Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIII

Este foi um ano atípico, completamente distinto de todos os anos anteriores - todos. Foi difícil para a economia, para as empresas, para as pessoas e para os governos e seus gestores. Para a indústria, as dificuldades foram dobradas, mas para o comércio e o serviço, elas foram multiplicadas. Milhares de empregos perderam-se; milhares de negócios faliram por uma só causa: a pandemia da Covid-19, que provocou o isolamento social que, por sua vez, levou à interdição de importantes áreas da atividade econômica. A crise sanitária ainda prossegue, com leves indícios de um repique. Mas há uma diferença entre o que aconteceu no seu início, em março, e o que acontece hoje: os profissionais da saúde, médicos e enfermeiros principalmente, aprenderam a lidar com a doença, dominando com grande eficiência os protocolos de atendimento às vítimas.

No Ceará, todavia, aconteceram fatos que se inscreveram na história da inovação tecnológica. Técnicos do Senai-Ceará, em parceria com professores da UFC, criaram um capacete que, simplesmente, dispensa a intubação do paciente. Mais: no auge da crise, entre os meses de abril, maio e junho, os mesmos técnicos do Senai também criaram e desenvolveram respiradores artificiais logo doados aos hospitais públicos, e ainda consertaram os que, nas unidades de saúde, estavam inoperantes.

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) liderou um movimento de doação de recursos financeiros que permitiram, em pouco tempo, a aquisição de insumos e equipamentos necessários ao socorro dos gravemente enfermos. A esse esforço juntaram todas as entidades empresariais do Estado - a Fecomércio, a Faec e a CDL no meio - e o resultado de tamanha diligência foi o mutirão que juntou a iniciativa privada e o poder público na tarefa de salvar vidas.

Ontem à noite, sob a liderança do seu presidente Ricardo Cavalcante, a diretoria plena da Fiec fez sua última reunião de 2020, ao fim da qual todos, incluindo os presidentes dos seus 40 sindicatos filiados, mostravam um ar de contentamento pelo que chamaram de "dever cumprido" na fase mais difícil da crise pandêmica. Mas, com o espírito de responsabilidade, também reconheceram que é necessário preservar a guarda e o cuidado e redobrar o esforço para evitar que venha uma segunda vaga da Covid.

A esperança agora é que a retomada do crescimento econômico, bem ensaiada de setembro para cá, seja ratificada ao longo de 2021. A atividade industrial cearense, a começar pela construção civil, empregadora intensiva de mão de obra, mantém uma curva ascendente de que são provas os lançamentos de novos empreendimentos e o aquecimento das vendas de imóveis ainda na planta. É boa a perspectiva.

Quinta-feira,10, será realizado, no Ceará, nova etapa da Convenção Nacional da Cerâmica (ConvenCer), evento online promovido pela Associação Nacional da Indústria de Cerâmica. Terá o patrocínio do Sesi-CE e Senai-CE. O dia cearense da ConvenCer terá como foco a capacitação empresarial, por meio de palestras técnicas.

Há uma seca na região Centro-Oeste. Isto sinaliza para a queda da produção de soja e algodão, cujos preços deverão subir. A indústria têxtil brasileira está muito preocupada, pois, diante do consumo crescente de soja e algodão no mundo, exportar tem sido melhor negócio do que vender para o mercado interno nacional. E agora?

Egídio Serpa

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