Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Essas marcas inclusivas estão provando cada vez mais que a moda é para todos.


Este ano nós estamos passando por grandes mudanças na moda! Além das diversas fashion weeks que transformaram suas passarelas físicas em desfiles online, a London Fashion Week deu um passo de muita importância anunciando que iria se tornaria agênero. Isso ocorre em um momento em todo o mundo está dando mais atenção à inclusão, com consumidores cada vez mais focados em questões relacionadas à justiça social e ambiental. Assim, se torna impossível ignorar questões tão pertinentes na moda hoje.

Ainda que pareça um movimento novo, a ideia do “unissex” é conhecida desde 1960 e cada vez mais está ganhando destaque ao redor do mundo. Estamos observando o crescimento de marcas abraçando o movimento e adotando uma abordagem neutra de gênero. 

 

Confira 3 marcas que estão adotando um olhar genderless.

Stella McCartney Shared

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Stella McCartney sempre se mostrou uma designer que abraçava diversos movimentos e o ativismo. Sua grife de luxo foi uma das primeiras a usar couro vegano e trabalhou com o grupo ativista anticonsumista Extinction Rebellion em uma campanha no ano passado.  Agora, a empresa deu mais um passo e lança sua primeira coleção sem gênero.

 

Intitulada “Shared” (em português: compartilhada), ela foi criada para qualquer pessoa que goste de suas peças e desejem consumi-las, desfazendo velhas noções de público-alvo e abrindo conversas sobre fluidez na moda. Certamente um movimento que defende os valores ativistas da designer enquanto celebra a positividade e a diversidade. 

 

Com uma inspiração no streetwear, a coleção traz peças arrojadas e modernas, aliadas a peças icônicas como um terno e uma trench e jaquetas puffer em estilos lúdicos e ousados. Além disso, todas as camisetas e moletons de jersey são feitos de algodão 100% orgânico, que usa 70% menos água do que seus equivalentes convencionais, sem produtos químicos tóxicos ou pesticidas. Outros materiais, como poliéster reciclado, foram utilizados nas parkas da coleção.

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Telfar

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Fundada pelo designer negro e gay Telfar Clemens em 2002, a marca de Nova York alcançou destaque principalmente pela sua bolsa Telfar, que ganhou o apelido de “birkin bushwick”, se tornando um acessório it pela sua praticidade e usabilidade. 

 

Mas o designer não criou o modelo pensando em um gênero em específico. Ele desenvolve produtos unissex que “não são para você”, mas “para todos”, mantendo uma mensagem inclusiva no centro de sua marca.

 

Da mesma forma, as roupas da marca consistem as peças básicas e mínimas, mas bem trabalhadas, combinados com uma profunda sensibilidade das ruas, mantendo-se fiéis às raízes de Clemen em Nova York. Funcional e acessível, a marca, que conquistou o prêmio CFDA / Vogue Fashion Fund em 2017, foi feita para todos, independente de gênero, raça ou origem.

Eckhaus Latta

“Nos relacionamos com a identidade de gênero de forma um pouco menos agressiva. É menos binário e acho que é algo com o qual sempre nos sentimos sintonizados” contou uma vez o designer da Ekhaus Latta Mike Eckhaus.

 

Desde o lançamento de sua marca experimental neutra em termos de gênero em 2011, Eckhaus e Zoe Latta conquistaram a indústria da moda com suas peças incríveis que trazem uma abordagem sem gênero. A empresa nunca fez uma coleção ou show individual para mulheres ou homens, e seu site de e-commerce é categorizado por vestuário em vez de gênero.

 

A empresa, com sede em Los Angeles e Nova York, foi uma das primeiras a pioneira no elenco de 'não modelos' em seus programas, abrangendo gênero, idade e tamanho - em grande parte composta por seus amigos próximos, familiares ou qualquer pessoa com uma “energia magnética ”, mostrando sua fidelidade com questões de inclusão.

https://www.revistalofficiel.com.br/moda/a-moda-neutra-de-genero-e-...

por Kimberly Ong (Singapore)

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Not for me! rsrsrsrs

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