Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Responsável por 11,1% do faturamento de toda a indústria têxtil e de confecção brasileira, além de contar com mais de nove mil empresas do setor em todo seu território, o Estado de Minas Gerais foi mais uma vez palco de um dos maiores eventos de moda do País. Com o tema “A Força de Quem Faz”, o Minas Trend (MW) chegou à sua 17ª mostrando a representatividade das marcas mineiras e do restante do Brasil no esmero para desenvolvimento das coleções da temporada de Inverno 2016. Os números comprovam a energia da iniciativa. Ao todo 260 grifes participaram do Salão de Negócios, sendo 128 expositoras de vestuário . Mais de quatro mil visitantes estiveram na feira entre os dias 6 e 9 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). 


Minas Trend Inverno 2016. Imagem: Agência Fotosite 

Dentre os diversos segmentos que participaram do evento, o de tricô chama a atenção tanto nos desfiles promovidos, quanto nos corredores da feira. Mas para entender esse nicho de mercado, esqueça os suéteres com a modelagem clássica do passado. O tradicional tricô como era conhecido aparece agora com novas modelagens, materiais, inspirações e efeitos.   Já o novo é feito em diferentes materiais, é leve e pode ser utilizado inclusive no verão.  Também conhecido como Malharia Retilínea, esse tipo de artigo necessita de equipamentos que transformem o fio em malha em um processo que combinem vários tipos de agulhas.  Para que isso aconteça a tecnologia faz-se mais do que necessária. É o que Mariana Pavan, da Maria Pavan, destaca. “Nosso maquinário é um dos mais modernos do Brasil, pois podemos desenvolver distintas peças. Temos até um modelo com efeito 3D”, disse.  A empresa, que possui uma planta fabril em Porto Alegre (RS), apresentou no evento uma  coleção com mais 90 modelos e produz em média 70 mil peças por ano.  Apesar do alto número de produtos fabricados, os cuidados para a criação e processo de produção são levados em consideração. “Costumamos usar fios como o rayon para dar um caimento diferenciado e cada item leva até duas horas no maquinário para ser finalizado”, afirma. 



Mariana Pavan, proprietária da Maria Pavan 

Conhecida, inclusive internacionalmente, pelo trabalho diferenciado na malharia retilínea, a GIG Couture conta com maquinário vindo principalmente do Japão e Alemanha para realizar o desenvolvimento das coleções.  Patricia Schettino, sócia-diretora da grife, afirma que e trata de um processo muito acurado. “Nossos produtos contam com uma fabricação artesanal, algumas peças chegam a passar até oito horas na máquina. Por isso, são feitas apenas seis mil peças por ano”, destaca.  Com presença em diversos países, a empresa tem 30% do total produzido voltado para a exportação e contam com um showroom em Paris, além de desfilar na SPFW.


Patrícia Schettino da GIG explica as técnicas da grife para produção

Também participante da semana de moda paulistana, a Coven tem 20 anos de expertise na arte do tricô. Situada na capital mineira, a marca costuma investir na variação de fios e efeitos de acordo com a estação do ano. Natália Lima, assistente de estilo, explica que determinadas roupas contam com intervenção manual além do trabalho da máquina. “Para atender o Brasil inteiro nossa coleção conta com artigos desde mais leves até casacos mais estruturados e tudo isso é possível devido à tecnologia e alternância de materiais”, disse.  Um dos grandes diferenciais da nova malharia retilínea é olhar à distância para o produto e não identificar especificamente a técnica empregada. Nos detalhes é possível entender a complexidade e o primor com que é feito.  Pensando nisso, a estamparia da marca é feita por intermédio de softwares que transmitem às máquinas o desenho que deve ser passado para a roupa. 



Natália Lima, assistente de Estlio da Coven, explica as referências para a coleção de Inverno 2016


Para quem ainda não se convenceu que o tricô feito somente com lã natural ou sintética ficou no passado, a Faven é um exemplo de criatividade no uso de matérias-primas para inovar na criação. “Os principais materiais utilizados na fabricação são rayon - que é uma fibra natural, poliamida, elastano e lurex quando necessário”, destaca Natalia Lucia Pessoa Moreira, proprietária da grife.


Detalhes do desfile da Faven no MW. Imagem: Agência Fotosite


O Minas Trend contou com o apoio institucional da Abit, que levou compradores e jornalistas internacionais ao evento por meio do Texbrasil – Programa de Internacionalização da Indústria da Moda Brasileira desenvolvido pela Entidade em parceria com a Apex-Brasil.

A próxima edição está programada para abril de 2016. 

http://www.abit.org.br/n/minas-trend-inverno-2016-a-vez-do-trico

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Atualmente é a melhor feira do ramo no Brasil, excelentes expositores e compradores. Muito profissional. Parabéns FIEMG

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