DM9 quer garantir auditoria de cases feitos com IA

Código de Ética, apresentado nesta quarta, 22, inclui documentação de prompts usados na criação de campanhas.

A DM9 apresentou, nesta quarta-feira, 22, o Código de Diretrizes para Uso Ético e Responsável da Inteligência Artificial em Agências de Publicidade, disponível para que o mercado todo tenha acesso. Construído com a consultoria de Ronaldo Lemos, advogado e especialista em tecnologia, o material de autorregulação foi feito por causa da polêmica que envolveu videocases apresentados pela agência no Canne....

Ronaldo Lemos

Ronaldo Lemos apresenta guia de ética em uso de IA desenvolvido por ele em parceria com a DM9 (Crédito: Divulgação)

O documento, com 60 páginas, é composto por duas partes, sendo a primeira o código em si, dividido em dez fases, conforme o fluxo real de trabalho da agência. Assim, o texto orienta o que deve ser feito desde o momento da chegada de uma demanda, passando pelo planejamento, criação de conteúdo, aprovação, veiculação, monitoramento, resultados, inscrição em premiações e treinamento interno, chegando, por fim, à parte de governança, que inclui o trabalho de um comitê, responsável por avaliar a efetividade do código.

A segunda parte, por sua vez, trata-se de um manual de implementação das diretrizes, com a exposição de exemplos práticos que devem ajudar a nortear a utilização das ferramentas. Em linhas gerais, o regulamento orienta que todos os outputs sejam revisados por profissionais responsáveis e o uso das ferramentas registrado, com todos os prompts documentados em uma planilha, para permitir a auditoria.

“O que estamos fazendo aqui é rastreabilidade. Estamos sugerindo que tenha alguém que revise e que se preservem os prompts, que se tenha o registro do que foi usado, justamente para dar conta do histórico do uso da tecnologia”, explicou Lemos, que acrescentou que o texto foi elaborado a partir de parâmetros de países como Reino Unido, Estados Unidos, Singapura, Canadá, Espanha e França.

Apesar disso, Pipo Calazans, CEO da DM9, reconheceu que o episódio em Cannes não seria evitado por um código, tendo em vista que o Omnicom, grupo do qual a agência faz parte, já tem padrões de uso da IA. Por isso, o trabalho da autorregulação é criar uma cultura interna, inclusive em relação ao grau de rigor dos cases inscritos nos festivais de publicidade.

“O que aconteceu não tem código que evitaria. Foi uma quebra de confiança. O ocorrido fez com que o mercado tivesse uma discussão de repensar qual é papel de Cannes e como atuar daqui para frente. Então, o código não evita esse tipo de coisa, mas, no dia a dia, vai criar camadas de proteção”, disse.

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