Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Ao assumir o Federal Reserve, banco central norte-americano, Janet Yellen foi clara: seu único objetivo será defender os interesses soberanos dos EUA. O que nunca deixaram de fazer, mesmo quando travestidos de invasores em defesa da democracia.

Assunto menor para momento tão importante, não mencionou que essa soberania inclui não pagar o que devem ao Brasil, após condenação na OMC (Organização Mundial do Comércio), em 2005, por irregularidades na concessão de subsídios aos produtores de algodão.

Não honrar passivos internacionais é algo que em passado não muito remoto fez brasileiros tremerem de medo. A Argentina o fez e até hoje é mal recebida em círculos diplomáticos e financeiros tradicionais. “Onde os fracos não têm vez”, por certo.

Depois de substituírem a Inglaterra na hegemonia mundial, colocarem a economia a seus pés com a II Guerra e o Acordo de Bretton Woods, e eliminarem a polarização da Guerra Fria, agora, os EUA se veem ameaçados de dividirem seu protagonismo com a China, em sua ascensão a maior economia do planeta.

Calma, americanófilos de plantão, sem pânico. Arsenais de guerra continuarão contando mais do que economias para manutenção de poder. Se você tivesse que escolher entre perder a casinha lá na Marambaia ou a vida, qual seria a opção?

Na última safra, o Brasil investiu forte na cotonicultura. Desestimulados com os preços do milho, os agricultores atacaram de soja e algodão. Enquanto a área de milho diminuiu 5%, soja e algodão aumentaram 7% e 22%, respectivamente.

Mesmo agora, com as segundas safras em plantio e enfrentando problemas climáticos pontuais, estão previstos redução na área de milho e aumento na de algodão. A meu ver, uma aposta equivocada. A manada produtora foi nessa direção e acredito que, muito cedo, o milho recuperará seus preços.

A produção brasileira de caroços e plumas concentra-se 85% nos estados de Mato Grosso e Bahia. A CONAB prevê o Brasil colher 2,5 milhões de toneladas de caroço de algodão e 1,6 milhão do produto em pluma.

Com a demanda interna de pluma estagnada nos últimos anos, próxima de 900 mil toneladas, efeito de câmbio defasado e importações prejudiciais às indústrias têxtil e de confecções, um volume significativo precisará ser direcionado à exportação.

É aí que os EUA entram em cena.

Em processo de tirar a cabecinha para fora do pântano que a sugou em 2007/2008, a economia norte-americana volta a ensaiar hábitos paquidérmicos para afastar seus concorrentes no comércio internacional.

Assim como, anualmente, o Brasil divulga seu Plano de Safra, o governo dos EUA acaba de apresentar, para aprovação no Congresso, o “Farm Bill”. Depois de ensaiar restrições a subsídios e incentivos para amainar os perrengues de lá, não é de duvidar que o plano venha cheio de traquinagens para trazer os perrengues para cá.

Um deles, no algodão. Segundo a ABRAPA, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, mecanismos de garantia de preços e seguros podem causar distorções de até 15% nas cotações do produto.

Quer dizer, não pagam e ainda apertam o torniquete.

Há quem critique nossa dedicação ao Mercosul e a diversificação de nossos destinos de exportação, supondo verdadeira a pérola que fez inesquecível o embaixador Juracy Magalhães (1905-2001): “o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”.

Ao Brasil foi dada autorização de retaliar os EUA em itens à nossa escolha. Temerosos, bonzinhos ou cordiais, vimos adiando cumpri-las, valendo-se de acordos e promessas, que se transformaram em prestações mensais, há cinco meses atrasadas. Casas Bahia?

Nesta semana, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, em reunião na CAMEX, Câmara de Comércio Exterior, considerou o momento ainda não adequado para retaliar. Depois de nove anos.

Desconsiderou, inclusive, duas sugestões enviadas por mim.

Na área de produtos, impor taxas altíssimas para importação de molhos barbecue. Quem sabe evitaríamos estragar o sabor de nossas carnes.

E, na área de propriedade intelectual, internarem os deputados federais Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Marco Feliciano (PSC-SP) numa comunidade Amish norte-americana. Por 30 anos.

Fonte: Carta Capital

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Respostas a este tópico

Americanos... até quando....

Farneis, qto à sua opinião... respeito... cada um tem q defender o que é seu...agora, se são "soberanos", foi por que conquistaram, quem quiser tirar esse "posto" deles, vá lá e tome. Isso cabe aos governos....

Agora qto as suas sugestões, até eu... rsrsrsrsrsr..... desconsideraria também.

Primeiro: estragar o sabor de nossas carnes? que sabor é esse, sendo q as melhores carnes nós mandamos pra fora? nas carnes que ficam, se colocarmos só nosso tempero... alho, cebola, sal, limão... cara, "nóis tá frito" kkkkk

Segundo:internar o bolsonaro e o feliciano, por quê? e quem lesou nosso bolso, desviando verbas da educação (aki em sp crianças do ensino fundamental, não sabem fazer uma conta de divisão), saúde (morei em brusque-sc, e a saúde pública é uma calamidade), transportes (todo ano tem paralisação de caminhoneiros, reclamando das condições das estradas; e o transporte público; e os aeroportos); infra estrutura, Segurança, e por aí vai.. SARNEY, COLLOR, FHC, LULA, e seus "comparsas" que meteram a mão nos cofres públicos, são esses que COMANDAM NOSSO PAÍS. Ah, se os EUA, estão 5 meses atrasados em suas parcelas, lembre-se que são por causa desses VAGABUNDOS POLÍTICOS NA sua MAIORIA, que não tem capacidade, nem para cobrar uma dívida.

