Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

Nota:   Eu esperava  que o  CETIQT se tornasse  um centro de inovação em materiais  fibrosos-têxteis incluído- isto  ficou  implicito durante o trabalho realizado pelo CGEE. Mas para evitar  ficar  decepcionado, neste  aspecto de inovação no CETIQT, preparo-me  para ve-lo ser desestruturado e  sucateado, o  que entendo vai contra  a política anterior  e  da  atual  do Governo  Dilma. Na verdade não tenho evidência concreta para  tal pressentimento.  Eu  atuei  como especialista  têxtil no trabalho do CGEE. Alguém aqui leu o trabalho que  foi  publicado pela  ABDI?  O fato  é que não há instituição , hoje  no Brasil, capaz  de  assumir  este papel. Os venderores de  tecnologia comemoram.  Leiam por  favor  o trabalho  da  ABDI. Laplane  é  colega  da UNICAMP e meu vizinho. Orientou a tese  do  Mercadante. Luciano Coutinho,  que conheci rapidamente,   tb é  professor na  UNICAMP. Não podemos contar com os empresários para  fazer  aqui se  podem  trazer  de fora, i  cérebros e  tecnologia. .Eles, como se  diz, já tem muito boi na  sombra...O Brasil, como pátria  só existe  na cabeça  das  Forças  Armadas. De 89  para cá  só  tivemos apátridas  no  governo

 

EB  (  Edison)

 

Inovação é principal desafio do país, diz Laplane

Data de Publicação: 

15/05/2012

Jornal Valor Econômico, 15 de maio de 2012.

MACROECONOMIA

Inovação é principal desafio do país, diz Laplane

 

Por João Villaverde | De Brasília

O setor privado assiste hoje a um fenômeno muito mais profundo do que a superação da crise econômica mundial, o da reestruturação total das cadeias produtivas. Essa é a avaliação do economista Mariano Laplane, presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), para quem está no retrovisor a imagem do mundo em que a oferta de bens e serviços está concentrada na Ásia e na Alemanha, enquanto a demanda fica em países como o Brasil.

"Há um entendimento muito claro de que é preciso duas coisas para implementar uma nova reorganização produtiva: sofisticar os métodos de produção e gestão, e concentrar as cadeias produtivas próximas ao mercado consumidor", diz Laplane aoValor. "É isso o que as empresas que estão vindo ao Brasil estão pensando, que uma elite industrial nacional está começando a compreender e que o governo precisa coordenar", diz.

A principal missão de Laplane é agilizar os ganhos de gestão na máquina pública federal, junto ao governo, e das companhias privadas, com foco especial na indústria. "O Brasil não pode falhar. Este é o mote do ministro e a missão da presidente", afirma Laplane, em referência ao ministro Marco Antônio Raupp, de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), ao qual o CGEE é vinculado, e à presidente Dilma Rousseff.

"A inovação nos setores produtivos e na economia brasileira é o principal desafio da presidente", afirma o economista. Não à toa, diz ele, os principais programas e iniciativas do governo têm a inovação como centro: o Ciência Sem Fronteira, de envio de acadêmicos, mestres e doutores brasileiros ao exterior, o novo regime automotivo (2013-2017), que condiciona incentivos tributários à inovação tecnológica, e o Brasil Maior, que amplia as linhas de financiamento para pesquisa.

Desde que assumiu o CGEE, em julho do ano passado, Laplane já recebeu desde técnicos de outros ministérios, como Integração Nacional e Esporte, comitivas de empresários com planos de aproveitar a estrutura de pesquisa das universidades e institutos tecnológicos do país, e até integrantes de outros países, como África do Sul e Argentina. Todos em busca de estratégias para acelerar a inovação tecnológica.

Doutor em economia e em ciências sociais, Laplane é argentino e construiu sua carreira na academia - antes de assumir a liderança do Departamento de Economia da Unicamp (SP), Laplane passou pelas universidades de Buenos Aires (Argentina), Berkeley (EUA) e Jerusalém (Israel). No CGEE, Laplane comanda uma estrutura de 80 pessoas, sendo 43 técnicos. Para ele, as universidades são centrais no processo de inovação, mas a responsabilidade deve ser toda das empresas.

"Há um desequilíbrio no Brasil. Temos um braço de ciência e tecnologia muito forte, reconhecido internacionalmente, mas pequena capacidade de transformar esse conhecimento e pesquisa em inovação sobre bens e serviços, que possam ser vendidos com lucro ao empreendedor, e aumentar o bem-estar da população", avalia Laplane, para quem as empresas são o eixo das pesquisas. Ao Estado cabe criar as condições de competitividade e estímulo às empresas.

