Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Indústria têxtil de SC quer imposto menor para ficar mais competitiva

 

O setor têxtil de Santa Catarina pretende pleitear na Fazenda estadual a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido pelas indústrias do setor dos atuais 17% para 12%. De acordo com o presidente da Câmara Tributária da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e assessor da presidência da empresa têxtil Lepper, Sérgio Alves, essa medida, bem como uma revisão do programa Pró-emprego, que dá benefícios para importações, inclusive de produtos têxteis, pode ajudar a melhorar a competitividade do setor.

Alves, ex-secretário da Fazenda de Santa Catarina, defende que com as alterações o setor pode melhorar seus custos e ter mais condições de competir. A alíquota de 12% já é aplicada aos têxteis produzidos e vendidos em São Paulo. Pelas regras interestaduais do imposto, quem vende produto têxtil fabricado em Santa Catarina a lojas em São Paulo paga 12%. Porém, aqueles que produzem e vendem em Santa Catarina (SC) pagam 17% e ficam em desvantagem diante dos que produzem, por exemplo, em São Paulo e comercializam em SC, pois nesta operação pagam apenas 12%. Os têxteis que chegam pelos portos catarinenses ficam em posição ainda mais vantajosa, pois pagam 4% de ICMS.

A discussão ocorre em um momento em que o setor têxtil catarinense, em especial o ramo de cama, mesa e banho, apresenta resultado ruim. O segmento sofreu queda de 17,8% na produção industrial de 2011, segundo a Fiesc. O alto preço do algodão foi um dos problemas graves no ano passado, principalmente em linhas no qual o insumo dificilmente pode ser substituído por fibras artificiais, como é o caso das toalhas.

Para a presidente da Dudalina, Sônia Hess de Souza, "qualquer reivindicação tributária legítima é bem-vinda". "Estamos com uma carga tributária que está fora da realidade da concorrência mundial." O presidente do Sinditex, que reúne indústrias de têxteis e vestuário de Blumenau, Ulrich Kuhn, também defende a ideia e diz que a "classe empresarial parte do pressuposto de que quanto maior o imposto, poucos pagam muito, e quanto menor o imposto, muitos pagam pouco".

Tanto Kuhn quanto Alves entendem que as mudanças tributárias não mudam o quadro do setor têxtil, mas podem trazer alívio. O secretário da Fazenda, Nelson Serpa, disse que ainda não recebeu nenhuma reivindicação formal e que, caso isso ocorra, ela entrará em avaliação.

 

FONTE:  O VALOR

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Respostas a este tópico

Tem que baixar todos os impostos da cadeia textil!!!

A QUEBRADEIRA JÁ É GERAL!!!!

 

 

Amigos, "imposto sobre circulação" é uma idéia absurda, pois é uma "pedágio" que a indústria paga para fazer seus produtos chegarem ao comércio. Claramente, é um imposto estadual parecido com taxas de importação. Mas 17% é um roubo!

A população não entende quando ouve o empresário reclamando da carga tributária, uma cruz de pau-brasil a ser carregada e repassada pelo país afora.

Quando eu estava para abrir minha empresa, descobri que se ela ficasse como empresa pequena eu cairia sob o imposto chamado "Simples" o qual me taxaria entre 4.5% e 6% de de imposto, dependendo da minha classificação.

Mas se a minha empresa faturasse acima de 1 certo valor, então os impostos devidos somavam-se a 46% sobre o valor faturado.

Precisa-se consultar um economista para saber qual caminho as indústrias seguirão?

Não! A ginástica contábil é simples: com certeza muitas "abrirão" várias empresas anualmente, mantendo o faturamento de cada uma abaixo desse "certo valor" para poderem continuar flutuando.

Outra coisa que me deixou chocada foi saber que quando recebemos um pacote vindo do exterior, mesmo que seja de roupas usadas, pagamos imposto de 60% sobre o frete e mais 60% sobre o valor calculado pela Receita Federal. Eu fiz (eu mesma, ná máquina caseira) umas roupinhas para dar de presente, cujos tecidos (da China) me custaram $50 dólares.

Mandei dos Estados Unidos para o Brasil, com Nota Fiscal/Declaração, e a RF calculou sobre a remessa o valor de R$ 475,00 - coooommmoooo eles chegaram a esse valor?????

- - - e outra, IMPOSTO SOBRE O FRETE? caramba, quem inventou isso?

Falando em termos corriqueiros, no Brasil temos imposto sobre a compra do material básico, sobre a produção, sobre a venda e a revenda no país, sobre exportação, sobre o transporte, sobre o lucro - - - que mais?

Há de haver uma reforma tributária geral, sim. É um assunto complexo pois cada setor do governo depende de certo  recolhimento para "funcionar". Esses setores de "prestação de serviços públicos" precisam ser modernizados para funcionarem melhor e com budget menor.

Outra solução seria privatizar esses setores públicos. Quero ver se os proprietários irão desperdiçar como os órgão públicos. Duvido!

6% sobre o faturamento de toda e qualquer empresa, abarrotaria de dinheiro os cofres públicos, já que o próprio governo estima uma sonegação altíssima em virtude da carga tributária atual. E valeria não correr riscos ao sonegar!

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