Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Fundo com capitais públicos cria megagrupo de têxteis - Portugal

A aquisição de três empresas emblemáticas no sector dos têxteis-lar por parte do Fundo de Reestruturação, criando o maior grupo da fileira, está praticamente concluída.
 (Paulo Ricca (arquivo))

Ontem, chegou a circular a informação de que a compra da Coelima, da António Almeida & Filhos e da José Machado Almeida poderia acontecer hoje, informação que o PÚBLICO não conseguiu confirmar. Fonte próxima da operação garantiu apenas que o negócio será formalizado "brevemente".

O Fundo de Reestruturação é um veículo de capital de risco, com uma dotação orçamental de 740 milhões de euros, e é controlado pelos maiores bancos portugueses, incluindo a Caixa Geral de Depósitos, e por várias outras instituições financeiras estrangeiras, contando ainda com uma participação do Estado português.

A entrada do Fundo de Reestruturação (o mesmo que adquiriu a Move On, antiga Aerosoles) no capital das têxteis pretende evitar a sua falência. As empresas em causa, todas no segmento dos têxteis-lar, fabricam produtos de qualidade, apresentam boa capacidade exportadora, mas estão financeiramente asfixiadas.

Sobre os contornos da operação, sabe-se que será feita por aquisição de posições de controlo, desconhecendo-se se os actuais accionistas manterão alguma participação no capital.

A possibilidade de fusão das têxteis, duas de Guimarães e uma de Santo Tirso, tem gerado preocupações junto dos sindicatos do sector. O PÚBLICO conseguiu apurar que as administrações das empresas serão substituídas, mas que, apesar da gestão numa lógica de grupo, o funcionamento das empresas será autónomo, mantendo as actuais unidades fabris.

As três empresas empregam cerca de 2500 trabalhadores e a facturação supera os 100 milhões de euros.

A criação do megagrupo têxtil, especializado em produção de roupa de cama (Coelima e António Almeida e Filhos) e em felpos (José Machado de Almeida) vais destronar a Lameirinho da liderança do sector.

A fusão de empresas no sector têxtil tem sido defendida por vários especialistas como a solução para dar massa crítica ao sector nacional, mas têm sido escassos os casos de fusão por iniciativa empresarial.

Neste caso, são os elevados passivos acumulados pelas empresas que forçam este passo, que também representa uma estreia do Fundo de Reestruturação no sector. O Fundo é gerido pela ECS capital, sociedade gestora de fundos de capital de risco, criada em 2006 por António de Sousa (actual presidente da Associação Portuguesa de Bancos) e por Fernando Esmeraldo.

Tal como na Move on, onde o fundo já vendeu uma parte da empresa ao grupo indiano Tata, a entrada nas empresas têxteis será feita numa lógica de reestruturação, para posterior venda.

Fonte:|economia.publico.pt|

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