Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Modelos, cuidado. Um bando de manequins quer roubar o seu emprego.

Varejistas do mundo da moda, incluindo a gigante mundial de confecções H&M e a empresa nórdica de roupa jovem JC, estão cortando custos e o estresse associado às sessões de foto de moda. Em vez de lidar com prima-donas e fotógrafos exigentes, algumas empresas estão se voltando para pessoas de plástico e uma sofisticada tecnologia de processamento para elaborar seus catálogos on-line.

"Para fotos de catálogo, nós não pagamos mais modelos, fotógrafos e estilistas de cabelo e maquiagem", disse Ilan Benhaim, cofundador da loja francesa de varejo on-line Vente-Privee. "O que temos são duas pessoas no estúdio vestindo o manequim e um sistema de controle de qualidade."

A empresa por trás da tecnologia se chama Looklet, de Estocolmo, da qual a Vente-Privee possui hoje uma participação acionária. Para criar os modelos virtuais, a Looklet fotografa profissionais de carne e osso, divide as fotos em braços, pernas e rosto, assim como menores partes do corpo como olhos e cabelos. Separadamente, fotografa peças de roupa em um manequim. As fotos das pessoas e das peças de roupa são colocadas em um software com o qual os designers podem misturá-las em combinações de cabelo, tons de pele, posturas corporais, combinações de roupa e até expressões faciais.

Embora não tão atraentes quanto as fotos de moda de alta qualidade, o método é eficiente. A Vente-Privee, por exemplo, vende em seu site uma variedade de marcas em constante mutação, e essa estratégia lhe permite produzir no estúdio 50% mais mostruário a cada dia. A varejista fotografa mais de 500.000 produtos por ano, usando 2,5 milhões de imagens, e estima ter cortado os custos de produção em cerca de dois terços com os modelos virtuais.

Mesmo as empresas mais propensas à digitalização continuam a trabalhar com alguns modelos reais, e especialistas não acreditam que a tendência irá eliminar o lado humano da indústria.

A Looklet ainda baseia suas imagens em fotos com humanos, que orientam a criação de manequins com um visual real. Mas ela disse que paga uma grande soma para um pequeno grupo de modelos e então ganha direitos irrestritos para reutilizar as fotos.

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Respostas a este tópico

Tenho a impressão que em pouquíssimo tempo, e de repente, não haverá emprego suficiente para a maioria das pessoas, falta pouco para termos robôs substituindo grande parte das atividades humanas, visto que que as pessoas estão, cada vez mais, acostumadas a consumir produtos/serviços cada vez mais padronizados, ou seja, mais fáceis de serem automatizados. Até os relacionamentos estão virtuais, dai para receber serviços de uma maquina, é um pulo.

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