Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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O governo está reduzindo o custo do dinheiro, os impostos sobre os salários e os custos de logística”

Apontando esses três fatos, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter sintetizou numa entrevista concedida no dia 11 de setembro à revista Isto É Dinheiro em Brasília, as principais ações do governo federal no estimulo à aceleração dos investimentos privados e à renovação das parcerias com o poder público para recuperar o ritmo de crescimento de 4% a 4.5% da economia brasileira.

O industrial Jorge Gerdau, que coordena as atividades da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade criada no governo Dilma Rousseff, diz que para sermos competitivos precisamos melhorar as condições de infraestrutura de transporte, logística, estradas, ferrovias, portos, telefonia e energia. A tarifa mais barata de energia que entra em vigor em 2013 vai melhorar as condições de competitividade e ajudar de forma decisiva as decisões de investimento no setor industrial.

O governo brasileiro, hoje, entende que o papel fundamental de um Estado constitucionalmente controlado transcende o de ser o garantidor das instituições que permitem aos mercados serem instrumentos úteis e até mesmo indispensáveis para o desenvolvimento social e econômico. Acontece que os mercados são inerentemente instáveis e o Estado é o único instrumento capaz de, em condições especiais e com medidas corretas, corrigir as flutuações do emprego e da produção quando os agentes sociais congelam diante da incerteza absoluta.

É importante compreender que a incerteza que atualmente impacta os investimentos, em todo o mundo, não é do tipo do risco atuarial que tem uma história e ao qual pode aplicar-se o cálculo das probabilidades. É a incerteza essencial à qual se referia o grande economista John Maynard Keynes, uma espécie de incerteza produzida pelo fato que o passado não tem qualquer informação sobre o futuro. É como se pudesse responder à questões, do tipo: “o que será a Europa daqui a cinco anos?” Alguém pode achar que o destino da União Monetária Latina no século 19 pode nos informar como terminará a União Econômica Europeia no século 21?

Quando a incerteza domina, destrói-se a “rede” social porque desaparece o seu elemento essencial: a confiança mútua. Nessas circunstâncias, só o setor público, como indutor dos investimentos privados, pode socorrer a economia, porque estimula a ampliação da demanda e, ao mesmo tempo, a expansão da capacidade produtiva.

No Brasil, as medidas de política fiscal, monetária e cambial adotadas pela equipe econômica desde o ano passado, com o início do processo de redução das taxas de juro em 31 de agosto de 2011 (trazendo em 12 meses a taxa básica de 12,5% para os atuais 7.5% aa.), mais as intervenções do Banco Central para conter a valorização excessiva do câmbio , as reduções (temporárias ou definitivas) das alíquotas do IPI para produtos industriais em setores selecionados e a desoneração dos encargos nas folhas de pagamentos, estão tendo efeitos extremamente positivos.

Todos esses fatores têm atuado no sentido de reduzir as incertezas que afastavam os investimentos privados das parcerias com o setor público e ao mesmo tempo ajudam a construir um novo padrão de confiança mútua entre o empresariado e o governo da Presidenta Dilma Roussef.

(*) - Professor Emérito da FEA/USP. Ex-Ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento (contatodelfimnetto@terra.com.br).

Fonte:http://www.jornalempresasenegocios.com.br/delfin_netto.html

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