Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Alerta: Setor de Vestuário está na UTI da Economia

E com ele 30 mil empresas e 1,3 milhão de trabalhadores correm risco de “desaparecerem”

Ouve-se, hoje em dia, que a economia está ?aquecida?; que grandes investimentos são feitos; o presidente Lula inaugurando fábricas por todos os cantos do país… E eu fico me perguntando: Será que eu moro nesse mesmo país??

Porém no setor do vestuário o que ouço é sempre bem diferente dessa ?realidade? citada acima. Pergunto-me: por que será? Qual a diferença entre nosso setor da economia e os outros? Por que tantos setores recebem incentivos governamentais com tanta facilidade e nós estamos sempre com o ?chapéu na mão??

Acho que descobri a resposta: É o custo de uma máquina de costura.

?Como assim??, devem estar se perguntando. A resposta é simples.

O nosso setor é conhecido como ?o das máquinas de costura?. Ou seja, dependemos de uma máquina que é supostamente de baixo custo. Afinal muitas mulheres possuem uma em casa.

E daí deve estar se perguntando. O que os governos e a imprensa gostam de ouvir são valores de investimento que cada setor colabora no ?bolo da economia?. Querem saber quando se inaugura ou moderniza uma fábrica, qual foi o montante de papel moeda investido, etc., etc., e etc.

Perto de cifras monstruosas de investimento que ouvimos toda hora, o custo para montagem de uma fábrica de confecção é insignificante. Com isto estamos sempre em segundo plano. Somos tratados como um setor de ?segunda classe?.

Esquecem que nossos grandes investimentos são milhares de empregos emprego gerados. Que cada máquina de costura depende de um operador, uma costureira. Somos o segundo maior empregador do País e o primeiro em empregos para mulheres. Portanto as nossas cifras monstruosas de investimento não são em papel moeda e sim em seres humanos.

Mas o que me estranha, e assusta, é que este fato não soa tão importante aos ouvidos dos governos estadual e federal ? exceto, é claro, nos períodos eleitorais.

Mas, onde entra a máquina de costura nesta história? É simples. O processo que vemos no governo é tão esdrúxulo e descabido que a proposta vai de encontro a essa linha: Vamos pleitear junto aos fabricantes das máquinas de costura que passem a cobrar milhões cada uma delas e que uma costureira possa operar sozinha diversas máquinas. Com isto, a montagem de uma fábrica passará a ter um custo elevadíssimo (que os governos chamam de investimento) e passaremos então a ser considerados empresas de primeira classe.

E os empregos, perguntariam?

Bom, isto será problema de outro.

Hellooooo, governos. O setor de vestuário está na UTI. Não temos tempo para fóruns de discussão. Precisamos de uma junta médica que possa tomar medidas urgentes para salvar o paciente: as 30 mil fábricas que empregam 1,3 milhão brasileiros.


E para você leitor, empresário da Cadeia Têxtil, vamos gritar juntos para que o governo estadual nos ouça e perceba, antes que seja tarde demais, que estamos lutando contra duas ?Chinas?

http://sindivestuario.org.br/2008/10/alerta-o-setor-do-vestuario-es...

Postado por: admin 08/10/2008 em A Palavara do Vestuario

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Respostas a este tópico

isto e verdade, pra nos vai ficar o nicho do produto diferenciado, feito em pequenas quantidades, com a pegada da sustentabilidade, o ecologico, com design arrojado, pois camisa pet nem existe mais la fora como produto ecologico e muito menos como sustentavel, alguns saloes nem acitam o expositor deste produto, porem tem ai os texteis do lado bom, como a seda reciclada, o linho cru, o canhamo, o algodao colorido natural, o jeans reciclado entre outros, estes produtos cada vez mais ganha o mercado internacional e tem maior valor agregado, quando entrei no mercado internacional minha peça mais cara custava 40 dolares e ninguem acreditava que eu venderia, hoje tenho peçs de 80 dolares e sao as que mais vende, agora sao pedidos de 100, 200, no maximo 500 peças por distribuidor e se me perguntam se quero mudar de produto, eu digo que nao, pois nao tenho nenhum interesse de abastecer as zaras da vida, as macys e por ai vai e digo mais foi o que restou para um pais que nao fez acordos comerciais, que tem uma lojistica pior do que pessima, uma burocracia que e o unico pais que fiscaliza o que vai sair e faz vista grossa pro que entra ( e so molhar a mao certa) e uma mao de obra sem qualificação nenhuma, entao o empresario tem que treinar esta mao de obra pro seu produto, as escolas de moda soltando todo dia um bando de lunaticos, outras vendendo diplomas de moda em 48 prestaçoes (mensalidades), as semana de moda  e so pagar que voce estará la na passarela e por ai vai a lista de mazelas nao tem fim e pra copletar um setor desunido batendo cabeça, prato cheio pra qualquer governo nao fazer nada.

josé tavares da silva disse:

            Gente.... quanta bobagem... tudo vai acabar na mão da China... quem viver verá..um conselho..passe para outro lado

 

  
 
francisca gomes vieira disse:

pode ser do ano que for mas a situação e a mesma, no brasil tudo muda devagar, e so escutar que pais e este é de muiiiiiiiiiiiiito antes de 2008 e tem nada mais atual?

