Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

Durante oito anos a indústria têxtil teve um representante no governo federal

Luiz Verissimo

Durante oito anos a indústria têxtil teve um representante no governo federal. E não era qualquer um: nada mais do que o dono da maior empresa deste segmento, o então vice-presidente José Alencar. Se nada foi feito para combater a concorrência chinesa, se nada aconteceu para salvaguardar este importante segmento nos dois mandatos de Lula e Alencar, resta pouca esperança no futuro. A única, talvez, seja a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Têxtil, que no Senado tem como integrante o catarinense Luiz Henrique (PMDB). Não existe melhor termômetro para medir esta preocupação do que o número de empregos gerados. Segundo o relatório entregue pelo senador ao ministro Guido Mantega, de janeiro a maio deste ano só foram gerados 16.942 empregos. É muito pouco se compararmos com o mesmo período do ano passado, quando 45.370 vagas foram criadas.

Importância
Os empregos do setor têxtil são majoritariamente ocupados por mão de obra feminina, o que contribuiu substancialmente para o aumento da renda familiar. Era o que acontecia em Joinville nas décadas de 60 e 70: o pai trabalhava na indústria e a mãe na malharia. Éramos um importante pólo têxtil do Brasil.

Testemunha
Luiz Henrique testemunhou a falência deste pólo em Joinville. Ainda sem a predatória concorrência chinesa, grande impérios familiares sucumbiram em menos de uma década, como Centauro, Nylonsul, Lumière, Arp, Martric, Colin e Manz. Joinville possui hoje 47 indústrias, poucas delas resistiram ao tempo, como a Döhler, Fabril Lepper, Comfio, Douat e Campeã.

Fonte:|http://ndonline.com.br/joinville/colunas/materia/slug/durante-oito-...

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Penso que o objetivo da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Têxtil deveria ter como foco, não Proteger, mas Fortalecer as Indústrias Têxteis Brasileiras.

 

Esta minha forma de olhar o tema é fruto da análise de outros países que, ao optarem por simplesmente proteger suas indústrias têxteis, acabaram sucumbindo aos tecidos Importados da Asia (Ex. EUA e alguns países europeus).   Quando você apenas Protege suas indústrias, através do Bloqueio à entrada de tecidos importados é gerada uma Falsa situação que leva a comodidade.  Com o passar do tempo a pressão aumenta e o governo não consegue mais conter a entrada destes produtos.   Neste momento as indústrias se encontram totalmente despreparadas para o embate e fatalmente sucumbem logo na 1a. batalha. 

 

Este Fenômeno é similar a uma represa que fica acumulando a água da tempestade até que o nível chegue ao máximo.  Quando não há mais como conter a água, as comportas são abertas e todas as cidades que até então estiveram sob a Falsa proteção da represa, terão que abandonar suas casas às pressas.  Com isso as perdas humanas e materiais aumentam vertiginosamente.

 

Volto a alertar.  O caminho não é Proteger, mas Reforçar através de medidas que barateiem Matéria prima, Mão de Obra e Recursos Energéticos que são, respectivamente os fatores mais Impactantes no Custo de nossos produtos.

Concordo plenamente com o artigo postado e, no artigo http://textileindustry.ning.com/forum/topics/nova-ameaca-para-as-em..., postado também pela Textile Industry, e escrito pelo Rogério Amato, já diz tudo sobre a diferença no meu ponto de vista em relação à postagem do amigo Valdir.

Temos que entender que estamos concorrendo com países, tanto de governo, como de cultura e necessidades diferentes do nosso. Isso sem contar a corrupção vergonhosa existente nos vários escalões políticos do nosso país, onde, cada dia mais, onera o bolso do contribuinte (geração de custos que são cobrados pelo governo com criação de mais impostos).

 

Abraços à todos!

 

 

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