Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Bibi Barcellos: manequim reproduz o corpo da cliente para atendê-la à distância

 Mulheres que têm hoje entre seus 40 e 50 anos provavelmente guardam a lembrança de na infância ter recebido com alguma frequência a visita da costureira da família em casa. Na época, as roupas sob medidas eram tão comuns quanto o prêt-a-porter é para as moças de hoje. A estilista paulistana Bibi Barcellos, especializada em vestidos de noiva, anda reavivando o antigo hábito do sob medida e investindo mais nesta clientela de roupa casual, que hoje é diferente de 20 anos atrás. Antes, havia o hábito de fazer com a costureira tudo que era preciso. Hoje, as clientes que chegam ao simpático ateliê de Bibi - uma casa dos anos 40 projetada por Artur de Azevedo, em uma vila do bairro de Higienópolis, em São Paulo - normalmente têm um problema a ser resolvido e procuram fazer as peças-chave do armário, como calças, camisas e saias básicas. São senhoras que precisam de um acabamento especial para os ombros de uma camisa, ou uma mulher baixinha que não encontra calças prontas do seu tamanho, ou "uma mulher madura que não pode aparecer com a costura aberta ou um botão fora de lugar", explica Bibi. A realidade não contenta esse tipo de cliente, pois não tem jeito: modelagens comerciais não contemplam alguns ajustes. Um dos mais importantes, por exemplo, para determinar se uma calça veste bem, é o ângulo que a peça faz com os ossos. A costura interna, por exemplo, deixa de ser incômoda quando coberta com um tecido de seda. E o botão da camisa não vai ficar querendo abrir na altura do peito ou da barriga se estiver na posição correta. Mas para isso é preciso preparar o bolso: uma camisa de tricoline sob medida sai por R$ 1,3 mil. Uma calça de alfaiataria, R$ 1,7 mil. E demora, em média, um mês para ficar pronto. Isso porque o processo é longo: a estilista recebe a cliente, conversa, tira todas as medidas, faz fotos, estuda as proporções e pode até fazer uma cópia do corpo da cliente em um manequim - tática usada principalmente para poupar o tempo de executivas compromissadas que querem fazer mais de uma peça.

Fonte:|http://www.valoronline.com.br/impresso/empresas/102/458761/blue-chip

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