Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Pluma de Algodão Recua 6,6% em Um Mês e Brasil Ruma ao 3º Lugar nas Exportações

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), as condições climáticas estão favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de algodão no estado

PORTAL DO AGRONEGÓCIO

A indústria têxtil nacional teve uma queda na produção e as importações de produtos acabados tiveram alta, o que contribui para queda nos preços do algodão no mercado interno.

De acordo com a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), 51,0% da safra 2011/12 de algodão mato-grossense já foi comercializada.

Em Rondonópolis a pluma de algodão está cotada em R$49,20/@. O valor é 6,6% menor que há um mês e 61,9% menor que há um ano.

Reprodução

Fonte:|http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=4&cid=112437

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Brasil ruma ao 3º lugar nas exportações

O Brasil se aproxima da terceira posição no ranking, liderado pelos Estados Unidos, dos exportadores de algodão - e, para alguns especialistas, a virada deve acontecer ainda neste ano. As exportações brasileiras da fibra, bem como a área e o volume produtivos, crescem a saltos desde 2008, favorecidas pelos preços internacionais e os fraquejos da indústria têxtil local diante da entrada de produtos chineses no País.

Ainda inacabada, a safra atual já conta com alta de 82% nas exportações, em relação à temporada anterior, conforme divulgou na semana passada a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Até o fim do ano, os embarques devem ultrapassar a barreira de um milhão de toneladas e representar mais da metade da produção total, estimada em dois milhões de toneladas.

"Vamos depender muito do comportamento do clima daqui para frente", diz o vice-presidente da Abrapa, João Carlos Jacovssen, para quem há "grande possibilidade" de o Brasil galgar-se, já em 2012, ao terceiro lugar no ranking dos exportadores, deixando o Uzbequistão, na Ásia, para trás.

Houve, contudo, falta de chuva na Bahia e excesso de águas no Mato Grosso, os dois principais polos cotonicultores do País. No oeste baiano, a seca gerou estimativas negativas para a safra. "A minha lavoura não teve perda, mas a região vai ter um impacto de até 10% na colheita", contou Jacovssen, que detém uma propriedade de 17 mil hectares, onde planta algodão, soja e milho.

Embora o clima possa atrapalhar a escalada do segmento, nada muda o fato de que o volume de produção, a área plantada e as exportações do algodão brasileiro cresceram a níveis superiores a 50% na última safra. "O País está se consolidando como um dos mais importantes players exportadores", afirma o consultor agroeconômico Carlos Cogo.

"O aumento das exportações está ligado a um crescimento de 68% na área plantada, que decorre da alta dos preços internacionais", explica Cogo. Em 2000, o Brasil produzia de 100 a 200 mil toneladas da fibra, com as cotações ao redor de 40 centavos de dólar por libra-peso. O País estava deixando de ser importador. Já em 2011, os preços ultrapassaram os 90 centavos de dólar e a produção nacional bateu 1,9 milhão de toneladas durante a safra. "Ainda neste ano devemos nos consolidar como o terceiro maior exportador", afirma Cogo, pontuando que os principais fatores para isso são a estagnação da demanda interna e a atratividade do mercado financeiro mundial.

O especialista acrescenta que "a tendência é haver a consolidação dos polos produtivos, no Mato Grosso e na Bahia". Ao passo em que uma região como Minas Gerais, "que entrou no embalo dos preços internacionais", tende a abandonar quase completamente a cotonicultura, "até virar um nicho de mercado".

Do total de algodão colhido na safra passada (1,9 milhão de toneladas), 723 mil toneladas vieram do Mato Grosso, 405 mil da Bahia e apenas 31,6 mil de Minas Gerais. "A primeira sacudida que o mercado der, a área se retrai", afirma Cogo. Também há "pequena participação" de Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo na produção total. E um pitaco dos paranaenses.

O Paraná já foi um grande produtor de algodão que "desapareceu", segundo o consultor, que prevê o mesmo fim para Minas Gerais. "Creio que o crescimento [mineiro] foi oportunista, em cima da situação dos preços. Todo produtor é competente com os preços altos", diz Cogo.

Fonte:|http://www.agranja.com/index/noticias/7365/algodao:+brasil+ruma+ao+...

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Tudo certo e bem colocado e acho que o algodão está com seu preço internacional dentro de um padrão lógico e racional, onde todo mundo pode ganhar dinheiro. Desde os agricultores até o confeccionista (o varejista não conta, porque vai buscar na China onde é mais barato o produto manufaturado e fode com nossa industria têxtil).

Mas não posso deixar de observar que o articulista da matéria usou o @ (arrouba), como unidade de medida (peso) e está errado ! O certo seria escrever o preço do algodão R$ 49,20/arroba (15 Kg). O simbolo @ não é unidade de peso e medida !

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