencial, a três dias do pleito.

No fim da sessão, a bolsa brasileira terminou em queda de 3,24%, a 50.713,26 pontos, o menor patamar desde abril, fazendo o desempenho no ano ficar negativo em 1,50% Até a véspera, o resultado acumulado em 2014 estava positivo em 1,75%. Entre os destaques de queda, mais uma vez, estão as ações ordinárias da Petrobras (ON, com direito a voto), que recuou 6,23%, e preferenciais (PN, sem direito a voto), com queda de 7,22%. Além disso, tiveram retração os papéis do Banco do Brasil (- 9,11%), Bradesco (- 6,02%), Itaú ON (- 4,04%) e outras empresas do setor financeiro. 

Logo após o fechamento, levantamentos Datafolha e Ibope confirmaram os rumores do mercado. O Datafolha mostrou Dilma com uma vantagem inédita, de 53% dos votos válidos contra 47% do tucano. Na rodada anterior, a situação era de empate técnico: Dilma tinha 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos, com margem de erro de dois pontos percentuais. Já o Ibope apontou Dilma com 54% dos votos válidos, contra 46% de Aécio. No levantamento anterior do instituto, Aécio tinha 51% e Dilma, 49%.

Dólar - Os rumores na reta final da corrida eleitoral impulsionaram o dólar para o maior patamar em nove anos. Agentes do mercado anteciparam o cenário em que presidente Dilma apareceria à frente de Aécio Neves, fora da margem de erro. A moeda norte-americana subiu 1,35%, cotada a 2,5137 reais na venda, maior nível de fechamento desde 29 de abril de 2005, quando ficou em 2,528 reais. Segundo dados da BM&FBovespa, o giro financeiro ficou em torno de 1,8 bilhão de dólares.

"O mercado não sabe para onde atirar agora nesses últimos dias antes das eleições", disse o operador de câmbio da corretora Intercam Glauber Romano. "Parece que o mercado está alternando entre o modo de 'especulação', quando enche, e o modo de 'prudência', quando esvazia", resumiu o operador de câmbio da corretora B&T, Marcos Trabbold.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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