Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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E-commerce de roupas infantis minimalistas rende R$ 18 mil ao mês para esta empreendedora

Arlene Loren fundou a Lenick depois de ter dificuldades de encontrar peças monocromáticas para o filho.

Arlene Loren, 36 anos, sempre optou por roupas em tons neutros. Quando se tornou mãe, em 2018, buscou seguir a mesma ideia na hora de vestir o filho. Ela não esperava, porém, ter tanta dificuldade de encontrar opções no mercado: só achava peças coloridas para crianças. Pensando que outras pessoas poderiam ter o mesmo problema, a paulista decidiu fundar a Lenick, um e-commerce de roupas infantis minimalistas que, atualmente, fatura R$ 18 mil por mês.

 Arlene Loren, fundadora da Lenick (Foto: Arquivo Pessoal)

Arlene Loren, fundadora da Lenick (Foto: Arquivo Pessoal)


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Formada em direito, a empreendedora trabalhou por 13 anos na área jurídica de um banco. Após o nascimento do filho, começou a questionar sua carreira. “Eu demorava uma hora e meia para chegar até o meu trabalho e passava muito tempo longe dele. Ao mesmo tempo, tinha vontade de ter um negócio só meu”, afirma. “De tanto procurar roupas minimalistas para o meu filho, decidi que queria abrir uma marca assim.”

Em 2019, Loren procurou fornecedores que poderiam produzir as peças do jeito que ela desejava. As vendas começaram em maio, pelo Instagram e pelo WhatsApp para pessoas conhecidas, e o site foi criado no final do mesmo ano para profissionalizar o negócio. A empreendedora fez parceria com influenciadores digitais e patrocinou posts para divulgar a marca na internet.

No entanto, Loren começou a ter problemas com entregas de peças com defeito e pedidos errados. Foi quando viu a necessidade de passar para a produção autoral. A busca foi por confecções que terceirizassem a fabricação. Na pesquisa, encontrou uma loja com estilo parecido ao que queria. “Perguntei se a empresa vendia por atacado, e a dona indagou se eu tinha interesse em comprar todo o estoque, porque ela estava prestes a fechar”, diz Loren, que aceitou o negócio em fevereiro de 2020.

Quando foi decretada a pandemia do novo coronavírus no mês seguinte, a empreendedora estava com o e-commerce pronto e cheio de opções de peças novas, o que acabou sendo uma grande vantagem. “As lojas bombaram na internet, e nós crescemos muito”, diz Loren, que conseguiu, à época, encontrar uma confecção que fabricasse as peças da marca.

Por não ter formação em moda, a empreendedora contou com a ajuda da mãe, que é costureira, para desenvolver os modelos. “Ainda estou aprendendo, e ela entende muito de tecido e modelagem. É uma grande ajuda”, diz Loren, que fica responsável pela escolha das estampas.

Lenick oferece roupas em tons neutros para crianças (Foto: Arquivo Pessoal)

Lenick oferece roupas em tons neutros para crianças (Foto: Arquivo Pessoal)

O sucesso da marca foi tanto que a Lenick passou rapidamente a ser procurada por pessoas interessadas em revender as roupinhas. “Vi muitas mães que estava na mesma situação que eu, procurando uma fonte de renda que permitisse mais tempo livre com os filhos”, diz Loren. Ela, então, criou um sistema especial para revendedoras. As mais de 90 mulheres cadastradas no site fazem as vendas, e a empresa fica responsável pelo envio direto aos compradores. Com o crescimento da Lenick, Loren pediu demissão de seu emprego no banco em junho do ano passado para se dedicar inteiramente ao empreendimento.

Carina Brito

https://revistapegn.globo.com/Mulheres-empreendedoras/noticia/2021/...

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