O governo boliviano confirmou que prepara neste ano 14 operações de exportação através da moeda virtual denominada Sistema Único de Compensação Regional (SUCRE).
De acordo com o vice-ministro de Comércio Interno e Exportações, Huáscar Ajata, essas vendas terão um valor equivalente a cinco milhões de dólares.
Ajata explicou que até o momento a Bolívia atinge os 14 milhões de dólares no comércio com o SUCRE, estabelecido pelos países que integram a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América - Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP).
Também explicou que essa moeda virtual está aberta para todos os produtos, como os minérios, a agroindústria, e manufaturas como têxteis, joalheria, couro e artesanato, entre outros.
A maioria dos novos produtos que a nação andina exporta tem como destino o mercado da Venezuela, acrescentou. Para enfrentar a concorrência e dependência do dólar estadunidense, recordou, surgiu a iniciativa de criar o SUCRE.
O funcionário público também destacou que em 2010 os agricultores bolivianos exportarão alguns bilhões de dólares em alimentos, depois de garantir o abastecimento do mercado interno.
Ao respeito, Ajata afirmou que a Bolívia é tradicionalmente um país exportador de soja, oleaginosas, girassol, arroz e açúcar, ainda que a produção deste último alimento diminuiu em 2009 sua produção em cerca de mais de dois milhões devido a uma seca prolongada.
Ajata acrescentou que entre os produtos não tradicionais que continuarão sendo vendidos neste ano estão o café, a quinua, cacau, e as frutas.
Com os envios de gás natural, minérios, manufaturas, alimentos, entre outros, a Bolívia atingiu no ano passado a cifra recorde de sete bilhões de dólares em suas exportações.
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