Internar apenas dois políticos?... sinceramente não entendi... presumo que por eles já terem uma identidade como evangélicos, seria mais fácil os Amishs aceitarem. Porém os Amishs não aceitam em hipótese alguma ajuda governamental, sendo assim, como políticos não podem ser internados na Comunidade Amish, pois vivem do governo rsrs. Mas, e os que lesaram os cofres públicos, roubando o meu dinheiro, o seu e de quase 200 milhões de brasileiros? Você não vai mandar sugestão para interná-los? Sugestão: Local do Internação: A Ilha do Medo.

Agora como podemos exigir respeito dos outros (nesse caso dos EUA) , se NÓS MESMOS, não nos respeitamos? Isso é o que vejo, agora se não concordar, ou melhor, concordarem, fiquem à vontade em expor suas opniões. Abraço à todos

Usar um texto da "carta capital" é o fim...
Esquerda caviar ao limite.
Olha só que surpresa, o Brasil reclamando que os EUA protege sua economia, ainda bem que nao precisamos recorrer a esses métodos.
Os EUA é um país de nada, melhor se a China ou a antiga URSS fosse a potência mundial!

Olá Melck, somente a titulo de esclarecimento, esse texto, bem com opiniões contidas no mesmo, não são de minha autoria. Apenas reproduzi um artigo da Carta Capital, conforme indicada a fonte ao final da postagem. 

Abraços. 



Melck Santtanna disse:

Farneis, qto à sua opinião... respeito... cada um tem q defender o que é seu...agora, se são "soberanos", foi por que conquistaram, quem quiser tirar esse "posto" deles, vá lá e tome. Isso cabe aos governos....

Agora qto as suas sugestões, até eu... rsrsrsrsrsr..... desconsideraria também.

Primeiro: estragar o sabor de nossas carnes? que sabor é esse, sendo q as melhores carnes nós mandamos pra fora? nas carnes que ficam, se colocarmos só nosso tempero... alho, cebola, sal, limão... cara, "nóis tá frito" kkkkk

Segundo:internar o bolsonaro e o feliciano, por quê? e quem lesou nosso bolso, desviando verbas da educação (aki em sp crianças do ensino fundamental, não sabem fazer uma conta de divisão), saúde (morei em brusque-sc, e a saúde pública é uma calamidade), transportes (todo ano tem paralisação de caminhoneiros, reclamando das condições das estradas; e o transporte público; e os aeroportos); infra estrutura, Segurança, e por aí vai.. SARNEY, COLLOR, FHC, LULA, e seus "comparsas" que meteram a mão nos cofres públicos, são esses que COMANDAM NOSSO PAÍS. Ah, se os EUA, estão 5 meses atrasados em suas parcelas, lembre-se que são por causa desses VAGABUNDOS POLÍTICOS NA sua MAIORIA, que não tem capacidade, nem para cobrar uma dívida.

Internar apenas dois políticos?... sinceramente não entendi... presumo que por eles já terem uma identidade como evangélicos, seria mais fácil os Amishs aceitarem. Porém os Amishs não aceitam em hipótese alguma ajuda governamental, sendo assim, como políticos não podem ser internados na Comunidade Amish, pois vivem do governo rsrs. Mas, e os que lesaram os cofres públicos, roubando o meu dinheiro, o seu e de quase 200 milhões de brasileiros? Você não vai mandar sugestão para interná-los? Sugestão: Local do Internação: A Ilha do Medo.

Agora como podemos exigir respeito dos outros (nesse caso dos EUA) , se NÓS MESMOS, não nos respeitamos? Isso é o que vejo, agora se não concordar, ou melhor, concordarem, fiquem à vontade em expor suas opniões. Abraço à todos

Olá Joni, meu objetivo não foi, de maneira alguma, "usar " o texto com conotação política. Meu interesse foi mercadológico. Tenho para mim que políticos brasileiros, na sua grandessíssima maioria, buscam apenas benefícios próprios, e assim o fazem como marionetes do poder econômico.  Sendo assim, também não me é relevante esquerda caviar, direita coxinha e etc. Constantes recordes bancários estão ai para comprovar.

Abraços. 


Joni Dutra Neves disse:

Usar um texto da "carta capital" é o fim...
Esquerda caviar ao limite.
Olha só que surpresa, o Brasil reclamando que os EUA protege sua economia, ainda bem que nao precisamos recorrer a esses métodos.
Os EUA é um país de nada, melhor se a China ou a antiga URSS fosse a potência mundial!

Pois é Mauro, prevê-se um PIB chinês maior do que o dos norte-americanos antes de 2020, porem, poderio militar é outra historia.


Abraços.  

Mauro Ferreira da Silva disse:

Americanos... até quando....

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