Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Empresas fechadas, férias coletivas e demissão: resultado do atraso da MP da redução de jornada

 impacto da pandemia no Centro do Rio com lojas fechadas. Rua Primeiro de Março


O setor privado recebe com satisfação a notícia do retorno da MP de redução de salário e jornada, mas lamenta que a reedição tenha demorado, após o fim da validade no final do ano. Ainda mais em um cenário de recrudescimento da pandemia e consequente aumento das restrições. Se tivesse sido prorrogado em janeiro, empregos e empresas seriam salvos, avaliam. Neste mês, fábricas entraram em férias coletivas também devido ao fechamento do comércio em diversas cidades. Como divulgado ontem no blog, o setor de bares e restaurantes calcula que 35 mil empresas foram fechadas.

No estado do Rio, 65% das empresas de comércio utilizaram a suspensão de contratos em algum momento no ano passado, segundo a Fecomércio RJ. Ainda segundo dados da federação, já é possível ver o impacto da piora da pandemia e do fim da MP: no último trimestre de 2020, o índice de desocupação era de 16.4%. Em abril, cresceu para 19,3% .

“O ideal é que a medida não tivesse demorado tanto. O BEm ajudou as empresas a darem um respiro, mesmo assim foram muitos fechamentos no ano passado”, afirma Carlos Americo, consultor jurídico da federação,

No setor de franquias, os instrumentos da MP foram muito utilizados, especialmente nos mercados de Moda e Alimentação – alguns dos mais atingidos pelas restrições.

“A medida veio com muito atraso sim e perde muito do seu impacto, apesar de ainda ser muito útil. Entendemos que o ideal seria ter ocorrido uma continuidade em relação a este instrumento. Se possível, já em janeiro de 2021, o que certamente teria impacto na manutenção dos empregos e no fluxo de caixa das empresas”, considera Sidnei Amendoeira, diretor Jurídico da ABF.

Esta é a percepção de Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Olhando para a incerteza do cenário econômico nos próximos meses, ele defende que o ideal era que a validade desta nova medida terminasse apenas no final deste ano.

Segundo ele, o ano começou forte na indústria têxtil e de confecção e houve até contratações. Mas com a interrupção das atividades comerciais, a indústria sentiu o baque.

“No ano passado, 250 mil pessoas tiveram a manutenção do seu vínculo empregatício graças à MP. Não deveria durar só quatro meses, mas durante todo o ano”

Este mês, os funcionários das fábricas da Calçados Bibi estão em férias coletivas por conta das restrições na abertura do comércio. Com a piora nos casos de Covid-19, a partir de março, os instrumentos da MP como a redução de salário e a suspensão de contrato fizeram falta, considera a presidente da Calçados Bibi, Andrea Kohlrausch. A empresa se utilizou da medida no ano passado e, segundo ela, 1100 empregos foram preservados.

“Mesmo crescendo 207% no digital em 2020, não tinha como manter o mesmo ritmo de produção nas fábricas com comércio físico fechado. Houve regiões no País com comércio fechado por quatro a cinco meses. Foi muito tempo”.

Também do setor de calçados, a Vulcabras está em férias coletivas até dia 3 de maio repetindo a mesma situação de março do ano passado. Em 2020, após o período de férias, a empresa adotou a MP 936. Em nota, a empresa afirmou que a medida foi fundamental para manutenção dos postos de trabalho dos seus 15 mil colaboradores diretos.

Por Ana Carolina Diniz

https://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/empresas-fechadas...

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