Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XV

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Educação brasileira deve melhorar qualidade do ensino com ciência e tecnologia

Com o tema pensamento crítico e inovação, Seminário Internacional SESI de Educação trouxe cases nacionais e internacionais com impactos positivos na aprendizagem de crianças e adultos.

Nesta quinta-feira (4), o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Canal Futura reuniram profissionais de educação para discutir e propor como estimular o pensamento crítico e a inovação na sala de aula. O Seminário Internacional SESI de Educação ocorreu no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo no Youtube. Ao abrir o evento, o diretor de Operações do SESI, Paulo Mól, destacou a relevância do debate.


“Se tem uma agenda extremamente importante para o crescimento do país é a educação. Só com educação vamos construir uma nação mais próspera e mais justa”, defendeu Paulo Mól.


Secretário-geral da Fundação Roberto Marinho, João Alegria completou: “Essa é uma discussão sobre a associação de arte, tecnologia, cultura e conhecimento, com pensamento crítico, para projetar e ter ação transformadora. Precisamos de educação de qualidade para todos os brasileiros, ou seja, ter qualidade com equidade”.

Nos três painéis, os convidados apresentaram cases e defenderam a melhoria da estrutura das escolas e a reformulação do ensino, com metodologias inovadoras, incentivo à ciência e incorporação de tecnologias como ferramenta de aprendizagem e experimentação.

Confira os destaques por painel!

Painel 1 - Quais são os caminhos necessários para uma educação que estimule o pensamento crítico, científico e a inovação?

Wisley Pereira, gerente-executivo de Educação do SESI

“Pensamento crítico, inovador e de tecnologia não está associado apenas ao investimentos de recursos de alta complexidade e tecnológicos. Precisamos de um aprender crítico, inclusivo e inovador.”

Educação brasileira deve melhorar qualidade do ensino com ciência e tecnologia

Cassia Fernandez, mestre e doutoranda na Universidade de São Paulo (USP)

Cases: Transformative Learning Technologies Lab (TLTL), da Universidade de Columbia, e Associação de Ciências da Aprendizagem/Brasil

“Nós temos três pilares para a reforma no ensino de ciências: currículo, formação de professores e novos espaços para aprender. Só assim para as mudanças serem sustentáveis a longo prazo e a experiência bem sucedida. Hoje, quando falamos em reformular o ensino de ciências, falamos de deixar de lado um pouco o foco excessivo em cobrir muitos conteúdos e focar em grandes ideias e práticas de ciência e engenharia, como fazer uma boa pergunta, analisar dados e basear argumentos em evidências.”

 

Giovanna Machado, diretora do Cetene e fundadora do Programa Futuras Cientistas

Case: Programa Futuras Cientistas

“O programa foi criado para que a gente pudesse ter mais mulheres na área de ciências e tecnologia, que ainda é de domínio masculino. Temos um grupo de estudos para aumentar o acesso delas à universidade. Elas precisam entender que lugar de mulher é onde ela quiser. E o programa tem um viés de inclusão social, porque é voltado para as escolas públicas. Muitos talentos estão sendo perdidos por falta de acesso à ciência. Uma sociedade só será igualitária se focar na diversidade.”

 

Bárbara Carine Soares Pinheiro, professora, escritora e empresária

Case: Escolinha Maria Felipa

“Eu não queria criar a minha filha a partir da colonialidade do saber, então criei uma escola que fugia da normatividade, com letramento racial. Entendemos a ciência a partir de um marcador moderno ocidental, associamos ciência à ciência de bancada, de exatas, biomédicas, não associamos às humanidades. Então a nossa noção de ciência é de matematização, de método, de empiria. Uma tecnociência, que nem se pensa dissociada de tecnologia. Mas a escola é um grande espaço de construção das humanidades.”

Painel 2 - Como acelerar um futuro mais diverso e inclusivo, utilizando tecnologia e inovação na educação?

Educação brasileira deve melhorar qualidade do ensino com ciência e tecnologia

João Souza, empreendedor social, head da plataforma de inovação social Futuros Inclusivos
Case: Fa.vela
“Os nossos programas trabalham com uma perspectiva educacional geracional. Temos que tirar do discurso e levar para a realidade a ideia de que a ciência é para todos, para começarmos a ter, de fato, todos os tipos de ciência e tecnologia em diferentes espaços. Quando você pensa em um currículo de aprendizagem ele não pode ser linear, deve ser um mosaico. O futuro da educação e da aprendizagem está muito vinculado à liberdade.”

