Industria Textil e do Vestuário - Textile Industry - Ano XIV

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Jacutinga faz cachecol gigante contra chineses

Jacutinga faz cachecol gigante contra chineses

Cachecol gigante terá 60 Km de comprimento Divulgação Cachecol gigante entrará para o livro dos recordes e será um símbolo contra a concorrência desleal com os produtos chineses Jacutinga, cidade mineira a 100 quilômetros de Campinas conhecida pelas fábricas de malhas, vai entrar para o Livro Guinness dos Recordes por ter confeccionado o maior cachecol do mundo. Ele tem 60 quilômetros de comprimento - o equivalente à distância entre Campinas e Limeira. A máquina que tece a peça desde 16 de fevereiro de 2011 será desligada na manhã do próximo sábado (6), quando o cachecol será apresentado oficialmente. O feito do município de 23 mil habitantes é uma forma de protesto contra a invasão da malharia asiática no mercado nacional. O recorde atual, de 54,5 quilômetros, é do País de Gales, no Reino Unido, e foi ultrapassado em outubro do ano passado pelos jacutinguenses. Os 5,5 quilômetros “de lambuja” são para garantir um o pódio .Responsável por 30% da produção brasileira de tricô industrializado, a cidade iniciou a empreitada em fevereiro de 2011, ano em que as empresas locais amargaram um forte prejuízo. Desde 2005 as fábricas de malhas no município cresciam, em média, 15% ao ano - mas entre 2011 e 2012 houve uma queda de 20% e a demissão de 1,5 mil trabalhadores. Ao todo, a cidade emprega mais de 17 mil pessoas em 1,3 mil fábricas e 750 lojas de tricô. GUINESS “A concorrência com os produtos da China é desleal. Precisamos que o governo nos dê diminuição de impostos e desoneração da folha de pagamento”, disse o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Jacutinga (Acija), Denis Bandeira, autor da ideia de fabricar uma peça de malha para entrar no Guiness. E ele não se contentou com a sugestão dos integrantes da entidade em fazer “apenas” o maior suéter do mundo (que tem 80 metros de comprimento) - e quis partir logo para uma alternativa mais impactante.“Na verdade, vamos quebrar dois recordes, porque o cachecol que tem o título de maior do mundo hoje foi feito por várias máquinas, enquanto o nosso foi todo feito por uma única”, afirmou Bandeira (ao lado). A máquina em questão, é um pequeno tear industrial com mais de 20 anos de uso, e que quebrou 10 vezes durante a empreitada. Ao todo, oito funcionários da Acija se revezaram para vigiar o equipamento tecer a peça, que pesa cerca de 2,5 toneladas e é feita de fios coloridos doados por duas grandes empresas da cidade. “O tear só para à noite. Já tivemos que trocar a agulha diversas vezes e também o motor, que fundiu”, explicou a gerente-executiva da Acija, Vânia Zanelatto. Um “diário de bordo”, exigência da organização do Guiness, narra os percalços da “obra”. A empreitada teve o apoio da Prefeitura, que confeccionou todo o material de divulgação do novo recorde. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, Miller Moliani, a notícia deve chamar atenção do poder público. CRIATIVIDADE “Se a indústria automotiva vai mal, as 20 maiores montadoras brasileiras se reúnem com a presidente. Mas nós somos muito pequenos. Por isso, usamos a criatividade para sermos notados e ouvidos”, disse. Ex-vendedora de uma loja de malhas, a desempregada Renata Maria de Oliveira, de 19 anos, acredita que o cachecol deve incrementar a economia de Jacutinga. “A crise na cidade foi feia, muita gente teve que procurar emprego em municípios vizinhos. O cachecol deve chamar atenção para a cidade, e acho até que vai ajudar a aumentar o turismo”

JACUTINGA EM NÚMEROS

Habitantes: 23 mil Fábricas de malhas: 1,3 mil Lojas: 750 Principais compradores: grandes magazines e marcas famosas Exportações: mais de 30 países Empregos gerados durante a temporada de inverno: 6 mil Produção mensal de peças: 2 milhões Fonte:TextileIndustry (http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=6&cid=154966)

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Comentário de Elaine Radicetti em 6 abril 2013 às 21:49
Temos uma política arcaica, corrupta e os chineses já estão aqui dentro e com muito dinheiro, comprando o nosso mercado... Só nAo vê quem nAo quer. Sem pessimismo, já perdemos muito tempo.... hoje, é passado para se investir em maquinas e equipamentos, tecnologia, mudanças políticas ... Precisamos de especialistas gabaritados nesta área para criarem estratégias realmente competitivas para o nosso mercado.
Cachecol gigante no livro dos recordes, é fazer os chineses rirem da gente como fazem os nossos políticos, sindicatos...
Comentário de Tadeu Bastos Gonçalves em 6 abril 2013 às 19:25

No ano passado, apresentei neste mesmo espaço, comentário sobre um cachecol semelhante.

"Neste dia 12/07/2012,assistimos em Minas Gerais, três edições de jornais mostrando uma reportagem do cachecol que será enviado para o Guines Book, com meta de 57.000m de extensão, (hoje 12/07, com apenas 45.000m) e meta de chegar aos 57.000 m em fevereiro de 2.013, quando o record será batido.

Este record, tem como objetivo maior,  protestar contra as importações chinesas  no setor de tricô que, como em todas as outras atividades econômicas brasileiras, está solapando os empregos e a economia local.

O presidente da ACIJA, posa para a reportagem a frente de uma máquina que já produziu 45 km deste protesto, (aqui eu dava o link da reportagem, indisponível atualmente, um máquina antiga)

Se este vídeo chegar à China, vão de lá nos perguntar: Em que década foi filmado? É assim que querem concorrer conosco?"

Competitividade com máquinas obsoletas, é malhar ferro fio...

Comentário de Emílio em 6 abril 2013 às 17:40

Concordo com a manifestação, pois sinto também esses problemas com a China, isso é o resultado da política maldita do governo que infelizmente está levando o  fechamento de muitas indústrias do setor têxtil, resultando em desemprego e pouca competitividade com os produtos importados, sem falar na carga tributária e os sindicatos que mais atrapalham que ajudam o setor,as leis trabalhistas nem se fala,tornou o trabalhador em desaforado, sem comprometimento com o seu trabalho. Uma coisa deve ser dita em relação as empresas de malharia tricô da região das águas (Jacutinga,Monte Sião,Lindoia ente outras),é uma região que não existe leis trabalhistas, impostos das mercadorias são sonegados descaradamente,basta verificar nas feira que são feita nas grandes cidade e ainda causando o prejuízo dos comerciantes locais que geram empregos e impostos para o município,esses empresários da região da águas, estão sentido agora com os produtos importados o mesmo que os empresários de malharias retilíneas de São Paulo sentiram com a invasão dos produtos de Minas Gerais,o produtor de São Paulo foi aniquilado,varias malharias tradicionais fecharam por esses motivos,e nem governo local e sindicato apareceram para defender esses empresários.

Espero sinceramente que o governo comece a olhar para o nosso setor, temos condições de abastecer o pais sem precisar do produto importado e espero que as grandes empresas que compram o produto tricô voltem a comprar no país usando a mesma política de compra na China, experimente pagar 50% no pedido e 50% na entrega em vez de 120 dias como é exigido com o produtor brasileiro que os preços serão bem competitivos.    

 

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