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Greve de federais completa dois meses com impasse entre governo e professores

Greve nas Federais

 

 

 

 

Greve de federais completa dois meses com impasse entre governo e professores

Do UOL, em São Paulo

http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/07/17/greve-de-federais-co...

A greve de professores das insitutições federais de ensino superior completa nesta terça-feira (17) dois meses, com governo e docentes em um impasse: os ministérios do Planejamento e da Educação apresentaram uma proposta de reajuste salarial; já o principal sindicato que representa a categoria, o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), diz que ela não atende às demandas da categoria e pede sua rejeição.

A paralisação atinge 58 das 59 federais -a única que não aderiu foi a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).


Dois meses de greve nas federais



Foto 1 de 15 - 17.mai.2012 - O Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) deflagra greve nacional dos professores por melhores condições de trabalho Ronaldo Santos/FotoArena/AE

A próxima reunião com o governo está marcada para o próximo dia 23. Além disso, o Andes recomendou a radicalização das ações da greve, “ampliando a paralisação”.  Os sindicatos filiados a ele têm até sexta-feira (20) para enviar ao Andes os resultados das assembleias locais para, a partir daí, ser construída uma posição unificada.

Proposta do governo

A proposta prevê mudanças no plano de carreira, que entrariam em vigor a partir de 2013, e um aumento salarial que, de acordo com o Ministério do Planejamento, pode chegar a 45,1% para o topo da carreira (professor titular com dedicação exclusiva).


O texto, que ainda precisaria ser encaminhado como projeto de lei para aprovação no Congresso, reduz de 17 para 13 os níveis de carreira, uma das reivindicações do movimento grevista. Com isso, os professores vão conseguir subir mais rápido na carreira e passarão a receber salários maiores.

O governo diz ainda que irá conceder reajuste salarial a todos os docentes federais de nível superior, totalizando 143 mil profissionais, além dos 4% já concedidos por uma medida provisória e retroativos a março, ao longo dos próximos três anos.

Para os professores titulares com dedicação exclusiva, topo da carreira, os ganhos chegarão a R$ 17,1 mil em três anos. Segundo o Planejamento, esse valor representa um aumento de 45,1% em relação aos salários de fevereiro, que eram de R$ 11,8 mil. No entanto, se considerados os 4% já concedidos retroativos a março, percentual de reajuste da proposta seria de cerca de 40%.

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Reações

"A proposta tem problemas muito sérios", afirmou Eduardo Rolim, presidente da Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), que representa uma parcela dos professores.

Uma das críticas feitas pelos docentes é que ela privilegia mais quem está no topo da carreira. "Os doutores-titulares são minoria na categoria. Quem é mestre ou não tem titulação sai prejudicado, até porque muitos não têm condições de obter titulação", disse Marinalva Oliveira, presidente do Andes-SN.

O problema, segundo o Andes, é que só 7% dos professores das universidades federais se encaixam na categoria máxima, que é a de professor titular e dedicação exclusiva, para receber os 45,1% de aumento.

Os servidores técnico-administrativos, que não foram incluídos na p..., segundo a Fasubra (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras).

Saiba quais instituições aderiram à greve

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Comentário de EDISON BITTENCOURT em 18 julho 2012 às 10:15

Sim . Alguns não querem mesmo obter  titulação,ou arrumam  alguma  assessoria, ou iniciam empresas  para prestar  consultorias. Em certas regiões  do Brasil é  um problema  endêmico, parece-me. Outrossin, um grupo relativamente  pequeno  e inexpressivo  reune-se  em um pequena  sala de  decide pelo "movimento".Não me  surpeenderia  se  este  pequno grupo não  fosse  daquelas  áreas  que só encontrariam "trabalho"  na  Universidade.Cmo todos  continuam rebendo  tanto faz.A "recuperação"  dos  semestre(s)  é  precária  e joga  mais incompetentes no  mercado

Comentário de Antonio Silverio Paculdino Ferre em 18 julho 2012 às 10:00

"Até porque muitos não tem condiçõesde obter titulação". E querem maiores salários do  que os que merecem?

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