Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

 

Em todas as semanas de moda é assim - ao fim-de-semana, os corredores enchem-se, as estrelas despontam e mostram-se algumas das colecções mais fortes nos desfiles mais concorridos. O sábado foi de trovoada forte em São Paulo, daquelas que só o calor e a humidade total trazem, mas também de Reinaldo Lourenço, o consagrado, e das marcas queridas dos brasileiros Huis Clos e Ellus. Ah, e chegou o Inverno.

Depois de, sexta-feira, a fasquia se ter elevado com Pedro Lourenço, moderno como mais nenhum criador até agora na São Paulo Fashion Week (cuja maioria dos criadores ainda parece empenhada em tendências e ideias que já estão nas ruas), e com Alexandre Herchcovitch, sábado foi a vez da chegada em força dos casacos, das fazenda, malhas de lã e esses tecidos que são… invernosos.

Com mulheres de futebolistas, socialites e figuras-chave da moda e estilo brasileiros nas primeiras filas, Reinaldo Lourenço escureceu uma sala na Fundação Armando Alvares Penteado, em São Paulo, para trazer ideias da Catedral de Notre Dame, em Paris. Cabeças cobertas, preto total, e de repente estampados estivais (a ideia era evocar os vitrais da catedral) a destoar e a injecção de vermelhos, casacos com jóias Jack Vartanian em jeito militar; e frio, muito frio, numa cidade em que o ar condicionado no zero parece ser um símbolo de estatuto apostado em gelar a assistência nacional e internacional.

Regresso à Bienal no Parque Ibirapuera e nova viagem ao mundo dos desfiles já realizados na Europa há um punhado de estações. A Ellus, uma popular marca de jeans fundada nos anos 1970 e que hoje tem direcção criativa de Adriana Bozon, fez o que uma marca de intuito comercial e grande divulgação deve fazer: festa. Com um quarteto de cordas e a top model Aline Weber na passerelle, mostrou mais uma vez do preto total e, à medida que o desfile avançava, outras colecções dentro de uma colecção - rendas, dourados, couros que satisfizeram totalmente os convidados, que deram a Bozon uma ovação em pé.

Depois, o desfile do veterano Mario Queiroz, olvidável, e a Huis Clos, uma sucesso junto das mulheres brasileiras, e Samuel Cirnansck, talvez o criador com mais trabalho de atelier até agora, encerraram o sábado com mais interesse para os caçadores de tendências de estilo de rua e para os bloggers e editores de revista que fotografam looks interessantes (e, algumas vezes, que se fotografam mutuamente).

A Huis Clos foi a simplicidade aveludada em tons terra pastel e bons veludos verde água, e Cirnansck, especializado em vestidos de noite e de casamento em São Paulo, foi mais um momento de rendas e pedrarias bordadas em vestidos pretos, brancos ou champanhe - o trabalho na musselina de seda desfiada, que perfez um efeito de penas, surtiu efeito na passerelle. E qualquer semelhança (mais uma vez, já um pouco atrasada) a O Cisne Negro (2010), de Darren Aronofsky, é pura coincidência.

E como os fins-de-semana são mesmo altura de chuva de estrelas, o domingo vai encerrar com um dos pesos pesados dos desfiles da SPFW, pelo menos no âmbito do espectáculo e marketing concomitante - a Colcci, que traz Ashton Kutcher e a modelo brasileira Alessandra Ambrosio. De permeio, Cavalera na Estação da Luz, Jefferson Kulig, FH por Fause Haten e Juliana Jabour.

Fonte:|http://lifestyle.publico.pt/artigos/299494_finalmente-inverno-de-ve...

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