Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Cepea, 3 – As cotações do algodão em pluma têm subido com força no mercado brasileiro, impulsionadas pela maior demanda, segundo pesquisadores do Cepea. A colheita e o beneficiamento avançam em ritmo mais lento que o de anos anteriores, e a entrega de alguns contratos não tem sido cumprida. Nesse cenário, muitos compradores intensificaram as aquisições nos últimos dias, receosos de que os preços subam ainda mais. O Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento em 8 dias subiu expressivos 14,13% entre 26 de julho e 2 de agosto, fechando a R$ 1,8836/lp na terça-feira, 2. No acumulado de julho, no entanto, o Indicador registrou queda de 5,56%.(Fonte: Cepeawww.cepea.esalq.usp.br )

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Respostas a este tópico

Só que temos que levar em conta, ainda, quem é que acredita na ação dos especuladores de plantão - estes sim, os mais interessados em desestabilizar o mercado.

O Gilberto tem razão

E ainda temos que levar em conta que devido aos altos estoques das fiações, baixo consumo das malharias e muito produto importado da Industria até a ponta ocupando os espaços que seriam nosso, os preços dos fios praticados atualmente, vai na contra mão desta alta ficticia e forçada.

... o Governo Federal já mandou o recado: "parem de gastar". O consumidor, certamente, está menos confiante, portanto, vai gastar menos. Os algodoeiros, mesmo que atrasem a colheita e, em consequencia, o beneficiamento, só vão retardar um problema, bem colocado pelo Camporezzi: as confecções estão parando de produzir e, aos poucos, vão adequando seus modelos de negócio para o que eles chamam de "misto": parte produção interna, parte outsourcing. A quase totalidade das grandes confecções locais está preparada para importar de 30 a 40% de sua necessidade anual. A desindustrialização já chegou, mas, começou bem antes - diria, há uns 5 anos...
Então, de nada adianta, senhores especuladores, "fabricar" uma escassez para aumentar o preço de qualquer coisa. Quem manda no mercado é o consumidor final e, este, não demonstra estar disposto a pagar mais que R$ 19,90 por uma camiseta básica.
Além de todo o falado ainda estamos no meio da safra quem está fazendo ou melhor promovendo esse descalabro só que tumultuar mais o que já está em estado lamentável é um caso de policía.

Nessa questão, há dois tipos de empresários:

- O EMPRESÁRIO EMPREENDEDOR que é aquele que busca melhorar a produtivade para vender mais sem aumentar preços, tornando o produto brasileiro mais competitivo no mercado. Esse pensa na longevidade de sua empresa, deseja fortalecer o mercado nacional sem recorrer a protecionismos, usa benefícios governamentais como esse que acabou de ser lançado (Plano Brasil Maior), para melhorar nossa concorrência com os produtos importados, pensa no futuro de seus filhos, pensa não só nos benefícios próprios mas tem consciência de que uma empresa tem que trazer ganhos para a sociedade como um todo;

 

- O EMPRESÁRIO GAFANHOTO que é aquele que só pensa no lucro imediato e para isso não se importa em manipular mercado, esconder mercadoria, fazer acordos espúrios com outros parceiros da mesma estirpe visando forçar aumento de preços, que faz todo o esforço para utilizar as concessões do governo apenas para seu próprio enriquecimento. Esse não pensa no futuro de sua empresa, não enxerga seu espaço enquanto cidadão na sociedade, não consegue estabelecer boas parcerias para que sejam duradouras. O egoísmo extremo e a ambição desmedida são os principais fatores que norteiam sua conduta. Nada mais importa para ele a não ser ele mesmo.

 

Infelizmente os estragos que os GAFANHOTOS fazem nem sempre são superados pelo esforço dos EMPREENDEDORES, e aí todos sofrem.

alguem pode me dizer,sera que vai acontecer oque aconteceu final do semestre passadp alta de precos na area de fios tanto como algodao como polyester e viscoses???to cansado dessa historia
... na verdade, Victor, deves ter percebido que existem um sem-número de interesses envolvidos, quando se trata da precificação que qualquer produto.
Infelizmente, a fibra de algodão, bem como as demais fibras, devido à sua característica de uso e comercialização, é considerada uma commoditie. O Brasil, como bem sabes, é um grande produtor mundial, mas, não é o maior. Tampouco é o maior comerciante mundial deste tipo de fibra.
Quem tem o poder de decidir os preços, em geral, são os maiores - produtores ou comerciantes. Neste caso, China, Índia e Estados Unidos da América são os que tem este poder.
O restante é levado, como numa maré - ou tsunami: são todos "peixes pequenos".
Então, consideramos difícil responder à sua pergunta.
De todo modo, vale sempre lembrar: todo produto tem dois preços, bem definidos: o quanto CUSTA e o quanto VALE. Se tem muita gente fazendo exatamente a mesma coisa que você, as diferenças entre eles não são percebidas pelo seu cliente, quem comprar vai querer pagar o quanto ele acha que VALE. Se você tem um produto que ninguém tem e todo mundo DESEJA ter, você determina o preço. Isso é básico.
Já o quando CUSTA, é só fazer as contas.
Como administrador, sua missão é fazer com que seu produto CUSTE menos do que o mercado acha que ele VALE. Assim, você sempre terá um produto rentável e interessante. Quando perceber que essa relação começa a ficar desigual, é hora de tirar o artigo de linha... pelo menos, por algum tempo.

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