Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

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Está aberta a temporada de resultados (ruins) das empresas de Eike

MMX é a primeira da fila, com perdas de 55,2 milhões de reais no primeiro trimestre do ano

Eike Batista

Eike Batista: MMX começa o ano no vermelho (Antonio Scorza/AFP)

Não à toa o empresário Eike Batista contratou uma consultoria esotérica para tentar equilibrar as energias do grupo. A temporada de resultados já começou - e as empresas da holding EBX têm grandes chances de permanecerem no vermelho. Em 2012, as cinco principais companhias fundadas pelo bilionário (MMX, LLX, OGX, OSX e MPX) fecharam o ano com prejuízo.

A MMX, mineradora de Eike, registrou prejuízo líquido foi de 55,2 milhões de reais no primeiro trimestre, ante um lucro de 49,3 milhões de reais nos três primeiros meses de 2012. No quarto trimestre do ano passado, a empresa teve prejuízo de 348,7 milhões de reais.

O Ebitda ajustado do primeiro trimestre, indicador que mede a eficiência operacional de uma empresa, foi de 3,1 milhões de reais, 71% menor do que em igual período de 2012, mas acima do resultado negativo de 16,8 milhões de reais do quarto trimestre de 2012. A produção de minério de ferro da MMX no primeiro trimestre foi de 1,5 milhão de toneladas, queda de 7% frente ao quarto trimestre de 2012 e recuo de 1% em comparação com o primeiro trimestre de 2012.

Leia também: MMX, de Eike Batista, receberá mais R$ 935 milhões do BNDES

O Custo dos Produtos Vendidos (CPV) do primeiro trimestre do ano ficou em 71,49 reais por tonelada, superior em 28% ao valor de 55,91 reais do último trimestre de 2012. Segundo a empresa, a elevação de custos deveu-se a um menor volume de vendas (-28% em comparação com o trimestre anterior), acarretando a não diluição dos custos fixos; a um aumento do recolhimento de Cfem, royalties e TFRM; ao maior volume de exportações de Corumbá via Argentina, que possui maior CPV/ton em função da logística fluvial; e ao menor ajuste de inventário.

Os pepinos de Eike Batista

O Grupo EBX controla 13 empresas em diferentes ramos de atividade, como a OGX (petróleo), a MPX (energia), a LLX (logística) e a REX (desenvolvimento imobiliário). A diversidade de negócios é uma marca do empresário, que nem sempre cumpre com os projetos como foram incialmente planejados

Falta de óleo

Plataforma de petróleo da OGX na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro

Lançada em julho de 2007, a empresa petrolífera OGX tinha como meta iniciar a produção em 2010. Mas a primeira descoberta aconteceu apenas em 2012. Em cinco anos, a OGX furou e encontrou muitos poços secos, como o de Cozumel, na bacia de Campos, que teria capacidade de produção de 168 milhões de barris de óleo.

 

Falta de força

Usina solar de Tauá, da MPX, de Eike Batista, no Ceará

Duas usinas termelétricas da MPX deveriam entrar em operação em janeiro. O Ministério de Minas e Energia contava com a produção dessas térmicas para reduzir o impacto das hidrelétricas. Mas o início da operação foi adiado: apenas uma turbina começará a funcionar em fevereiro. Agora, a expectativa é que a outra termelétrica comece a operar em maio.

Falta de quarto

Perspectiva da fachada do novo Glória Palace, quando for concluído

A empresa REX comprou o tradicional Hotel Glória em 2008 para reforma-lo antes da Copa do Mundo de 2014. Mas, mesmo com recursos de mais de 190 milhões de reais do BNDES no programa ProCopa Turismo, a obra está atrasada e não ficará pronta até o torneio mundial. A possibilidade é ocorrer a abertura parcial do hotel.

Falta de porto

Obras do Superporto do Açu

O Superporto do Açu, localizado em São João da Barra, tinha previsão de inauguração no primeiro semestre deste ano. Mas os danos ambientais devem adiar o início da operação portuária. O Ministério Público do Rio de Janeiro quer que a LLX faça um projeto de restauração da região. As obras devem postergar a abertura do Açu para o final de 2013.

 

(Com Estadão Conteúdo)

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