Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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A Ponte do Rio Guaíba X Ponte na China, Isto é Brasilllllllllllll

Amigos de Blog, acabei de receber este e-mail e acredito ser oportuno compartilhar o mesmo aqui.

 

Será que realmente nós temos solução???

 

Abordamos aqui o futuro da nossa cadeia produtiva, já tive a oportunidade de ler riquíssimos artigos e debates sobre: guerra fiscal, guerra cambial, importações, dumping, combate a pirataria, combate a importação ilegal, desoneração fiscal, varejo vrs indústria, problemas de infraestrutura, possível falta de qualidade dos produtos "made in Brasil", possível falta de modernização dos parques industriais brasileiros, fuga das commodities, união "real" dos têxteis, falta de defensores de classe e sindicatos realmente atuantes, etc...

 

Peguei  também a pouco no http://www.impostometro.org.br/

a seguinte imagem:

 

 

Agora quando vejo o artigo abaixo penso: Será que temos condição de lutar contra o MADE IN CHINA???

 

 

 

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Só no Brasil a nova ponte do Rio Guaíba não é o caminho mais curto entre o Ministério dos Transportes e a penitenciária

 

Há uma semana, o governo da China inaugurou a ponte da baía de Jiaodhou, que liga o porto de Qingdao à ilha de Huangdao. Construído em quatro anos, o colosso sobre o mar tem 42 quilômetros de extensão e custou o equivalente a R$2,4 bilhões.

 

 

 

Há uma semana, o DNIT escolheu o projeto da nova ponte do Guaíba, em Ponte Alegre, uma das mais vistosas promessas da candidata Dilma Rousseff. Confiado ao Ministério dos Transportes, o colosso sobre o rio deverá ficar pronto em quatro anos. Com 2,9 quilômetros de extensão, vai engolir R$ 1,16 bilhão.

 

Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach resolveu estabelecer algumas comparações entre a ponte do Guaíba e a chinesa. Na edição desta segunda-feira, o jornal Zero Hora publicou o espantoso confronto númerico resumido no quadro abaixo:

 

Os números informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e seria calculada em trilhões. Como o Ministério dos Transportes está arrendado ao PR, financiado por propinas, barganhas e permutas ilegais, o País do Carnaval abrigaria o partido mais rico do mundo.

 

Depois de ter ordenado o afastamento dos oficiais, aí incluído o coronel do DNIT, Dilma Rousseff parece decidida a preservar o general. “O governo manifesta sua confiança no ministro Alfredo Nascimento”, avisou nesta segunda-feira uma nota da Presidência da República. “O ministro é o responsável pela coordenação do processo de apuração das denúncias feitas contra o Ministério dos Transportes”. Tradução: em vez de demitir o chefe mais que suspeito, Dilma encarregou-o de investigar os chefiados.

Corruptos existem em qualquer lugar. A diferença é que o Brasil institucionalizou a impunidade. Se tentasse fazer em outros países uma ponte como a do Guaíba, Alfredo Nascimento e seus parceiros saberiam que o castigo começa com a demissão e termina na cadeia. 

 

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Comentário de Romildo de Paula Leite em 11 setembro 2013 às 12:16

   Entra ministro e sai ministro a corrupção continua mesma, a da vez é do Ministério do Trabalho.

Comentário de Jorge Medeiros em 18 julho 2011 às 9:03
A getão petista deslanchou a derrocada da ética, da moral e da decencia neste pais. Não que ja fosse boa, mas quem veio "para mudar tudo isso aí", só fez piorar.
Comentário de J. J. Torres em 16 julho 2011 às 9:23
Comentário de J. J. Torres em 16 julho 2011 às 9:20

Pontes Jiaodhou X Negro: aqui, 4 vezes mais cara

Pontes Jiaodhou X Negro: aqui, 4 vezes mais cara

Obra do Ministério dos Transportes, em Manaus, não resiste a comparações; chineses gastaram R$ 57 milhões por quilômetro construído em Jiaodhou, na maior ponte do mundo sobre a água; brasileiros pagam R$ 297 milhões a cada mil metros no Amazonas

247  Com apenas 3,6 quilômetros de extensão, uma vistosa ponte sobre o rio Negro, em Manaus, é mais um exemplo de como são elásticos os orçamentos de obras sob os cuidados do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Orçada inicialmente em R$ 574,8 milhões, sua construção, até aqui, já consumiu dos cofres públicos nada menos que R$ 1,07 bilhão. Ou, na prática, o dobro que fora previsto. Isso significa que o custo por quilômetro desta ponte é de R$ 297,5 milhões até aqui. Um preço estratosférico se for comparado com o custo por quilômetro da recém inaugurada maior ponte do mundo, sobre a baía de Jiaodhou, na China.
Com 42 quilômetros de extensão, a complexa via elevada chinesa, com múltiplas entradas e saídas, teve um custo por quilômetro de R$ 57 milhões. Ao final dos trabalhos de construção, quatro anos depois do início das obras, a ponte chinesa apresentou um preço final de R$ 2,4 bilhões. Porém, se tivesse sido construída no Brasil, pelos critérios do DNIT empregados na construção da ponte sobre o rio Negro, o custo final da ponte chinesa ficaria em R$ 12, 4 bilhões. Isso aconteceria se o orçamento inicial estourasse, como é típico no Brasil, e como realmente aconteceu no caso da ponte sobre o rio Negro. Mesmo, no entanto, que atendesse o orçamento original, ainda assim uma ponte de 42 quilômetros, a exemplo da chinesa, custaria no Brasil R$ 6,6 bilhões – mais de três vezes o volume de dinheiro gasto, por quilômetro construída, pela China com sua ponte.
Em Brasília, a ponte mais famosa é também a mais polêmica. Inaugurada em novembro de 2002, a Ponte JK virou cartão postal da capital, mas custou quase cinco vezes mais que o previsto. Os R$ 40 milhões planejados se transformaram em R$ 186 milhões ao longo dos dois anos de construção e, não bastasse, no início deste ano a ponte teve de ser interditada por algumas horas, por falta de manutenção.
A China mostrou ao mundo, na semana passada, seu mais novo prodígio de engenharia. Com 42 quilômetros de extensão sobre a baía de Jiaodhou, a ponte foi construída em quatro anos, a um custo equivalente a R$ 57 milhões por quilômetro. O preço final foi de R$ 2,4 bilhões. Praticamente no mesmo momento em que o governo chinês exibia seu feito, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) escolheu o projeto da nova ponte sobre o rio Guaíba, em Porto Alegre. A ponte, ali, terá 2,9 quilômetros de extensão, ou catorze vezes menos do que a ponte chinesa. Apesar desse fato, levará os mesmos quatro anos para ser construída e consumirá dos cofres públicos R$ 400 milhões por quilômetro, a julgar pelo preço final de R$ 1,16 bilhão da obra. Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach fez as contas certas e apontou, em reportagem do jornal Zero Hora, que a ponte chinesa, se estivesse no Brasil – e pelos critérios usados pelo Ministério dos Transportes do demissionário Alfredo Nascimento --, custaria R$ 16,8 bi. Ou sete vezes mais do que custou na China.

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