Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Duloren: Depois de 40 Anos Fabricando Lingerie, Consolida Sua Linha de Cuecas

Roni Argalji, da Duloren: depois de 40 anos fabricando lingerie, marca diversifica portfólio e abre mão da margem para consolidar sua linha de cuecas

"Ainda estamos brincando, tateando o mercado". É assim que Roni Argalji, presidente da Duloren, explica porque a linha masculina da marca ainda responde por 5% da receita do grupo - mesma proporção desde 2009, quando o lançamento completou um ano. Começar a diversificação do portfólio pelas cuecas, 40 anos depois da fundação da companhia, afirma o executivo, foi uma questão de sinergia. A Duloren já fabricava o tecido, elástico e boa parte do que usa nas peças femininas - lacinhos, colchetes, botões e outras miudezas vêm de fora. Ajustar o maquinário para fazer cuecas era fácil. "Nós queremos fazer peça sem costura, meias para homens e mulheres e uma série de outros produtos, mas é preciso de dinheiro pra colocar tudo que se pensa em prática", afirma.

Com o investimento conservador, o percentual de vendas se manteve nesses quatro anos. O perfil de consumo das cuecas da marca, por outro lado, já mudou bastante. As mães e esposas não lideram mais com folga; os moços são hoje 45% dos compradores. E, além de escolher, eles também querem ousar - a peça mais vendida entre os 40 modelos da Duloren Homem é a boxer vermelha. Neste mês, a marca lança a Micro Slip, uma espécie de tanga, com dois centímetros a menos na lateral que a Slip tradicional, e, na sequência, investe em tecidos mais leves, fibras naturais e novas cores.

Os produtos estão, pelas estimativas de Argalji, em pelo menos metade dos 19 mil pontos de venda que têm produtos da empresa. Para o lojista, prossegue, as cuecas chegam a custar menos do que as calcinhas, que saem em média por R$ 16. "Estou abrindo mão da margem nesse começo para consolidar minha posição", diz. Apesar de estar entre os maiores fabricantes de lingerie do país, Algarji vê seu maior concorrente nas fábricas "de fundo de quintal", que ganham em preço porque driblam os custos fixos da formalização.

A planta da Duloren em Queimados (RJ) tem 25 mil m2 e capacidade para 100 toneladas por mês. A produção mensal tem sido de 55 mil peças. O grupo tem ainda a marca Femmina - de lingerie mais básica, menos sexy -, que contribuiu com 17% dos R$ 150 milhões que a empresa faturou em 2011. A expectativa para 2012, ainda de acordo com Argalji, é manter os 15% de crescimento dos anos anteriores.

Fonte:|http://www.valor.com.br/cultura/blue-chip/2600094/moderacao-e-ousadia

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