O presidente da CGEE elogia os esforços do governo na defesa comercial e na tentativa de evitar volatilidade da taxa de câmbio. Mas Laplane entende que é preciso expandir e sofisticar mais rapidamente o parque industrial nacional. Novos espaços para a exportação de manufaturados vão surgir conforme a Ásia migra para um modelo menos intensivo em exportações. Além disso, o mercado doméstico continuará forte. "Continuaremos incorporando ao mercado consumidor novas famílias, ao mesmo tempo que aqueles 30 milhões incorporados nos últimos anos vão sofisticar seu consumo", avalia.

Especialista em indústria, Laplane reconhece que há problemas no parque produtivo nacional, mas não vê desindustrialização. "Tenho profunda reserva quanto ao termo desindustrialização. O que vivemos hoje é uma fase diferente. Até bem pouco tempo atrás, a indústria estava ampliando fortemente a absorção doméstica (produção somada da importação) de bens de capital, investindo fortemente e contratando mão de obra. Não dá para dizer que estamos nos desindustrializando apenas por que a indústria perdeu fôlego nos últimos trimestres", avalia.

A saída para as dificuldades do setor passam pela inovação - visão compartilhada por Dilma, diz. "Seria terrível perder a melhor oportunidade em 30 anos para retomar o caminho da industrialização. A industrialização é o único caminho do desenvolvimento, todos que conhecem história econômica sabem disso. Talvez no futuro exista outro caminho para o desenvolvimento, com a colonização de outros planetas", diz Laplane, que defende as importações. "Para inovar, a indústria precisa importar o que não tiver aqui, e assim aprender a produzir no país. Isso é desenvolvimento."

Antes de assumir o CGEE, Laplane lecionou por 20 anos na Unicamp, onde se aproximou de dois economistas importantes para a formação da visão de mundo da presidente da República - Luciano Coutinho, o presidente do BNDES, e Luiz Gonzaga Belluzzo, interlocutor frequente do Palácio do Planalto. Indicado pelo ex-ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, para o cargo em Brasília, Laplane tem ampliado a coordenação entre o MCTI e os demais ministérios.

"Nosso trabalho é ajudar o governo federal e as empresas a pensar, formular e avaliar estratégias de desenvolvimento com foco na inovação. Não temos a pretensão de ter todas as respostas, precisamos é mobilizar técnicos do setor público e privado, estamos à disposição para discutirmos programas e métodos de gestão", diz Laplane



Comentario enviado  à  UNICAMP ond e o  artigo  tb  foi  publicado



Eu tive a oportunidade  de trabalhar em um   dos mais belos  projetos realizados nas últimas  décadas:  o  de fibras ópticas. Este projeto navegou perfeitamente pelas fases acadêmica ( Unicamp) , planta piloto (onde  atuei), e produção industrial. Participei intensamente do projeto, e do desenvolvimento  e implantação do sistema de puxamento, sendo responsável principal pela primeira geração de  fibras ópticas - a fibra  de núcleo de  sílica,recoberta  com silicone, e em seguida com um copolímero, para suportar  cabeamento. Anos atrás fizeram um a cerimônia na  Física  para comemorar,  acho que  30 anos  de  fibra óptica. Publicaram um livreto comemorativo. Lá aparece minha  foto no  " barracão"  ( Amarais),  à  frente  da equipe a qual todos  devemos muito. Meu nome não  foi  mencionado -  só um detalhe,  que não me afeta. Na Unicamp  continuei contribuindo com o projeto, desenvolvendo recobrimentos para cura  com UV-  processo de cura chave  para viabilizar altas velocidades de puxamento. Anos mais tarde fiquei sabendo do triste fim da fábrica de  fibras  ópticas. Um Afegão comprou, e certo dia, com a fábrica “a todo vapor", fibras de excelente qualidade, mandaram parar tudo e  sair. Ao final até o prédio da fábrica foi destruído. Esta é uma história  da nossa  inovação, seu contrário,   e do processo de desindustrialização\a que estamos sendo submetidos.Inovação em  País  semissoberano é  difícil.Corrigindo:  é impossível. As agências de fomento são parceiras dos interesses que vem de fora-  são um freio. “ País forte  Forças  Armadas  fortes”. Se a participação das Forças  Armadas na plenitude  de suas  atribuições   sugiro que recebam  as instruções para o que  “desenvolver” e quando ,  de  fora






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Comentário de Mábel De Bonis em 21 maio 2012 às 16:09

Tenho muito interesse em ler o material publicado. Como faço?

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