Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

 

Dizem que a toda ação corresponde uma reação de mesma proporção...

 

Pois bem, a ABITEX foi criada como uma reação dos importadores em face das ações da ABIT, que congrega as indústrias têxteis.

 

E, durante anos, o comportamento da ABITEX se limitou a isto: reação...

 

É óbvio que isto precisa mudar. Os importadores precisam agir, atuar, posicionar-se!

 

No setor de vinhos, em que o mesmo beligerismo imperava entre indústria nacional e importadores, houve um acordo objetivando um interesse comum e maior: aumentar o consumo de vinhos.

 

Diante disso, a ABITEX propôs à ABIT um diálogo construtivo, visando, acima de tudo, preservar os interesses do Brasil, que estão sendo corroídos por esta luta inglória entre a indústria e os importadores.

 

O primeiro ponto é definir a abrangência deste diálogo.

 

A ABITEX representa os importadores de matérias primas têxteis que, basicamente, são, fibras, fios e tecidos.

 

Portanto, este é o foco! Não nos interessa discutir qualquer outro setor produtivo.

 

Na seqüência, precisamos conhecer qual é a capacidade instalada e de produção efetiva da indústria de matérias primas têxteis no Brasil! 

 

A ABITEX não tem esta informação, simplesmente porque não há um banco oficial de dados que a disponibilize.

Os importadores sempre fomos acusados de prejudicar a indústria nacional. Mas qual é esta indústria nacional?

 

No setor de matérias primas têxteis, que é o nosso foco, não há dados acerca da indústria brasileira, nem a do passado e nem a do presente.

 

E, se somos acusados de causar danos a esta indústria, é justo que ela se apresente, que tenhamos dados confiáveis acerca da sua capacidade instalada e da sua produção efetiva.

 

E, nesta mesma linha, é justo que saibamos qual é o custo real da produção. Afinal, como mensurarmos o quanto estamos prejudicando esta indústria?

 

Os importadores de matérias primas têxteis não pretendemos ser predadores da indústria nacional!    

 

E tanto é verdade que as importações sempre se concentraram em matérias primas têxteis de origem sintética, uma indústria que nasceu e se desenvolveu na Ásia, onde estão os grandes fornecedores do mundo – não só do Brasil.

 

Importa-se algodão? Sim, principalmente à conta de um fator: qualidade exigida.

 

Mas nós só poderemos ter certeza da influência das importações de matérias primas têxteis na economia brasileira se conhecermos a indústria nacional que produz fios, fibras e tecidos, qual é a sua capacidade instalada, o que é produzido efetivamente e o custo da produção.

 

Sem isto, qualquer acusação será uma mera especulação.

 

E os importadores não queremos mais ser vítimas deste vício de análise!

 

Afinal, temos responsabilidade corporativa, geramos empregos e pagamos tributos. Nossas empresas precisam ser sustentáveis como qualquer outra.

 

Historicamente, o Brasil nunca teve uma Política Industrial, porque sempre se perdeu na eterna luta entre os diversos interesses dos próprios industriais.

 

Pois os importadores de matérias primas têxteis  estamos dispostos a conversar com os industriais deste setor visando construir um pacto para que não se destruam mas, isto sim, que convivam num ambiente competitivo bom para todos.

 

Hoje, a cada tentativa de protecionismo (justa ou não), o custo gerado é pago pelos consumidores. Se o Imposto de Importação é aumentado, ele é repassado para o preço ao consumidor. Se o preço do produto importado cresce, o movimento natural do comércio é aumentar o preço do produto nacional... Ou seja, “o consumidor paga o pato”... E isto gera inflação, um dragão que vem tomando corpo muito rapidamente...

 

Daí o nosso convite aos industriais de matérias primas têxteis: iniciemos um diálogo construtivo!

 

Sejamos transparentes e responsáveis socialmente.

 

Repito: os importadores de matérias primas têxteis não queremos ser predadores da indústria nacional. E, por esta convicção, queremos criar um ambiente de convivência, de interação, de evolução...

 

Enquanto não nos for demonstrado o contrário, de modo claro e transparente, ouso reafirmar:

Importar é legal e necessário!

 

 

 

 

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Comentário de Antonio Silverio Paculdino Ferre em 30 outubro 2012 às 8:09

Pelo passado, nota-se demagogia! Mas olhemos o presente e futuro. Nossa M.P. é composta de 75% de algodão e a ABRAPA tem todos os dados. Nessa safra, o consumo foi de 50% da produção, tendo-se exportado o excedente. Já temos 3/4 do caminho a percorrer. E sou quase leigo. Se as associações quizerem tem-se qualquer informação.

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