Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Mulher compra vestido e acha denúncia de trabalho escravo na etiqueta

Tudo o que a jovem Rebecca Gallagher, de 25 anos, procurava era um vestido novo para usar durante o verão, mas ela acabou encontrando muito mais do que isso na peça que comprou na famosa loja de varejo Primark, por ₤ 10 (o equivalente a R$ 37). 

Ao olhar a etiqueta da roupa para saber mais informações sobre os procedimentos de lavagem, Gallagher encontrou um pedido de socorro escrito a mão: "Somos forçados a trabalhar por horas exaustivas". 

A denúncia de trabalho escravo chocou a jovem, que tentou entrar em contato com a Primark para explicações, mas não foi atendida. A empresa só se pronunciou após a consumidora contar a história à imprensa. Um porta-voz disse que o Código de Conduta da Primark garante que todas as suas fábricas e fornecedores devem oferecercondições justas de trabalho aos funcionários e pediu que Gallagher devolvesse o vestido para investigação. 

Conhecida por vender peças de roupa a um preço mais barato, a Primark já foi investigada outras vezes por conta de trabalho escravo. Em 2008, a empresa foi denunciada por contratar crianças indianas a partir dos 11 anos de idade para costurar miçangas e lantejoulas em suas roupas. Na ocasião, a varejista criou o siteEthical Primark, em que informa os consumidores sobre suas práticas socioambientais

Por enquanto, nenhuma organização de direitos humanos se pronunciou sobre o caso de Rebecca Gallagher.

Débora Spitzcovsky - Planeta Sustentável - 25/06/2014

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Respostas a este tópico

Sabemos que existe ainda trabalho escravo, porém, o fato da postagem é digno de asco, haja visto que a "mensagem" pode ser obra de um funcionário maldoso, um concorrente desleal e por aí afora.... Apure-se !!!!!

A apologia ao admirável mundo cor de rosa, fatos comprovados em países com Índia, Paquistão, China, etc... tem que ser levado em conta que, se essas crianças não fazem isso, costuram miçangas ou coisa que valha, vão passar MAIS fome do que já passam.

Não sei qual seria a política correta, porém, mesmo no Brasil, temos que os preços praticados pelas grandes redes de magazines, empurrados goela abaixo das confecções,são balizados pelos preços praticados nesses países acima citados. Os terceirizados sofrem o efeito cascata dessa situação, portanto, já é hora de se deixar a hipocrisia de lado.

As "certificações" são importantes, mas, na hora dos finalmentes, vale o preço, e nessa hora, todo mundo lembra dos preços "chineses"......

Bem.., no final, nossos "pulíticos" culpam os empresários, mas, para a população mal informada, empresários são somente os Gerdau, Eikes, etc... aqueles que sentam à mesa com os líderes governamentais. Decidem aumentos, reduções, etc... só que ninguém fala dos pequenos e médios empresários, que no todo da massa trabalhadora, têm uma representação muito maior dos convidados para as reuniões....

Muito fácil falar do quintal do vizinho....

Como consumidora penso que quanto menos eu sei sobre a procedência dos produtos que compro, mais eu contribuo para um mundo pior. Se você puder pagar um preço justo, para a vida digna de alguém, é o que vale. Pois se quero algo barato é muito provável que alguém está pagando o preço. E, trabalho escravo? Não precisamos ir à China para vê-lo. Estamos muito mais próximos a ele do que imaginamos, especialmente na cadeia têxtil. Se o lema de que o que não vejo não me atinge continuar nosso legado deixado para as futuras gerações será muito negativo. Plantada ou não plantada etiqueta, creio que o assunto deve ser discutido de forma imediata por todas as nações e esferas da sociedade, assim como a Alemanha e os EUA estão fazendo. Digo não a continuarmos comprando roupas baratas sem saber a procedência sem saber se estamos comprometendo alguém creio ser importante. Se o consumidor final souber que alguém está sacrificando sua vida para você vestir e comer, talvez e só talvez, ele escolha uma empresa que não quer fazer parte disso. E isso às vezes não significa que você deixará mais pessoas à margem da sociedade, mas que você pagará um pouco mais para que isso não ocorra.  

A prova de que existe isto nunca foi  duvida para ninguém! de pessoas sendo  amordaçada para não falar nada também não  é duvida!...Mas a ponto de mandar recado via etiqueta, por uma pessoa escravizada é uma vergonha mundial!...Mas qual o caminhos devemos tomar?...Qualquer duvida por favor denuncia faz igual a moça da compra denuncia, você esta ajudando alguém em algum lugar.

Somos fabricantes de confecção ... uma rede de lojas no fez a seguinte proposta :

11.000 camisas pólo,  ao preço de R$ 8,90.

pagamento 105 dias.

peça em cabides individuais.

Com mais exigências:  tem que ter costura dupla e qualidade.

Será que esse pessoal "de compras" sabe o que é uma indústria ?

Sugiro que esse pessoal do compras façam um "tour" nas confecções para enxergarem com funciona os processos e ao final,  convido os mesmo a analisar se após conhecerem a operação de uma confecção,  teriam a coragem de oferecer R$ 8,90 em uma pólo.  É uma vergonha !!!

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