As vendas nos varejistas de vestuário adquiriram uma certa inércia. Os varejistas que têm ido mal — Marisa e Hering — devem reportar mais um trimestre fraco. Já Lojas Renner e Guararapes (Riachuelo), que vão bem, devem entregar resultados pelo menos em linha com as expectativas do mercado.
Na Hering, depois de quatro trimestres consecutivos de queda nas “vendas nas mesmas lojas” (a principal medida de vendas das empresas), o último trimestre do ano passado apresentou um crescimento de 1,1%, levando muitos investidores a comemorar o fim do período de vacas magras. Infelizmente para eles, foi alarme falso.
A empresa tem dito aos investidores que a maré baixa vai continuar pelo menos até o fim do primeiro semestre, a partir de quando, espera-se, várias iniciativas que o management está tomando começarão a surtir efeito nas vendas e nas margens.
Os múltiplos a que as ações estão negociando refletem bem o momento respectivo de cada empresa: Lojas Renner negocia a 18 vezes o lucro estimado para este ano, enquanto a Hering é negociada a 12,5 vezes o lucro. Em outras palavras: o mercado está disposto a pagar caro pelo que tem dado certo, e quer desconto onde as coisas continuam esquisitas.
Por Geraldo Samor
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