Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XII

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Visualização Básica para Lavanderia Industrial: Novas Visões para Velhos Conceitos

Uma grande necessidade que as lavanderias industriais começam a sentir é a dificuldade em trabalhar com pequenas quantidades de substratos. Atualmente, a maioria das confecções, sejam
elas de PT ou jeans, passou a utilizar pequenos retalhos para compor uma
nova cartela de tendências, testes de aplicação, novos processos ou
mesmo para um desenvolvimento diferenciado. E, acredite, o antigo
residual hoje é munição para o conhecimento.

Com essa nova onda de pesquisa e redução de custos, temos um setor que cresce exorbitantemente, mas sem estrutura. Daí nasce, juntamente com a necessidade, a condição de um
laboratório que atenda esse nicho de mercado com o intuito de se
modernizar tecnologicamente para atender a nova demanda.







No caso de uma confecção solicitar uma cartela de cores sobre jeans (sujinho ou dirty) ou mesmo em PT, como uma lavanderia conseguiria atender dez cores com 50 cm de tecido? Entra
nesse cenário o laboratório de desenvolvimento que, por meio de cálculos
de equivalência, contratipagem e igualdade de condições, consegue
simular de maneira bastante próxima um ensaio laboratorial de
desenvolvimento de cor para a real condição de uma máquina de produção.

Os principais pontos são: o respeito pela quantificação dos insumos, sistematização da RB (Relação de Banho), acompanhamento gradativo de aquecimento em graus por minuto e,
principalmente, o rigoroso passo-a-passo do seu gráfico de aplicação. Em
termos de benefício, a lavanderia ganha ao atender o cliente
confeccionista dela, promove fidelidade na relação comercial e,
conseqüentemente, permuta o compromisso em crescimento mercadológico,
técnico e de valorização do cliente.

Exemplo de receita

A seguir temos uma exemplificação de receituário para adequar o processo de transposição de um laboratório para uma linha produtiva.

Quando recebemos uma tira de tecido com meio metro de comprimento, podemos pesar 5 gramas de material e aplicar a fórmula de RB 1:10 e, assim,
utilizar a sistemática:

MST: 5 g

RB: 1:10

VB: 50 ml

Receituário Orientativo:

1,5% de Turquesa Direto 86

5 g/l de Sulfato ou Cloreto de Sódio (Sal)

0,2 g/l Retardante/Igualizante

Observações: para quantidades muito pequenas devemos fazer uma solução titulada em 1/100 até 1/1000 e pipetar as quantidades volumétricas necessárias. As mesmas
correlações devem ser aplicadas para um equipamento industrial. Devemos
apenas considerar que um teste piloto (laboratorial) deve ser acrescido
em 10 a 20% na receita como um todo, devido a fatores de variação
independentes da sistemática (vapor, dureza de água, área física,
ambiente externo, etc).


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