Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XVI

Grandes hipermercados aumentam seus setores de confecção e fazem tudo para que os clientes comprem todo tipo de roupas


Por mais decidido que seja o consumidor, entrar em um hipermercado e levar para casa apenas o pão, o leite e o presunto definidos na lista de compras tem sido uma tarefa cada vez mais difícil. Posicionado estrategicamente na entrada das lojas, o setor de confecções vem ganhando importância dentro do faturamento dos grandes grupos de supermercados mais dispostos a vestirem os clientes que transitam pelos corredores. E o apelo para isso é grande. A calça jeans chega a custar R$ 19,90 o ano inteiro, a camisola e camiseta saem por R$ 10 cada e ainda dá para repor o que falta na dispensa e renovar o guarda-roupa na mesma hora. 

Os grandes varejistas perceberam que quanto mais itens forem ofertados aos clientes na ida ao supermercado, maior é a chance de faturar. E tem de tudo. Desde roupas para criança, moda masculina e feminina, calçados e até acessórios como bolsas e relógios.

A margem proporcionada pela venda de roupas realmente é muito atrativa, chegando a ser três, quatro vezes superior a de muitos dos produtos alimentícios. No Brasil, a venda de confecções dentro dos hipermercados representa cerca de 7% do faturamento das nossas lojas, comenta o diretor comercial de têxtil do Walmart, César Roxo. E olha que no Brasil pode-se dizer que esse costume ainda está baixo em relação ao de demais países.

Há lugares em que o peso do faturamento com a venda de roupa dentro da loja é o dobro do contabilizado aqui, completa Roxo. Na Inglaterra, por exemplo, onde o Walmart detém a empresa Asda, a rede é listada como a principal vendedora de confecção.

Para ampliar a fatia no mercado brasileiro, o Walmart promete a garantia de até 100 dias para as peças vendidas em uma das lojas. O que fica exposto é um mix entre produtos importados e os produzidos pela indústria local a partir de uma demanda totalmente definida pela empresa. Modelos, padrão de tecido, cores, tudo é determinado por uma equipe especialmente montada pelos grandes grupos só para definir o que será tendência nas araras dos hipermercados. "Fazemos viagens anuais para acompanhar a moda e definir o que será vendido na rede", destaca o diretor comercial do segmento têxtil do Grupo Pão de Açúcar, Sidnei Abreu.

A Região Nordeste, inclusive, vem posicionado no consumo de roupas dentro das lojas do Extra Hipermercado, bandeira usada pelo grupo na região. "O crescimento é acima de dois dígitos e Pernambuco ainda se destaca", calcula Abreu, diretor que está há três anos na empresa, período em que a rede passou a apostar com mais força no setor de vestuário.

As roupas são estrategicamente posicionadas na linha de frente da loja o ano inteiro, alterando apenas o mix ofertado. Se dedicado ao Inverno ou ao Verão, ao Carnaval ou ao São João. Com marcas que vão desde as voltadas para peças mais básicas até as mais incrementadas. Tudo sob o nome de uma marca própria. Tida como compra por impulso, a ordem geral é facilitar ao máximo o acesso às peças. "Normalmente quem compra roupa em supermercado não sai de casa com esse objetivo, compra pela oportunidade", explica Roxo.

PREÇO - Capazes de negociar preço como poucos no mercado de uma forma geral, os gigantes Walmart e Grupo Pão de Açúcar defendem que hoje exibem peças com alto padrão de qualidade a preços que chegam a ser 15% inferiores aos do varejo tradicional de vestuário. "A gente procura ofertar sempre o melhor preço", destaca Roxo que contabiliza um total de 480 fornecedores.

 

 

FONTE: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2...

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