Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

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Como a tecnologia pode impactar pequenos negócios

Por meio de aplicativos para celular, startups oferecem soluções para unir indústria, mercado varejista e consumidores.

Um mundo de possibilidades na palma da mão. De móveis a alimentos, são inúmeras as possibilidades de consumo por meio do uso de um simples aplicativo, uma demanda que cresceu durante os meses mais críticos da pandemia da Covid-19, quando houve restrições no funcionamento do comércio. Diante desse e de outros períodos críticos, como a alta da inflação, os pequenos negócios, normalmente os mais afetados, precisaram se adequar ao universo da tecnologia para seguirem vivos e competitivos.

 

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Aplicativo facilita venda de produção excedente de pequenos negócios (Crédito: Divulgação/Estúdio Nômade)

A Souk é uma startup que nasceu com o objetivo de simplificar a relação comercial – diminuindo a quantidade de intermediários – entre a indústria e o pequeno varejista, sobretudo no escoamento de produtos próximos ao vencimento. Por meio de um aplicativo, os comerciantes conseguem negociar – através de lances – itens de mais de 110 categorias. O marketplace, atualmente, conta com 28 mil varejistas de todo o País e 17 gigantes da indústria, como Seara, Tirolez, Nestlé e outros.

Roberto Angelino Filho, CEO da Souk, explica que a solução surgiu para preencher uma lacuna relacionada aos produtos de proteína animal, que possuem, em média, validade de 90 dias. Com o tempo gasto entre a saída da indústria até as gôndolas dos supermercados, muitos alimentos se perdiam ou precisavam ser repassados para atacadistas por um preço mais baixo.

“A nossa proposta foi, ao invés da indústria ter que vender para poucos concentradores, como os atacadões, com muito desconto, ela poderia passar a oferecer para milhares de pequenos varejos, deixando que esses dissessem quando gostariam de pagar. Então, a indústria resolve o problema dela e o varejo compra mais barato um produto que, para ele, é perfeito e que tem saída rápida, como em uma padaria”, complementa.

Na prática, o marketplace é integrado ao sistema da indústria e, dessa forma, conectado aos varejistas clientes. “Com isso, o cliente da indústria pode comprar durante os sete dias da semana, sem a necessidade de esperar um representante comercial. Além disso, tem um aspecto de gamificação que é muito interessante, porque as pessoas ficam dando lances e tentando baixar o preço dos produtos”, acrescenta.

A startup Food To Save une tecnologia e sustentabilidade também na criação de novas relações de negócios. Nesse caso, o aplicativo permite a conexão entre estabelecimentos do ramo alimentício – como padarias e restaurantes – e usuários. O excedente de comidas que não foi vendido no dia, ao invés de ser desperdiçado, se torna uma “sacola surpresa” de doces ou salgados, que é vendida com até 70% de desconto para o consumidor.

“A Food é uma solução criada para impactar todos os envolvidos no sistema – o estabelecimento, o usuário e o meio ambiente – e, consequentemente, construir um resultado de impacto. Então, esse conceito nasceu para provocar o debate do desperdício de alimentos, que é antigo, mas muito pertinente”, conta Lucas Infante, CEO da empresa.

Expansão

Para o CEO da Souk, com a tecnologia cada vez mais próxima, sendo facilitada pelo uso dos smartphones, existe um grande campo de crescimento para iniciativas como a da startup. O executivo reconhece, contudo, que a adesão ao digital, sobretudo de pequenos comerciantes, ainda é pequena. Ele acredita no futuro omnichannel, com a junção de físico e digital no contato entre varejo e indústria.

“Esse ecossistema vai ficar mais robusto, porque, antes, ele só tinha uma perna, que era o físico. A pandemia acelerou bastante a digitalização dos negócios. O físico é muito importante, porque o ser humano é relacional, mas o digital veio para complementar e ajudar no fator tempo”, salienta Filho.

Infante concorda que se adequar às tecnologias se tornou primordial para pequenos e médios negócios serem relevantes para os consumidores. Nesse cenário, o empresário acredita que as ferramentas também podem ser relevantes na conscientização e no desenvolvimento de soluções de impacto socioambiental.

“A tecnologia consegue unir o Brasil de ponta a ponta e cuidar do futuro deixou de ser uma pauta importante para um assunto emergencial. Então, é fundamental aproveitar essa onda tecnológica para conscientizar a sociedade e, ao mesmo tempo, atuar contra o desperdício e ainda expandir para outras frentes, como o carbono zero e o reflorestamento. Essa evolução é muito importante”, finaliza o CEO da Food To Save.

Caio Fulgêncio

https://www.proxxima.com.br/home/proxxima/noticias/2022/08/11/como-...

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