Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

C/C: O GLOBO, ESTADÃO, FOLHA, VALOR ECONÔMICO, EXAME, ABIT, SINDITEXTIL
 
 
MANIFESTO DA INDUSTRIA TÊXTIL

Nos últimos anos, testemunhamos e vivenciamos indignados, uma recessão crescente no segmento têxtil brasileiro, causando um contínuo fechamento de pequenas, médias e grandes indústrias e o desaparecimento de marcas conhecidas.
Segundo entidades e associações de classe das indústrias de vestuário: fiações, tecelagens, malharias e confecções reduziram seus investimentos, suas produções e suas vendas dos produtos de moda a níveis perigosos por motivos evidentes:

• A alta carga tributária brasileira, que ultrapassa 42% sobre os produtos;
• Custos fixos exorbitantes: energia elétrica, água, transportes; 
• Falta de crédito e alta taxa de juros, em média de 400,65%, maiores que as taxas da China;
• A invasão do mercado nacional por produtos importados, com custos totalmente incompatíveis com a realidade da indústria brasileira.

É importante citar alguns dados, como por exemplo: na área da malharia, os importados cresceram 147%, representando em 2015, 163.000 toneladas de produtos importados de vestuário. Nesse cenário, em apenas cinco anos, sobreviverão apenas 1/3 das indústrias do setor, refletindo diretamente em mais de um milhão de empregos.
Apesar de o Brasil ser considerado um lançador de moda e ter um parque industrial moderno e eficiente, o industrial não tem mais energia para combater o custo Brasil. Somos um país de raízes profundas e diversas, de diferenciações e diversidades, de artistas e altruístas, generosos populares e universais. Somos muito bons no que fazemos, mas apesar de lutarmos muito não conseguimos vencer a concorrência dos produtos asiáticos, não porque somos menos competentes, mas pela falta de infraestrutura, pelos altos custos dos impostos e serviços controlados pelo Estado, pela falta de apoio ao setor, pela complexidade das legislações tributárias, trabalhistas, ambientais, etc, que geram custos e tempo perdido para a empresa, pela baixa especialização de nossa mão de obra, enfim dos diversos fatores que não podem ser controlados pelas empresas, mas que deveriam ser fornecidos pelo Estado. 
A diferenciação e a originalidade farão a diferença da nossa indústria, e como empreendedores, somos responsáveis por essa mudança, mas precisamos de incentivo:

• Concorrência leal;
• Aumento da alíquota de importação e controles adequados nos portos;
• Regime Tributário Diferenciado Competitivo;
• Redução da carga tributária;
• Medidas apropriadas de salvaguarda;
• Criação de uma política antidumping para todos os produtos têxteis acabados ou não, importados de qualquer lugar do mundo por valores simbólicos e que remetam o produto brasileiro a comparações ridículas de valores e inatingíveis pela indústria nacional.

Tecnicamente, o dumping, ou política de preços predatória como também é chamado, consiste em vender um produto abaixo do custo com a intenção de dominar o mercado e, assim, eliminar a concorrência, para, posteriormente, impor preços altos, deixando os consumidores sem opções e os submetendo a uma armadilha inescapável.
Querem quebrar nosso parque industrial e tomar posse do nosso mercado! Seremos monopolizados pelas indústrias asiáticas ou por quem importa seus produtos!
O governo deve se posicionar: Lealdade à Pátria ou a China? Lealdade ao povo ou aos partidos? O governo vem perdendo o foco, o rumo, a bússola, a régua e o compasso. Perderam os princípios e a capacidade de gestão. Até quando, a indústria têxtil brasileira terá que se ajoelhar e implorar para trabalhar, crescer, empregar e produzir? Ate quando teremos que demitir nossos empregados que tentam viver privados de: saúde, educação e segurança? 
Temos que repensar novos caminhos porque o governo brasileiro não mais nos representa.

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Respostas a este tópico

O que acontece então?

vcs, já foram na china ?, eu modelo para uma empresa da Itália a produção desta empresa e feita 99% na china,la a população trabalha,vive e dorme trabalhando,com os melhores equipamentos de costura do mundo,com a produção correta .............vamos a preder  e focar,porque nos, não podemos fabricar com preço bom,se temos o mercado 190 milhos de consumidores......temos matéria prima,temos fabricas de tecido nata 10,e um consumidor bom retiro, prado em BH, divino polis,goiana etc .não estou falando desta bobeira de roupas SFW.e nem da abvtex. somos nos que decidimos,vomos  montar um polo de produção comprar a matéria prima,produzir, quem vai lutar cotra nos ,e so planejar,ai eu acredito no governo, com planejamento mais de 50 fabricas, 10 industria de tecido juntas, paremos um polo de 800 mil trabalhadores, ai eu acredito ,tudo planejado, pelo setor, a quela bobeira do sebrai,tem do um foco.

Parabéns !!!! Paola

paola,eu conheço empresa de tecido ex; marles  e outras do cetor ,que fabrica, mas também vende tecidos importado, estas empresas de tecido estão dando tiro no pé.......a muitos anos , 

Muito Boa a Matéria. 

É um espelho da nossa realidade.  Muito fácil de ser interpretado.

Parabens! Mas lembremos que desde Dom João VI,  a industria textil é espoliada!

