Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Moda: As pessoas e o planeta são a receita da resiliência

Os executivos da indústria de moda estão a ser incentivados a colocar as pessoas e o planeta no centro do modelo de negócios, para ajudar a construir empresas resilientes e sustentáveis no pós-pandemia. Conheça as prioridades «urgentes», segundo o novo relatório da Global Fashion Agenda.

[©Unplash]

Com a “Fashion CEO Agenda – Priorities for a Prosperous Industry”, a Global Fashion Agenda (GFA) dá destaque às implicações e interseções ambientais e sociais, com contribuições de empresas como a Asos, H&M, PVH Corp e Nike Inc. e ainda organizações como a Sustainable Apparel Coalition.

Na mais recente edição, a GFA apresenta as cinco prioridades nas quais as empresas se devem focar para garantir prosperidade para as pessoas e comunidades enquanto operam em conformidade com os limites do planeta.

«A Fashion CEO Agenda foi projetada para informar e orientar os líderes da indústria da moda a tomarem as decisões certas para capacitar as pessoas e o meio ambiente a desenvolver-se», explica Morten Lehmann, diretor de sustentabilidade da GFA. «Ainda que implementar mudanças possa parecer uma batalha difícil, enfrentaremos graves consequências se não agirmos. Os líderes têm o poder e o conhecimento para tomar, agora, medidas ousadas que vão determinar o nosso futuro e as vidas das gerações futuras», afirma ao just-style.com.

A Fashion CEO Agenda deste ano proporciona uma nova visão para o sector da moda, projetando uma «indústria promissora que cria prosperidade para as pessoas e para as comunidades, operando dentro dos limites do planeta, o que reverte o seu impacto nas mudanças climáticas e protege a biodiversidade».


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Para corresponder a esta descrição, a Fashion CEO Agenda aponta cinco prioridades nas quais os executivos da indústria da moda se devem focar com urgência, à medida que arranjam potenciais soluções para cada uma das problemáticas. Entre as prioridades constam melhores sistemas salariais, um ambiente de trabalho respeitoso e seguro, sistemas circulares, o uso eficiente dos recursos e escolhas inteligentes de materiais, garantido o equilíbrio nas prioridades no que diz respeito à abordagem social e ambiental.

A par das prioridades citadas, o relatório considera também que facilitadores internos e externos são necessários para apoiar as empresas que trabalham com estratégias de sustentabilidade ambiciosas.

Agir o quanto antes

«A projeção da indústria de moda no pós-pandemia não é construída do zero, mas inspirada nas ferramentas e tecnologias existentes que vão passar da idealização à realidade e das experiências à adoção em grande escala», salienta o documento.


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«Algumas mudanças como produção em função da procura, aumento da vida útil do produto, design e fluxo de produtos menos dependentes da estação, reciclagem ou revenda de têxteis vão ser aceleradas, enquanto as práticas recomendadas há muito conhecidas, como parcerias colaborativas entre todas as partes interessadas da cadeia de valor, podem tornar-se elementos base das operações de negócio», sugere o relatório, que defende uma abordagem «progressiva, objetiva e centrada nas pessoas» para a indústria de moda, aumentado a resiliência e minorando o impacto das crises futuras.

No webinar organizado pela GFA antes do lançamento do relatório, os oradores concordaram com a ideia de que o investimento e as mudanças nas políticas vão ajudar a indústria de moda global a melhorar o desempenho em termos de sustentabilidade, mas o sector não deve esperar pela solução perfeita e agir o quanto antes.

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