Fernando Moutinho, responsável pela gerência de Educação Científica e Tecnológica do SESI Bahia
Case: Programa de iniciação científica SESI-BA
“Nosso programa passa pela publicação do edital, trilha formativa e bolsas de pesquisa; e tem como objetivo permitir que o estudante construa sua trilha na área que ele goste, seja ela humanas, exatas, ciências. Queremos desenvolver capacidades que possam fazer cidadãos mudarem a realidade, que quebrem barreiras e pensem a tecnologia integrada ao meio ambiente. Mas precisamos criar canais para que estudantes possam se mostrar. A Ana Luiza é uma de milhares. Ter eventos científicos espalhados pelo país, criar momentos como esse. Desmistificar que ciência é pra nerd e para doutor, é para todo mundo… e não é só em uma área.”

Ana Luiza Nogueira Oshiro, estudante do SESI-BA
Case: Pastilha filtrante com a semente de moringa 
“Somos um time de jovens pesquisadores e nosso propósito é transformar o mundo através da ciência. Na iniciação científica você consegue conquistas pessoais e acadêmicas. Antes eu era muito tímida. E também trabalha a resiliência, porque fizemos nosso projeto durante a pandemia e tivemos muita persistência para continuar. Se não fosse isso, não teríamos alcançado os resultados e nem poderíamos ajudar a mudar o mundo. A nossa cidade está mais envolvida na ciência depois que voltamos dos EUA.”
 
Natasha Felizi, diretora de Divulgação Científica 
Case: Instituto Serrapilheira
“A intenção de criar o instituto foi perceber que cientistas não são tão valorizados como artistas e atletas. Fazer com que, na mesa do bar, a gente lembrasse de um trabalho científico como lembramos de uma jogada histórica do futebol. O instituto apoia projetos de cientistas e de jornalismo e mídia que possam inspirar. Em um edital recente sobre interseccionalidade da ciência com temas de interesse, temos um projeto muito legal do Observatório da Branquitude para Alma Preta, que vai mostrar que a ciência do amanhã deve ser mais diversa e não deixar nenhum saber para trás.”

Painel 3 - Quais as contribuições dos espaços que conectam arte, ciência e tecnologias para pensarmos uma nova cultura de educação?

Educação brasileira deve melhorar qualidade do ensino com ciência e tecnologia

Owen Laurence, diretor de projetos do museu Exploratorium
Case: Exploratorium Museum
“No início do museu, nosso foco era mais em inspirar as pessoas a ter diversão. Não tínhamos preocupação em se eles tinham aprendido algo. Em 2013, tomamos a decisão de mudar de endereço, expandimos e também mudamos para termos experiências mais ricas. Usamos ferramentas na interseção de ciência, artes e tecnologia. Nossa missão é criar experiências baseadas em investigações que transformem a aprendizagem em todo mundo.”

Claudia Ramalho, gerente Executiva de Cultura CNI, SESI, SENAI e IEL
Case: SESI Lab
“De Brasília para o Brasil, o SESI Lab é um projeto que conecta arte, ciência, tecnologia, educação e inovação. Estabelecemos como missão que esse espaço seja inspirador, para que o jovem possa estar experienciando arte, ciência e tecnologia de uma forma lúdica, criativa e que o leve a pensar seus estudos e o futuro de uma forma diferente. Não dá pra pensar ciência isolada de arte, isolada de educação ou de tecnologia, o momento contemporâneo exige essa articulação.” 

Alexandre Fernandes, curador de inovação Museu do amanhã
Case: Museu do Amanhã
“O Museu do amanhã traz uma narrativa de onde viemos, onde estamos e para onde vamos e passou a adotar uma série de políticas e pautas afirmativas e a dialogar com diferentes grupos para termos diferentes visões sobre esses amanhãs possíveis. Assim como o museu, outros espaços estão surgindo para desenvolver o potencial das pessoas. Não basta apenas pensar no futuro do ensino, precisamos incentivar os jovens a imaginarem seus próprios futuros.” 

Por: Amanda Maia e Marcella Trindade

Da Agência de Notícias da Indústria

Fotos: Mário Castello

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