Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Estrategia de uma empresa


Por: Marcio Cantanhede

Sempre numa empresa se comenta em montar uma determinada estratégia, através de uma forma defensiva em relação as forças que governam a competição de um determinado setor. Como a forma de ação se caracteriza pela defesa, se um determinado entrante notar que a reação dos concorrentes será árdua e que as barreiras estão altas, normalmente não serão uma ameaça preocupante.
Alguns autores como Porter se basearam em 5 forças que governam a competição em um setor: Ameaça de novos entrantes, poder de negociação dos clientes,poder de negociação dos fornecedores, ameaças de produtos e serviços substitutos e as manobras pelo posicionamento entre os atuais concorrentes.
Alguns aspectos dificultam a entrada dos concorrentes no setor.
A economia de escala pode atuar não só no potencial de produção, como também na força da distribuição, vendas e financiamento. A diferenciação do produto através da lealdade dos clientes dificulta a entrada de outros concorrentes. A propaganda , o serviço aos clientes , o pionerismo e as peculiaridades do produto, identificam a marca., o poder do capital não só nas instalações como também no crédito aos clientes, necessidades de estoques, dificultam a entrada de competidores. As empresas estabelecidas, em geral desfrutam de vantagens de custo decorrente da curva de aprendizagem , curva de experiência, tecnologia exclusiva e acesso as melhores fontes de matérias primas. Os canais de distribuição de produtos, tem importância vital para dificultar os entrantes, já que necessitariam deslocar o concorrente já estabelecido através de descontos de preços, intensas despesas em propaganda, etc. Por último, a política governamental em alguns setores e as exigências do governo são tamanhas que praticamente inviabilizam a entrada de concorrentes.
Além desses fatores, se o entrante souber que o concorrente estabelecido tem forças para rechaçar o invasor através de créditos financeiros, potencial de produção e poder junto aos clientes, não arriscará em transpassar a barreira.
Se analisarmos alguns aspectos específicos como barreira de entrada, podemos citar que existe uma co-relação entre diminuição do custo unitário com o aumento da experiência.
Isto é explicado pela execução de economia de escala, da curva de aprendizagem dos trabalhadores e da substituição do trabalho pelo capital. Essa diminuição do custo, dificulta e muito , a entrada de combatentes que, por falta de experiência enfrentam custos mais altos.
É evidente que para esse caso, é de vital importância que os custos devem ser fator primordial para dificultar a barreira de entrada. Nem sempre isso acontece. Se houver , por exemplo inovações do produto ou processo feitos pela concorrencia, essas experiências não serão tão importantes, facilitando assim a entrada de novos concorrentes.
Para se formular uma estratégia , deve-se avaliar as forças que influenciam a competição do setor. Com isso, tem-se condições de identificar os pontos fortes e fracos da empresa. Esses pontos fortes e fracos são sempre analisados da forma “para dentro” da empresa em relação as forças externas. Preocupa-se então com o posicionamento da empresa frente as forças competitivas, melhora da posição da empresa através de manobras estratégicas que visem o equilíbrio dessas forças e a antecipação das mudanças necessárias antes do conhecimento da concorrência.
Existem outro tipo de competiçao chamada de hipercompetição, onde custo e qualidade, Know how , timing,fortalezas e reservas financeiras definem a base da competição. Em muitos casos já se passou o tempo onde as empresas podiam ajustar suas organizações ao ambiente, já que se tinha tempo para mudanças. E como se tinha tempo, tinha-se a impressão de que nada mudava. Agora, as vantagens sustentáveis se mostram temporárias. Este ambiente faz com que a cada dia os movimentos para as mudanças devem ser mais rápidos e agressivos. A meta passa ser “arrasar’ o concorrente ao invés de estabelecer um equilíbrio entre eles, não deixando-os também ter suas parcelas de lucros.
A idéia é sempre destruir as vantagens de seus rivais e se movimentar rapidamente visando construir vantagens para competir com mais força e poder.
Analisando as duas formas de encarar a competição, minha opinião é que a tendência mundial das grandes empresas está voltada para a hipercompetição. Estamos numa era onde “a lei do mais forte” está muito clara em alguns segmentos importantes da economia. Se pensarmos que todas as vantagens de uma empresa sofrem erosão com o tempo, a rapidez das mudanças se tornam vitais para o sucesso da mesma, já que aquela antiga vantagem , passa a ser, em um intervalo curto de tempo, um custo para a mesma.Porém em muitos casos as antigas vantagens passam ser uma necessidade para que continuem a ter condições de competir. A habilidade de uma empresa de gerar novas vantagens em um curto espaço de tempo, passou a ser o principal diferencial para que seja realmente líder de mercado.

Marcio Cantanhede

 

Artigo sobre Estrategia Marcio março 2010.doc

 

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