Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano VI

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Tecido a base de pelo de Poodle é nova aposta do mercado têxtil

Fonte:|petmag.com.br|
Danúbia Guimarães

Novidade ainda sofre resistência para a confecção de roupas para humanos


O pelo de cães como o dessa Poodle agora pode se tornar matéria prima para tecidos
Crédito: Caio SpassapanOs proprietários de Poodle bem sabem o trabalhão que dá manter o pelo lanoso e fofinho do animal sempre em ordem. Além das escovadas semanais, muitas vezes é preciso tosá-lo, principalmente no verão. O problema é a quantidade de pelo que fica. A boa notícia para as casas especializadas e pet shops é que todo o material tosado agora tem destino certo, e não é o lixo.

Elaborado por estudantes do curso técnico têxtil do Senai Francisco Matarazzo, sob orientação do prof. Renato Lobo, o Projeto Caniche – do lixo ao luxo, vem se especializado em transformar pelo de Poodle em uma fibra semelhante ao fio de lã de carneiro. “Foi um projeto que começou a base de muita experimentação. Depois de diversos testes químicos percebemos que o pelo do cão era muito semelhante à lã de carneiro, com a diferença de ser gratuito”, defende Lobo.

O professor explica que o processo de produção também é muito semelhante, inclusive com o mesmo maquinário e produtos químicos para tratar o fio e extrair o odor. “Assim como qualquer proteína capilar que passa muito tempo guardada, o pelo de Poodle tem odor, mas após passar pelos mesmos tratamentos químicos que a lã, não há mais problema”.

Para realizar os testes iniciais para saber a viabilidade da ideia, Renato conta que ele e o grupo de alunas foram em diversos pet shops procurar pelo de Poodle. “Não importa a cor ou tamanho do pelo, porque ele passa mais tarde por um processo de descoloração e em seguida, pigmentação com a cor desejada. O problema mesmo foi separar a sujeira que veio junto, como pulgas e até fezes”. Lobo explica também que para obter um rolo de 1,5 kg de lã canina são necessários três Poodles de porte médio, o que exigiu uma certa dose de disposição por parte dos integrantes do grupo para encontrar material suficiente.

Mas o trabalho foi compensador e o resultado foi tão positivo que atualmente o Projeto Caniche conta com cerca de 4 toneladas de fio já pronto para a confecção de roupas. Lobo confessa que, a principio, o plano era de produzir roupas para humanos, mas devido a alguns preconceitos, eles tiveram que adaptar a ideia para criar roupas para cães. “Quando íamos apresentar o projeto muitas pessoas torciam o nariz. Eu particularmente ainda não entendi esse preconceito, já que o tecido não apresenta odor, nem alergia”, defende.

Da lã a base de Poodle já saíram peças de tricô, malhas, crochês e panos em geral. A aceitação da ideia por parte do público foi tanta que o Projeto Caniche já recebeu inclusive dois prêmios em feiras do setor. Atualmente, o grupo já mantém a patente da ideia e aguarda o interesse de empresas que possam abraçar a ideia.

Interessados no Projeto Caniche podem entrar em contato com o professor Renato Lobo, pelo telefone (11) 8259-7012 ou pelo e-mail renatolobo@sp.senai.br.

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Comentário de Andreia Karla em 20 setembro 2010 às 18:15
Boa tarde, gostaria de obter informações sobre o andamento desse tecido a base de pelo de poodle.
Muito grata,
Estudante do ultimo semestre de Moda da Unifacs (Bahia)
Comentário de Marcos Fernandes dos Santos em 2 setembro 2009 às 21:37
O Senai Francisco Matarazo e o Professor Lobo e sua equipe estão de parabéns. Pesquisa e desenvolvimento deveriam ser o alvo de todas as escolas brasileiras.
Comentário de Marcos Humberto Barbosa em 30 agosto 2009 às 11:17
O professor Renato Lobo e seus alunos estão de parabéns. Todo material que deixa de ir para o lixo e é recuperado, reaproveitado, merece nossa atenção e insentivo. desejo que em breve alguma empresa se interesse em industrializar o Projeto Caniche. Parabéns professor Lobo!

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