Luiz! O amigo está filosofando. Não o culpo, afinal vc não me conhece, não conhece a minha história, bem como a de muitos que estão à beira do limite da tolerância. da persistência, da perseverança. Sou pequeno empresário, empregador, tenho minhas vitórias na vida, sempre orgulhosamente pautadas no trabalho honesto. Estou já "aposentado" pelo INSS, porém, continuo tentando com a minha pequena empresa. Hoje, AINDA, tenho 16 funcionários. Só que, meu amigo Luiz, matemática é matemática, não há como vc pagar 60 se vc somente recebe 50. Não estou afim de desistir ( faço 60 anos em outubro ) mas, para quem está fora do barco que faz água, fica fácil emitir pareceres. Lembra da história da água mole em pedra dura ??  Pois é ....

Luiz Eduardo Mello disse:

Amigos

Lutar sempre...desistir jamais...nao existe uma primavera somente...

O sentido da vida esta' na luta e fazer ela valer a pena...

Nao existe Pais melhor que o Brasil...o que precisamos e' retoma-lo dos nossos politicos...

Vamos ao som da cancao fazer a hora...fazer e nao esperar acontecer...porque esperar nao e' saber...lembram-se?..esse era o hino de minha epoca na Uni...la' o futuro era o presente...o amanha era hoje...e veio a primavera  florida e trazendo com era a esperanca de dias melhores...com o tempo perdemos um pouco nosso rumo mas em 2014 retomaremos o timao e levaremos a barca para as aguas serenas a Ordem e do Progresso justo e de todos...

Se VC desananimar e porque Vc nao ama seus filhos...as geracoes que virao...se VC desanimar sera cobrado  pelo tempo e pelo futuro sombrio...VC sera' um indigno da raca criada por DEUS...que disse crescei e multiplicais...fazei o futuro das novas geracoes..

Luiz

A história do Claudio é exatamente igual a minha, somente e apenas uma pequena diferença, fiz 60 no último dia 29.
Claudio estou contigo nesse drama, só quem está para saber pnde o calo está apertando.
Abs
Pedro Aruto

CLAUDIO

Estou no ramo textil desde 1966 como estagiario nas IRFM no Bairroo do Belem em SP.

Trabalhei na Rhodia e na HOECHST.

Durante 15 anos fabriquei tecido em Americana.

Parei porque o fornecedor Polyenka parou de fazer os fios especias de PE que usava.Titulo 110X36dTex,trilobal,texturizado,torcido p/urdume e zero torcao para trama.

Fazia 60mil m/mes.

Comecei a comprar tecido cru para tingir e estampar.

Montei uma pequena tinturaria e sobrevivo dela.

Minha vida no ramo se iniciou com 18 anos e gora tenho 66 anos.Ha' quase 50 anos estou nessa luta e por baixo de minha ponte muita agua vi passar.

Qundo estava na HOECHST o Brasil entrou em moratoria.Somente quem passou por isso pode falar o quanto foi dificil tocar uma fabrica desse porte aonde quase todo o maquinario usada pecas impotada.

O DMT(monomero)para fazer o PE vinha da Holanda e tivemos que trocar por vindo do Mexico...uma catastrofe!!!!!!!

Claudio,minha vida neste ramo daria um punhado de anotacoes...eu dei parte de minha vida a ele.

Nas minhas palavras nao tem "filosofia" nao mesmo porque longe de mim ser comparado aos nossos semelhantes da Grecia Antiga.

Sou realista.Vc somente muda um Pais quando mudar a forma de pensar e de agir de seu Povo.Coisa diferente e' fugir a responsabilidade com o futuro...com as geracoes que virao e que esperam comportamento mais civico dos de hoje.

O POVO nao quer esmola dos bolsas,dos minhas casas,das cotas....o POVO quer futuro sustentavel e isso somente vem com o voto consciente...responsavel...desprovido de egoismo....

Luiz

nota 10 sr. luiz,sua experiência tem que ser escrita,para nos somos inexperiente,sentado numa cadeira,pensando sera que estou certo,sera que vale apena,o que leva a gente trabalhar,estou no ramo mais de 25 anos,só pago conta,mais contas,trabalho para pagar contas.........

Sinceramente Paola acredito que os principais responsáveis pelos problemas enfrentados pelas indústrias têxtil e de confecção são os próprios empresários dos segmentos. O governo não via correr atrás das empresas para entender suas necessidades e ajudar a solucioná-las. O Estado também não tem capacidade para educar os trabalhadores das indústrias para torná-las mais competitivas. Quem tem que desenvolver os trabalhadores do segmento, ou lutar pela redução de impostos o governo ou os empresários? Na minha visão, os donos das empresas precisam ter essas iniciativas para solucionar os problemas do setor. E o que eles têm feito a respeito? Pouco no meu ponto de vista.

Robinson Constantino

Robinson Constantino,um empresario como eu, pago salários de 30 funcionários, todos os impostos em dia,tenho uma empresa micro, luto 24 horas por dia,e minha luta e um caminho de respeito, sou negro filho de militar, filho de costureira..........e muita luta,na fabrica,na venda, nas lojas,e principalmente manter o nome limpo...........la vai mais de 25 anos. competência e o nome.......

Achas que vai conseguir algum resultado além da enorme indignação que estamos sentindo, ao perder anos de trabalho e não podermos fazer nada!

Estamos empobrecendo, e nossa aposentadoria mau dá pagar nossas despesas, depois de tantos anos de trabalho!

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