AI Brasil Experience promove debates para tornar inteligência artificial mais acessível

Evento trouxe cases de inovação de empresas como o IFood, que reforçaram a cultura do teste e da ambidestria.

Pedro Chiamuleta, criador do AI Brasil (Imagem: divulgação)

A manhã desta quinta-feira (30) começou com celebração e a lembrança do fator humano dentro Distrito Anhembi, em São Paulo. O espaço abriga entre hoje e amanhã (31) o AI Brasil Experience, evento promovido pela AI Brasil, comunidade criada por Pedro Chiamuleta para tornar a IA acessível e útil a todo tipo de negócio no país.

Durante a abertura, o executivo falou sobre a importância de evocar aquilo que é humano em nós. “A IA não sente, ela não compartilha, não se emociona. E esse é um momento importante para lembrar disso”, afirmou. Segundo ele, abraçar este lado é permitir o uso da ferramenta de forma inovadora no Brasil.

Logo em seguida, o palco foi tomado por Diego Barreto, CEO do IFood, durante o painel “Quanta IA tem em um pedido do iFood?”. No decorrer do conteúdo, Barreto trouxe ao público sua trajetória com a inteligência artificial, e a mentalidade que os levaram a, não apenas buscar a tecnologia, mas tornar a companhia uma empresa de IA.

Segundo Barreto, o que permitiu todas as inovações da startup foi ver o ritmo do mundo de forma circular e não linear. Citando Kondratiev e Carlota Peres, o empresário demonstrou que a sociedade possui dois grandes modus operandi: ciclos de disrupção tecnológica e uma velocidade de produtividade que cresce a cada dois anos.

Ambos os conceitos, de acordo com o CEO, mostram que o mundo está em constante movimento e é esta percepção que facilita a cultura de inovação dentro do IFood. “Nós entendemos que fazer IA não é sobre começar a fazer, é sobre entender que o mundo demanda mudanças.”

Para lidar melhor com estas constantes transformações, Barreto defendeu que a melhor saída é uma cultura de ambidestria, na qual diferentes áreas conseguem fazer duas coisas completamente opostas ao mesmo tempo, sendo uma delas a manutenção do que já existe e a outra a busca pelo novo. O modelo de trabalho permite que as organizações não apenas leiam tendências, mas as identifiquem.

“Identificar a tendência é aprender, testar, ver aquilo acontecer na prática, porque se eu não nego o ciclo, eu não tenho outra opção a não ser aprender”

Dentro do próprio IFood, Barreto afirmou “não gostar de ideias” e que incentiva seus funcionários a testarem suas possíveis soluções para os problemas que identificam. “É assim que você vai caminhando em direção a uma solução que você não sabe qual é ainda”

Baseado nesta estratégia, a empresa criou o que chama de LCM – large commerce model – um modelo próprio de treinamento de IA, com uma arquitetura integrada a um sistema open source. A partir dele, o IFood faz mensalmente 14 bilhões de predições para seus consumidores. São 16 perabytes de agentes sendo treinados e clusterizadas, 1.000 retreinamentos de modelos mensalmente e 800.000 horas de processamento das marcas.

Experienciando um aumento de 30% em suas receitas desde a criação do modelo, Barreto finalizou sua fala incentivando não só o uso da inteligência artificial, mas principalmente da mentalidade que abraça a ciclicidade, o teste e o erro. “Quando você entende isso, o estudo e a curiosidade se tornam extremamente relevantes. Sabe para quem? Para mim, para vocês, mas em especial para esse país.”

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