e verdade, vc falou tudo..........as confecções do brasil tem que ir para briga, lá fora tem mercado ,muito melhor que aqui, noBRASIL, faço isso a mais de 12 anos, nunca tive problema com grana, só no passado ..........


 
francisca gomes vieira disse:

isto e verdade, pra nos vai ficar o nicho do produto diferenciado, feito em pequenas quantidades, com a pegada da sustentabilidade, o ecologico, com design arrojado, pois camisa pet nem existe mais la fora como produto ecologico e muito menos como sustentavel, alguns saloes nem acitam o expositor deste produto, porem tem ai os texteis do lado bom, como a seda reciclada, o linho cru, o canhamo, o algodao colorido natural, o jeans reciclado entre outros, estes produtos cada vez mais ganha o mercado internacional e tem maior valor agregado, quando entrei no mercado internacional minha peça mais cara custava 40 dolares e ninguem acreditava que eu venderia, hoje tenho peçs de 80 dolares e sao as que mais vende, agora sao pedidos de 100, 200, no maximo 500 peças por distribuidor e se me perguntam se quero mudar de produto, eu digo que nao, pois nao tenho nenhum interesse de abastecer as zaras da vida, as macys e por ai vai e digo mais foi o que restou para um pais que nao fez acordos comerciais, que tem uma lojistica pior do que pessima, uma burocracia que e o unico pais que fiscaliza o que vai sair e faz vista grossa pro que entra ( e so molhar a mao certa) e uma mao de obra sem qualificação nenhuma, entao o empresario tem que treinar esta mao de obra pro seu produto, as escolas de moda soltando todo dia um bando de lunaticos, outras vendendo diplomas de moda em 48 prestaçoes (mensalidades), as semana de moda  e so pagar que voce estará la na passarela e por ai vai a lista de mazelas nao tem fim e pra copletar um setor desunido batendo cabeça, prato cheio pra qualquer governo nao fazer nada.

josé tavares da silva disse:

            Gente.... quanta bobagem... tudo vai acabar na mão da China... quem viver verá..um conselho..passe para outro lado

 

  
 
francisca gomes vieira disse:

pode ser do ano que for mas a situação e a mesma, no brasil tudo muda devagar, e so escutar que pais e este é de muiiiiiiiiiiiiito antes de 2008 e tem nada mais atual?

De repente não entendi mesmo o que vc quis dizer, porém, tb não sou o que vc pensa. Tudo o que eu disse é a mais pura verdade, de quem tem o pé no chão de fábrica. Nunca existiu nenhuma teta  da qual eu me aproveitasse. Se consegui algo na vida foi com, no mínimo, 12 horas de trabalho / dia.  Quanto ao que vc citou de desunião isso é muito claro, em toda a sociedade. Faça o seguinte, monte uma fábrica, vá gerenciar pessoas. Trabalhar em grandes conglomerados é muito fácil, assim como dar aulas, e eu tb já fiz isso. O sol nasceu pra todo mundo, o que não pode é vc trabalhar e ter que dividir o teu ganho com quem não se esforça pra nada. 

Da arquibancada é fácil cantar a jogada, dentro do campo é outra coisa.

Acho que isso vc não vai entender...

eu ja tenho uma fabrica e lido com mais de 500 pessoas e gerencio uma cadeia completa,  de agricultor a artesao, entao antes de voce estar acusando pessoas de que se beneficia de governo, lembre que quem diz o que quer ouve o que nao quer, se quiser vir aprender comigo eu lhe ensino, pois sou dos poucos que conhece uma cadeia de ponta a ponta e certamente voce nao e um destes, porque se fosse nao estava dizendo tanta besteira.

é que brasileiro e como dizia o velho raul seixas quer mesmo e sentar no trono de uma apartamento esperando a morte chegar, ao ives de so falar de governo, vai inovar teu produto, vai buscar novos mercados, porque governo esta andando pra esta m........ de setor desunido, sonegador e em grande parte incompetente, o setor de confecção esta cheio de empresarios que acha o maximo dizer eu nao sei pregar um botao (com isto ele ja diz quem é), pra voce exigir tem que mostrar que sabe, sei fazer qualquer operação dentro da minha produção e ainda ensino para qualquer colega que quiser aprender, monto projeto de qualificaçao de mao de obra e nao sou nem nunca fui paga pra isto trabalho 12, 14 ate 18 horas por dia, entao nao dar pra voce ficar vendo gente acomodado so botando a culpa no governo, que nao e la grande coisa, mas pode olhar que os que mais reclamam sao os menos capacitados e os mais acomodados,é mais facil colocar a culpa no governo, pois e a unica coisa que ele consegue fazer.

Realmente, te parabenizo !  Vou me recolher a minha humilde insignificância diante de tanta majestade !

Parabéns !  Mas, importante acrescentar, não te acusei de nada, mas, da forma como vc se expressou, me levou a fazer esse encadeamento de idéias,. Se vc é isso que vc diz, ratifico, parabéns ! Mais sucesso pra vc ! E mais, não falo "tanta  besteira" não ! Quisera eu que estivesse falando ! Amém pra vc ! 

E para você leitor, empresário da Cadeia Têxtil, vamos gritar juntos para que o governo estadual nos ouça e perceba, antes que seja tarde demais, que estamos lutando contra duas ?Chinas?

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