Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Hering rejeita proposta de compra feita pela Arezzo

A Arezzo&Co propôs comprar a Cia. Hering por R$ 3,2 bilhões em dinheiro e ações, mas a marca básica mais conhecida do Brasil rejeitou a proposta, potencialmente abrindo uma temporada de especulações sobre seu futuro como companhia independente.

A Hering disse depois do fechamento do mercado que recebeu da Arezzo uma oferta não vinculante e não solicitada para uma potencial combinação de seus negócios.

Pelos termos da oferta, recebida em 7 de abril, os acionistas da Hering receberiam R$ 1,29 bilhão em dinheiro e ficariam com 21,17% da companhia resultante da fusão. A relação de troca — 0,1686 novas ações ON da Arezzo para cada ON da Hering — equivale a um prêmio de 20% sobre o preço médio ponderado por volume da ação da Hering nos 90 dias anteriores a proposta.

Numa decisão unânime, o conselho da Hering disse que a proposta “não atende ao melhor interesse dos acionistas e da própria companhia.”

A Hering disse que está sendo assessorada pela BR Partners e o Machado Meyer, sem deixar claro se o objetivo é preparar uma estratégia de defesa ou buscar alternativas estratégicas.

A família Hering é o maior acionista da companhia, mas não controla a empresa. Os Hering têm 25% do capital, incluindo a participação da Fundação Hering.

Os maiores acionistas do float são a Atmos Capital e a VELT Partners, que juntas têm mais de 20% do capital e estão alinhadas com a família, segundo fontes próximas às gestoras.

O CEO Fabio Hering disse ao Brazil Journal que a companhia decidiu tornar pública a oferta por uma questão de transparência.

“Tenho muito respeito e admiração pelo Alexandre e o Anderson [Birman], mas a Hering não está à venda. Estamos num momento muito particular da companhia, executando uma estratégia para retomar o crescimento e com o valuation da companhia deprimido na Bolsa.”

“Não estamos fechando os olhos para outras oportunidades, mas nosso foco agora é executar essa estratégia. A Arezzo está no papel dela, e nós estamos fazendo o nosso.”

A abordagem da Arezzo vem cinco meses depois que a companhia comprou a Reserva por R$ 715 milhões — uma transação bem recebida pelo mercado que fez a ação subir 16% no dia e 40% desde então — e seria uma jogada espetacular em seu projeto de construir uma ‘house of brands’ do setor de moda.

“Nós achamos que o racional estratégico dessa combinação é muito nítido,” o CEO da Arezzo, Alexandre Birman, disse ao Brazil Journal. “Cada vez mais se discute no mundo o conceito de ‘coopetition’. Empresas que operam em modelos similares não deveriam ter áreas duplicadas numa mesma função.”

Birman notou que as duas companhias são próximas há anos. Entre 2014 e 2017, Fabio Hering tinha assento no conselho da Arezzo e Anderson Birman, no da Hering. As duas famílias chegaram a ter conversas informais naquela época sobre uma potencial combinação, mas esta é a primeira vez que a Arezzo decide fazer uma oferta de forma estruturada.

“No caso da Reserva, conseguimos fazer em cinco meses uma integração que a gente achava que ia demorar um ano,” disse Birman. “Isso nos deixou prontos para tomar esse próximo passo que nos parece lógico.”

Birman disse que a Arezzo ainda vai analisar seus próximos passos à luz da resposta da Hering, mas notou que a oferta foi rejeitada “pelo conselho, e não pelos acionistas, já que ainda não tiveram nem a oportunidade de chamar uma assembleia.”

A oferta da Arezzo vem no momento em que a Hering se prepara para a sucessão no topo.

A assembleia de acionistas do próximo dia 29 vai eleger um novo conselho, e a expectativa é de que Thiago Hering, hoje o COO, seja escolhido como o novo CEO da companhia.

A Arezzo está sendo assessorada pelo Itaú BBA e BTG Pactual, com assessoria legal do Stocche Forbes.

No fechamento de hoje, a Hering valia R$ 2,8 bilhões. A Arezzo valia R$ 7,5 bilhões. No consenso de mercado, a Arezzo negocia a 31 vezes o lucro estimado para este ano; a Hering, a 16 vezes.

As ações das companhias sempre mantiveram uma correlação muito grande, mas se distanciaram com o advento da covid, com a Arezzo mais preparada para enfrentar os desafios do lockdown com uma estratégia digital mais azeitada.

Como dizem em Hollywood, To be continued…

Por Geraldo Samor

Fonte: Brazil Journal

http://sbvc.com.br/hering-rejeita-proposta-de-compra-feita-pela-are...

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Respostas a este tópico

Sei la...

Não é o que se vê a muitos anos observo a marca, sempre gostei mas acho que tende a cada vez mais perder mercado e qualidade nem se fala ...

Pra mim era uma empresa pra estar disparado a frente no mercado mas é inegável que franquias vem fechando e que perderam um pouco de espaço assim como muito outros grandes.

A Arezzo esta investindo no seguimento de confecção, porem, acho estranho estar investindo em comprar empresas ja consolidadas mas com produtos muito copiados como a reserva , ou repetitivos como os da Hering...

Não entendo a estratégia da Arezzo nisso , mas a longo prazo pode ser uma ideia de monopolizar parte do mercado , mas estratégia é estratégia no caso da Hering se sabe que tem um bom patrimônio envolvido, afinal o nome hoje esta complicado, ao contrario da Reserva ao qual sobre o meu prisma   ela comprou um nome , porem esse nome a copia vende mais que do que o original. E ate mesmo  tem copias melhores que os produtos.

Para as marcas nacionais de nome em confecção esta complexo pois a pirataria é algo danoso.

Será mesmo que esta valendo a pena essa jogada da Arezzo?

Eu com a grana da arezzo ao contrario de investir em empresas assim , preferiria criar novas e associar a meu nome , e fazer concorrência, afinal isso é possivel porque Hering , Reserva hoje tem cara e copias de produtos populares e muito copiados.

QUANDO OBSERVO ISSO, FALO SOBRE A OBSERVAÇÂO DOS PRODUTOS e Não sobre o nomes.

Hering vale sim a compra do patrimônio, mas não vejo força na marca, Reserva, vale o nome mas a concorrência a meu ver é com o produto pirata e popular.   

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